A equação da Mariah
Eu tenho um lado brega (quem não tem?), e, ele tem nacionalidade, nome, sobrenome: a norte-americana Mariah Carey. A cantora dos agudos e das baladas grudentas do inicio da década de 90 é a companhia perfeita para um fim de noite, sobretudo naqueles momentos em que você decide sofrer por amor. O sofrimento nesta vida é opcional, e com Mariah cantando I still believe someday you and me/ Will find ourselves in love again, me faz acreditar que a dor de cotovelo sempre rende boas canções.
Demorei para gostar de Mariah, e achava o seu estilo musical meio caricato, com aquele status de diva fabricada que sempre soou bem falso pra mim (na minha época ‘alternativa’). Isso começou a mudar após o lançamento de “Butterfly,” disco de 1997, pois vi uma mulher mais sexy, ainda diva caricata, entretanto, mais leve e realmente mais à vontade com o que cantava. O videoclipe “Honey” é divertíssimo com ela falando em espanhol no inicio,e pilotando um jetsky no melhor estilo “Bond Girl”. Percebi ali que Mariah mudou, e para melhor, pois conseguiu se tornar menos pausterizada. Além disso, ela deu inicio a era das cantoras negras platinadas que sabiam ser sensuais e mostrar boa voz. Eu recomendo “Breakdown” para notar essa mudança, música que ela canta com Krayzie Bone & Wish Bone, o segundo video dela que mais gosto. Aliás, em matéria de vídeo é definitivamente uma musa. O primeiro na minha preferência, sem dúvida, é da música citada acima, o“I Still Believe”, no clipe ela está belíssima, num vestido preto, penteado e maquiagem “à la anos 50″ cantando para homens do exército americano.
Logo após esse álbum, vem outro elogiado pelo crítica, o #1’s, um disco com os grandes sucessos da carreira e que fez olhar um pouco para o seu passado. Na capa, Mariah mostra mesmo que deixou a imagem de “boa moça”, que mostrava quando ainda era casada com Tommy Mottola (hoje marido da cantora mexicana Thalia), e, posteriormente o descreveu como possessivo e controlador.
O excelente disco de sucessos, infelizmente, foi superado por um álbum forçado e ruim, o Rainbow. Chato, repetitivo e com apenas três hits legais, lembro que, na época, a crítica pegou pesado e com razão. A começar pelo encarte, com Mariah com um pirulito na boca e uma calcinha com um árco íris desenhado. O álbum, primeiramente, tem a excelente regravação de “Against All Odds (Take A Look At Me Now)” que ficou melhor que a original (Phill Collins), pois a interpretação de Mariah deu aquele tom dramático que só ela sabe fazer, e muito bem. Em seguida, foi lançado o “Heartbreaker” (com o rapper Jay-Z), com direito a uma disputa entre a Mariah loura e morena. Outro hit que recomendo é “X-Girlfriend”, faixa 6, pois se trata de uma música despretensiosa sobre ser uma ex-namorada.
Bem, mas vamos ao que interessa, a equação da Mariah, seu novo disco, intitulado de E=MC². Não tem nada a ver com Einsten, e, apesar de ter lido críticas favoráveis, eu confesso que não gostei muito. Achei um álbum preguiçoso, e com a mesma fórmula (isso não é um trocadilho ‘rs’) do sensacional “The Emancipation of Mimi“, que trouxe Mariah de volta as paradas de sucesso. A emancipação da Mariah, ou melhor de Mimi, ocorrida em 2005 se tornou um afago para os fãs que não aguentavam mais vê-la infeliz e com crises nervosas. Ela provou que quem é rainha, jamais perde a majestade (clichê válido), principalmente, para a nova geração MTV acostumada a princesinhas seminuas que queriam ser cantoras.

Eu fiquei impressionada quando vi “Mimi” em “It’s Like That”, e lembro-me bem de Rafael Losso da MTV falar no antigo disk que quem pensava que Mariah estava apagada, certamente, repensou a sua opinião. Ela está linda, e neste vídeo, quem está ao seu lado é o astro de Prison Break, o Wentworth Miller. São inúmeros os hits contidos nesses álbuns, mas quando ouvi pela primeira vez gostei bastande de “Say Something”. Imediatamente, pensei que seria um sucesso e acertei, pois a música produzida pelo Neptunes do Pharell (sou fã) fala de paquera, e tem um “toque” do meu cafetão preferido, o Snoop Dogg. O vídeo, lançado tardiamente em minha modesta opinião, mostra Mariah livre e leve em cantando e dançando em Paris.

Os outros hits bons desse álbum são: a balada “We Belong Together”, com um videoclipe de “continuação” do primeiro lançado, o vídeo Mariah, no melhor estilo diva, abandona um noivo na cerimônia e foge com o bonitão num vestido cheio de glamour com metros de véu saindo do carro. Ainda tem, a mais ou menos, “Shake It Off”, as divertidas “Get your number” e “Stay the Night”. Nesta última, Mariah canta motivos para certa pessoa ficar com ela à noite.
Então, eu enrolei para dizer que Mariah não superou o álbum anterior, e meio que ouvi o novo trabalho dela por “obrigação” de fã. Mesmo assim, ela tem motivos de sobra para comemorar, e, definitivamene, ela está no topo. Segundo a sua biografia no wikipedia, ela ganhou o prêmio de Artista Feminina que mais vendeu no Milênio superando em vendas nos EUA grandes artistas como Michael Jackson, Whitney Houston e Celine Dion e Madonna. Além disso, o quarto single, de “Emacipation”, o Don’t Forget About Us, canção no mesmo estilo R&B de We Belong Together, tornou-se seu 17° número 1 nos Estados Unidos, fazendo de Mariah a artista solo com mais singles n°1 ficando atrás somente dos The Beatles.
Torço para que o seu namoro/casamento, de 30 dias, dure uns bons anos e quem sabe toda a vida? E que o rapper Nick Cannon a faça muito feliz, pois para quem já embalou tantos casais, e superou tantas dificuldades, precisa ao menos viver um bom período no clima de eterno apaixonado.
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May 9th, 2008 at 09:05
Olá Nadja:
Estou lendo seu texto pela primeira vez. Não gosto de Mariah, mas isto não tem nada a ver com o que vou dizer. Você foi precisa e clara em suas explicações. Adorei.
Bjos
May 17th, 2008 at 06:05
poxa Anny! Obrigada!
May 23rd, 2008 at 12:05
[...] passada eu falei sobre a Mariah Carey e a sua equação. E, hoje, falo sobre a quase cinquetona mais celebrada da música, Madonna. Ambas lançaram álbuns [...]