Julie London is her name

Julie London foi uma grande cantora e atriz de Hollywood da década de 50. Loira, de olhos azuis e com uma beleza típica das estrelas da época, Julie, mesmo não tendo o mesmo timbre potente de outras belas negras da época como Sarah Vaughan e a minha preferida Ella Fitzgerald, escreveu seu nome no gênero. Sempre acompanhada pela nata do jazz gravou o seu primeiro disco em 1955, o álbum “Julie is her name”, e se tornou uma diva do jazz. No álbum inteiro ela é acompanhada apenas pela guitarra de Barney Kessel e do baixo acústico de Ray Leatherwood. A primeira música do “Julie is…” é o clássico “Cry me a river” do filme “The Girl cant help it“. Inclusive, esse álbum influenciou bastante a nossa bossa nova.
No vídeo acima, um homem sofre ao ver um “fantasma” da Julie cantando “Cry…” e ela está belíssima. Mas a minha música preferida do seu primeiro disco (que é duplo) é “Cant’ help lovin’ that man”, composta em 1927 por Jerome Kern e Oscar Hammerstein II. Infelizmente não há video dela cantando essa música, mas sim Ava Gardner numa interpretação igualmente competente e emocionante. Algumas músicas de Julie estão disponíveis para serem ouvidas na LastFm e o “Julie is her name” pode ser baixado no blog Skysoblue. No youtube você pode encontrar os vídeos de Daddy e da sua versão para o clássico Fly me to the moon, no qual há imagens do excelente “Barbarella“, filme de 1968, com uma jovem e então estreante chamada Jane Fonda. Eu tenho um lado vintage bastante aflorado, então, sinto que a minha jornada pelo passado está apenas começando. E Julie London é eterna, assim como a fase de ouro de Hollywood.
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junho 6th, 2008 at 01:06
Olá Nadja,
Muito bom mostrar este tempo em que o cinema era feito na raça, sem praticamente nenhum efeito especial e onde a atuação do ator era “braçal”.
Nada contra a modernidade, mas é bom resgatar as raizes.
Ótimas indicações. Parabéns e que bom que continuarás a trilhar a mesma linha.
Beijinhos
junho 6th, 2008 at 01:06
Olá Nad:
Adoro seus textos. Já disse isto e torno a repetir. Você descreve de uma forma que me seduz e vou até o fim do texto, navegando nas imagens que cria com as palavras. E Jazz faz parte das escolhas musicais. Não sabia destes de Júlie London cantando. Muito bom. Parabéns pelo assunto escolhido.
junho 6th, 2008 at 01:06
Cybele! Eu fico pensando será que eu consigo ir ao passado com tanta coisa no presente que me seduz? Não sei, mas pouco a pouco eu irei conhecer um pouco mais das grandes cantoras da época que eram excelentes sem quase recurso tecnológico nenhum…
Beijo também, Obrigada e volte sempre.
junho 6th, 2008 at 01:06
Anny! Obrigada, você é uma das pessoas que mais me estimulam a continuar nessa estrada. Grande beijo!
junho 6th, 2008 at 02:06
Você conhece a Julie London?…
A diva do jazz da década de 50?…
junho 18th, 2008 at 08:06
Ahhh..A fase de ouro de Hollywood! Os clássicos Noir, as Rita Hayworths da vida..Me encantam também. Já me chamaram de velha, por isso, rs. Mas também, graças a esse lado “velho”, acabo me comunicando bem com intelectuais “da antiga” que são fãs e manjam muito de cinema. Um dica? Leia as resenhas de José Augusto (Berbert de Castro) que são duas vezes na semana, no Caderno 2 de A Tarde. Ele sempre fala da programação cinematográfica do Teatro da Barra, o Cine Nostalgia. É bonito (e engraçado pela grande diferença de idade), rs, entrar numa sala e ver tanta gente emocionada ao reviver lembranças que lhes marcaram…
junho 18th, 2008 at 08:06
Esqueci de dizer: sim, tô baixando esse cd. Comento depois oq achei, mas já adianto que é realmente lindíssima a versão de “Cry me a river” na voz dela, que inclusive toca em “V de Vingança”.
agosto 14th, 2008 at 07:08
Muito obrigado, Nadja, por tudo que você disponibilizou sôbre a Julie London, e pela atmosfera que você passa.
agosto 14th, 2008 at 12:08
Poxa, Fernando, obrigada!
Que bom que você gostou.
agosto 26th, 2008 at 02:08
Saiu nos EUA um CD com os LPs ‘Julie is her name’ e ‘Julie is her name II’, juntos. A diferença é que no primeiro o guitarrista é o Barney Kessel e no segundo o guitarrista é o Howard Roberts com Red Mitchell no baixo. Eu consegui através de um amigo este CD. Há algum tempo vi um filme com a Julie contracenando com John Wayne num belo faroeste.
agosto 29th, 2008 at 03:08
Olair, eu falei justamente desse primeiro. Poxa, quero tanto esses discos, não há como você digitalizar e disponibilizar no 4shared….
Esse filme passou no telecine cult, pois acho que vi um pedaço.