Modismo ou tendência?
A pergunta-título do livro sobre blogs corporativos que a Relações Públicas Carol Terra lança hoje, às 19h, na Fnac do Shopping Morumbi dá vontade de opinar. Ainda não li o livro, mas conversei longamente com ela sobre o processo de produção da obra e sobre sua experiência na Comunicação do Mercado Livre, que mantém o blog corporativo Mlog, editado pelo presidente da empresa, Stelleo Tolda. A idéia partiu do acompanhamento da boa experiência de Tolda como executivo-blogueiro, resultando numa pesquisa com oito executivos que mantém blogs corporativos. O que estes primeiros blogs corporativos bem-sucedidos têm em comum? Ser um canal interativo com o mundo digital, permitindo uma comunicação de mão dupla (bidirecional) e troca de idéias com os internautas. Simplesmente ser um blog.
Nesta nova mídia, o tempo corre diferente, o “blogtime” é impiedoso. Nesta semana conversava com Wagner Fontoura sobre o que imaginávamos dos blogs há sete meses, no Blog Camp SP, numa retrospectiva de 2007 com previsões para 2008. Parecia que falávamos de um passado remoto. E neste nicho - da mídia social - é. 2008 é imprevisível porque foge dos padrões conceituais que temos. Quem poderá dizer a reação dos consumidores com empresas populares como Natura abrindo espaço democrático num blog corporativo?
A única previsão que me permito fazer é uma resposta à provocação do livro: acredito na tendência. E mais: ela veio para ficar e abalar estruturas, em especial as dos profissionais e empresas de comunicação. Vamos nos acostumar a ver blogs corporativos editados por autores diversos: jornalistas de renome como Rosana Hermann - o Skype Brasil -, por profissionais de áreas distintas como Fábio Cipriani - no Blog Corporativo - e autoras como as do blog do Carrefour - Eu Uso a Cuca - estarão juntos nesta seara.
Como disse Ricardo Cabianca lá nos idos de novembro de 2007 - uma década atrás, se contarmos em “blogtime” -as empresas vão se abrir e lucrar.
“E vislumbro que as agências e empresas vão acabar incluindo blogs em seus planejamentos de mídia e relacionamento. Creio que isso seja inevitável, da mesma forma que será inevitável que continuem existindo uma série de tipos de blogs, com alguns focados nos mais variados assuntos. A grande diferença - e vantagem de alguns blogs - será a forma como o editor ou editores se relacionam com seus leitores, trocam informações com eles, sabem o que querem ler e tem firme a sua opinião sobre os temas discutidos.”
P.S. Neste processo de segmentação do mercado, duas jornalistas blogueiras (e profissionais que vivem de blogar) estão neste mês com um blog corporativo no ar, encomenda da agencia Riot para levantar um perfil feminino, o blog 28 dias. Já é uma inovação, em relação ao mundo apurado por Carol Terra, no qual as empresas treinavam funcionários para blogar. Agora o mercado contrata a “experiência” para inovar!
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March 13th, 2008 at 05:03
Sam,
vale a pena ler e citar, também, a entrevista do Juliano Spyer com a Thiane Loureiro, da Edelman. Lá ela conta experiências não tão boas e outras formas de criar presença digital para empresas. Blogs são bacanas, eu adoro. Mas não são a solução para todo mundo, é sempre bom lembrar.
o endereço? http://www.naozero.com.br/entrevista+thiane
bj linda. Vou comprar o livro.
Lu
Concordo plenamente que a ferramenta não deve ser generalizada e nem creio que será. Aí entra a experiência inovando e pensei em você ao escrever esta frase.
nossa, a Thiane tinha tomado boa parte do meu papo com Wagner (o que citei aqui e foi motivador do post) e sabe que esqueci na hora que escrevi o texto? Valeu mesmo por lembrar e linkar!
Hei, o blog do Luderia é projeto teu?
Beijo
Sam
March 13th, 2008 at 07:03
oba! adorei a frase da carol: que venham muitas contratações de experiência para inovar! o mercado precisa disso! Valeu a citação do 28 dias , sam!
(risos)
Ceila
a frase é minha, mas eu aceito o elogio!
Beijos e boa sorte nos seus mil blogs.
Sam
March 13th, 2008 at 07:03
Modismo ou tendência? | Nossa Via: o conteúdo passa por aqui!…
O que os primeiros blogs corporativos bem-sucedidos têm em comum? Ser um canal interativo com o mundo digital, permitindo uma comunicação de mão dupla (bidirecional) e troca de idéias com os internautas. Ou seja, simplesmente ser um blog. …
March 13th, 2008 at 10:03
acho q um dos diferenciais, talvez o mais vantajoso advento das mídias digitais, é q hoje podemos ser atores na construção do nosso próprio aprendizado d forma inédita: a acessibilidade, fluxo e interatividade de informações q a web disponibiliza - embora ainda em estágio embrionário - nos oferece um universo q apenas começa a ser revelado. nele, quem souber articular informações e produzir conteúdo d qualidade, claro, vai sair na frente.
e, detalhe: é bom lembrar q as relações interpessoais já começaram a passar por mudanças e q atravessarão muitas outras ainda. afinal d contas: o micro, notebook, palm-m, celular e todos os demais gadjets afins sempre vão atuar como extensões do homem (macluhan).
em resumo, construção do conhecimento empregando tb as mídias digitais, produção d conteúdo d qualidade e comprometimento com o leitor/consumidor (ética) parece ser o caminho - caminho esse q a gente sabe, nem todo mundo vai conseguir viabilizar e trilhar.
q venha esse admirável mundo novo!!!! - um bem diferente daquele criado por Huxley.
June 16th, 2008 at 03:06
[...] dos blogs e que tipo de profissional está por trás da nova mídia, a mídia social que surge como uma tendência ou um modismo (aposto na tendência) englobando redes de relacionamento e blogs. Eu teria a mesma curiosidade e [...]