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Archive for the ‘ENTRETENIMENTO’


CSS é apenas diversão pura

CSS

Quando surgiram em 2003, com certeza, eles não imaginavam que iriam fazer tanto sucesso, principalmente, no mercado internacional. A banda mais despretensiosa (ou não?) do Brasil atualmente é o CSS. Nosso Pop nacional morreu, pois não há nenhuma banda popular e boa que saiba mesclar grandes influências do rock ou eletrônico cantando em português.  Los Hermanos (Em reforma para balanço por tempo indeterminado) representava uma novidade, mas  foi se aproximando cada vez mais da MPB cult-cabeça.  O jeito é apelar para o inglês e fazer do som que os hypes queiram ouvir, dessa maneira o CSS ocupou o espaço tornando-se a melhor banda indie pop do Brasil.

O primeiro disco da banda é incrível e recebe influência de diversas vertentes do Pop como quadrinhos, moda, pop arte, e é claro, música. Sobretudo da música eletrônica e do rock 80’s sempre ao lado de letras bem humoradas.  O meu vídeo preferido deles é “Alala”, mas no álbum há outras pérolas como “Let’s Make Love and Listen to Death From Above”; “Art Bitch”; “Meeting Paris Hilton”; “Off the Hook”; “Music Is My Hot Hot Sex” e a minha preferida, a divertida “Alcohol”. Recentemente, eles lançaram o novo álbum “Donkey” que mantém a sonoridade do grupo e aposta na fórmula que os fizeram conhecidos internacionalmente. Já que o mercado indie lá fora dá para viver com shows e videos. Em tempos de parada nacional cheia de “Dinhos” sem camisa cantando “Tchururu” e mineirinhos criativos dando sinais de cansaço, o CSS é uma agradável surpresa despretensiosamente original.   

The Cinematic Orchestra

Foto divulgação

The Cinematic Orchestra - Ma Fleur (2007)

Não é tão simples assim falar sobre The Cinematic Orchestra. Dizer que não passa de um grupo que toca música instrumental seria muita displicência de minha parte. Suas músicas, além de terem fortes influências do jazz, são complementadas com diversos samples elegantes. O que mais caracteriza TCO é a improvisação deles durante suas performances, utilizando um DJ mixer para dar uma faceta mais eletrônica às composições - e quando estão em estúdio, o processo musical também é o mesmo. Formado atualmente por seis integrantes (sempre com idas e vindas de alguns deles), cada qual responsável por um instrumento, a banda britânica estreou com “Motion” (1999). Entretanto, só tiveram destaque com “Man With The Movie Camera”, lançado quatros anos depois, que na verdade é uma trilha sonora composta para o documentário de mesmo título, filmado em 1929.

Diante do sucesso com esse último disco, o hiato do TCO prevaleceu até ano passado - devido, claro, à sua presença nos festivais de jazz em vários países -, quando foi lançado “Ma Fleur”. Foi uma grande surpresa para mim, ouvinte acostumado com o instrumentalismo improvisado dos álbuns anteriores: dessa vez os vocais invadiram o repertório. Com exceção da cantora de soul Fontella Bass, que havia mostrado seu timbre grave em duas faixas do segundo disco “Every Day” (All That You Give e Evolution), a novidade ficou para o canadense Patrick Watson, cuja participação torna-se notável em To Build A Home, e Lou Rhodes, que fecha o playlist com grande estilo em Time And Space. Para quem tiver curiosidade em ouvir The Cinematic Orchestra ao vivo, já é possível com o álbum “Live at The Royal Albert Hall” (veja a performance de uma música desse show).

Estilo Geek

Já falei um pouco do estilo New Rave e também do Preppy, e, pensando em escrever neste domingo, por que não falar do estilo geek? Sentei na sala, com o notebook no colo e fui zapeando, e acabei me deparando com um reality show chamado: “Os geeks e as gostosas” (Multishow).

Não gosto muito de tachar estilos ou determinar estilos pelo estilo de vida, mas ao ler um artigo do Usefashion, percebi que devia. Por que? Porque, além do assunto estar me perseguindo, como todo blogueiro, eu sou um pouco geek.

O que é um geek? São pessoas que adoram tecnologia, produtos eletrônicos, games, ficcão científica, etc. Bem, realmente eu sou um pouco assim. E como eles se vestem? É só olhar para os ícones desta turma: Bill Gates e Steve Jobs.

E o que eles usam? Eles seguem um pouco o estilo Preppy, que mostrei há algumas semanas atrás. As roupas são contraditórias: indicações do passado, garimpados em brechó, misturado com alguma coisa que lembre o futuro. Óculos, sobreposicões, gravatas e camisetas. Se você ver as fotos vai reconhecer logo um:

Até alguns estilistas já se inspiraram nos geeks para as suas coleções, confira:

Luella

Luella

Etro

Etro

Eu sei que muita gente vai se encontrar aqui, vai achar ruim ou rir um pouco. Mas concordem comigo, o estilo é legal, não?

Quer saber mais? Confira dois sites interessantes sobre geeks:

The electrical morning

Marlango - The Electrical Morning (2007)

Eles são espanhóis, mas todas as músicas são cantadas em inglês. Pouco importa a nacionalidade ou a língua cantada, o resultado seria tão bom quanto. Leonor Watling estreou sua carreira como produtora e atriz - um bom começo para ser reconhecida posteriormente como cantora. Se alguém já assistiu ao filme de Almodóvar “Fale Com Ela”, com certeza vai lembrar do rosto dela.

Ela e Alejandro, um excelente tocador de piano, se juntaram para gravar algumas faixas demo e, mais tarde, Oscar, um trompetista vindo de Nova York, se interessou pelos ensaios musicais. Esse foi o momento para gravar o primeiro álbum do trio, uma deliciosa mistura de jazz com um tango calmo e romântico (quase que uma bossa nova). O segundo trabalho do trio, “Automatic Imperfection”, continuou com a mesma linha musical, puxando um pouco mais para o trompete mas variando entre diversos instrumentos.

“The Electrical Morning” é o melhor álbum deles, na minha singela opinião. Muito mais agitado - sem menosprezar, claro, a tranquilidade dos outros - e muito mais emoção sentida na voz grave e delicada de Eleonor. No single de estréia Hold Me Tight, Alejandro arrepia no solo de piano - e eu também me arrepio da cabeça aos pés toda vez que a ouço. Por falar em piano, é notável a presença de sua performance em quase todas as faixas. Minha segunda favorita, Walkin’ In Soho, tem um vídeo cuja paisagem desértica completa o surrealismo das imagens - tudo é curiosamente exótico: o lugar, que mais parece um ferro-velho, as roupas, as coreografias.

Confira todos os vídeos e escute todos os álbums no site oficial do Marlango. Você vai adorar, eu garanto a você. ;)

Com os Filmes, um Tour pelo Oriente Médio

Uns dias atrás, li que o Turismo por regiões em conflitos está sendo bem rentável. Eu, mesmo com todas as belezas naturais, não iria. Preferindo conhecer certos lugares através dos filmes. E para quem quiser fazer o mesmo, trago hoje um tour pelo Oriente Médio, e um pouco além. Vem comigo!

Se na infância, o que vinha de toda essa região do planeta, eram as histórias das Mil e Uma Noites, atualmente o que os noticiários nos trazem maciçamente, são as guerras. Internas e externas. Dependendo de quem quer que ela seja divulgada. Me faz lembrar da frase dita por uma jornalista ao seu chefe que abortara a sua reportagens por ordens superiores, essa:

Se ninguém ver, talvez signifique que não tenha acontecido.”

Ou como, querem que seja divulgado a notícia. Às vezes fazem de um cordeiro, um leão. Certeza mesmo, temos que há o interesse material por trás de tudo. As tidas guerras santas, as ideologias são apenas para fazer a cabeça do povão.

Por vezes, ficamos nós presos aos esteriótipos que nos passam. Foi até para clarear a impressão que eu tinha dos homens-bombas, que assisti “Paradise Now“. Limpar, limpou, mas não a ponto de aceitar tal coisa. Fora dos bancos escolares, se quisermos saber mesmo o que de fato ocorre por lá, precisaremos fazer uma filtragem nas News. Ou, usar também um filtro nas histórias que os livros e os filmes contam. No filme “O Preço da Coragem” (A Mighty Heart), uma jornalista, por conta de vivenciar um grande drama - o marido ser seqüestrado por ser americano, judeu, e repórter de um influente jornal -, ela tenta ser imparcial no relato. O filme é baseado num caso real.

Num resgate às lembranças da infância, temos alguns Animações, ou mesmo filmes do tipo sessão-da-tarde, para mostrar um pouco de tão rica são as histórias dessa região. Tais como: “Ali Babá e os Quarenta Ladrões“, “Aladim e a Lâmpada Maravilhosa“, “Simbad, o Marujo“, “As Mil e Uma Noites” (Nights Arabian)… Assim, a Sherazade que há em nós, pode passar aos mais jovens que com criatividade podemos ir longe. E numa visão bíblica, o “O Príncipe do Egito“.

Ao fazer uma pesquisa, eu encontrei um, que fiquei com vontade de ver. É esse: “As Aventuras de Azur e Asmar“. ‘A história de Azur e Asmar é disfarçadamente armada para fazer ponte com a atual relação entre europeus e africanos/árabes. Durante a ação, situações de choque entre uma cultura e outra, mostrando o quanto a intolerância entre Ocidente e Oriente é absurda. É antes de tudo um filme sobre descobertas. Sobre abrir a cortina que esconde a beleza de uma cultura e desvendar seu colorido, sua estranheza e complexidade.‘ Tem mais aqui.

Outro filme, que ainda atrairia um público jovem para uma aula de história disfarçada, é o “O Caçador de Pipas“. Com a invasão do Iraque, o Bush achou que tudo terminaria logo, mais ainda há distúrbios. Pior, os talibãs estão ganhando terreno. Para conhecer um pouco mais dos conflitos ocorridos no Afeganistão, que inflamou a esses fanáticos, além de saber como e porque o Congresso dos Estados Unidos ‘cooperam’ com os que estão em guerra, cito dois: “Jogos do Poder” e “Tiros em Columbine“.

Também onde podemos ver um passado mítico daquela região, seriam em alguns Clássicos, tais como: “O Rei dos Reis“, “Os Dez Mandamentos“, “José e Seus Irmãos“, “Ben-Hur“, “Cleópatra“, “David e Betsabá“, “Spartacus“… São filmes que as televisões costumam passar próximo ao Natal. Mas já fica um adendo em conferir também a geografia do local.

Se a geo-política dessa região já era uma babel no passado longínquo, atualmente é um barril de pólvora. Mais que conquistar territórios como na época das Cruzadas, o agora é marcar o território com companhias petrolíferas. Com acordos entre nações que nem vizinhas são. Essa paz sedimentada pelo ouro negro, foi o que ocorreu entre os Estados Unidos e a Arábia Saudita. Mas até quando essa paz resistirá? Eu já listei para ver o “Syriana - A Indústria do Petróleo“.

Na guerra, o único heroísmo é sobreviver“. (Samuel Fuller)

Há uma safra de filmes que estou pretendendo ver. Um deles, é o “O Suspeito” (Rendition), onde um egípcio é torturado, de acordo com a lei Extreme Rendition, por ser suspeito de ser terrorista. Baseado em fatos reais. Outro, “O Reino” (The Kingdom), quando um terrorista detona uma bomba no interior de uma zona residencial americana em Riad, na Arábia Saudita, desencadeia um incidente internacional. Agentes do FBI e oficiais sauditas na caça ao terroristas. Juntos? Irei conferir. Também o Documentário “Caminho para Guantánamo” (Road to Guantanamo), onde três jovens britânicos com origem paquistanesa são levados presos por suspeita de terrorismo. E eles eram inocentes. Esse outro, o “Rede de Mentiras” (Body of Lies), no qual um ex-jornalista ferido na Guerra do Iraque é contratado pela CIA para ajudar na captura de um líder da Al Qaeda na Jordânia. Mais um seria o “Nesse Mundo” (In This World), onde dois refugiados do Afeganistão que viviam em um campo em Peshawar tentam escapar para a Grã-Bretanha, procurando uma vida melhor. A perigosa jornada os leva até a “rota da seda”, passando pelo Paquistão, Irã e Turquia, até chegarem a Londres.

Fiquei com vontade de também ver esse filme documentário: “Onde no mundo está Osama Bin Landen?“. ‘O Diretor Morgan Spurlock está decidido a encontrar SOZINHO a pessoa mais “não encontrável” do planeta. Se o FBI e a CIA não conseguiram ainda, talvez ele seja nossa última esperança não é?  Usando uma narrativa documental repleta de humor ácido, semelhante ao quem vemos nas produção de Michael Moore, o filme mostra a jornada de Morgan pelos locais que possam servir de esconderijo do terrorista mais procurado do mundo.‘ Tem mais aqui.

Ainda na linha de comédia, deixo a sugestão do “A Banda“, onde egípcios e israelenses para se entenderem fazem uso da língua inglesa. Mas também mostra que o que realmente nos difere, são os muros das fronteiras. Isso claro, para nós seres pacíficos.

E para terminar, um que envolve guerras por etnia e religião, onde uma mãe abdica de seu único filho, o único que o horror da guerra não matou, para que ele sobreviva. Mais, para dar a ele a chance de ser alguém. O filme é “Um Herói do Nosso Tempo” (Va, Vis et Deviens). Ele foi um dos sobreviventes da Operação Moisés, que o governo israelense resgatou em 1984, no Sudão.

Por fim, quem sabe um dia, uma Sherazade surja a cada um desses fomentadores de guerras, e os façam parar, por mil e uma noites, como também mil e um dias. E então, os outdoors com paisagens bucólicas virão nos mostrar e convidarmos a conhecer um Novo Oriente Médio. Um reino de paz e fantasias!
See You!