Born in the U.K.

Badly Drawn Boy – Born In The U.K. (2006)
Quando estou naquela escassez musical (para um viciado como eu, isso acontece todos os dias), a seleção dos artistas começa pela capa dos álbuns. Se eu não ficar satisfeito, vou direto no visual deles. Damon Gough, mais conhecido como Badly Drawn Boy (nem o nome ajuda: um garoto completamente exausto), foi uma exceção – e que exceção!
Toda foto que eu vejo, ele está com uma touca enterrada na cabeça, barba comprida, camiseta e calça jeans. A única variação é entre uma jaqueta e um terno velho e surrado – sem contar a bituca de cigarro. Bela descrição, não? Ainda bem que as músicas dele não têm nada a ver com suas vestimentas.
Apesar da aparência descuidada e pouco atraente, suas canções provam o oposto: totalmente alegres e sensíveis, cujas letras tratam delicadamente de relacionamentos a beira do abismo e que dão a esperança de que tudo é possível quando o amor prevalece. Em resumo, seria o príncipe perfeito, aquele que você sempre sonhou - ou talvez ainda esteja esperando - bater na sua porta. (atenção, homens, sigam o exemplo dele)
Gough é fã nato de Bruce Springsteen, mas suas melodias se concentram mais no violão e no piano, diferente de seu ídolo roqueiro. “Born In The U.K.” é, na minha opinião, o trabalho mais intimista e mais legal de se ouvir. A trilha sonora de “Um Grande Garoto”, inteiramente composta pelo Badly Drawn Boy, também é um bom álbum de se escutar – inclusive as faixas instrumentais.
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