Matthew Herbert

Herbert – Scale (2006)
Matthew Herbert é um homem bem versátil: toca piano, produz trilha sonora de filme, é DJ e dono de um selo e adora jazz. Mas o seu dote artístico é inovar no experimentalismo: ele grava sons triviais de nosso dia-a-dia e faz deles batidas para suas músicas. É barulho de alguém escovando os dentes, é barulho de pessoas comendo maçãs, é barulho de trem passando.
Achou estranho? Nada é esquisito para o inusitado Herbert, que mistura todos esses sons bizarros com minimal house (ele gosta das coisas simples da vida). Sua carreira lhe rendeu vários codinomes, desde Doctor Rockit até Radio Boy. Seu penúltimo álbum “Scale” - o último rendeu uma coletânea de músicas compostas para filmes - tem clima de era disco e de trilha sonora da Disney (ouçam We’re In Love e digam se estou errado), contudo os efeitos sonoros dão o tom especial de Herbert. Os vocais ficam por conta de sua dedicada esposa Dani Siciliano, que sempre acompanhou a carreira do marido desde o começo (e aproveitou também para lançar seus próprios álbuns).
Como disse, Matthew também tem uma queda pelo jazz. Em 2003 ele se juntou com uma banda e, seguindo um manifesto criado por ele mesmo (cujas regras proíbem o uso de sons sintéticos que imitam instrumentos acústicos, mas que permitem erros de programação ou de gravação como parte das canções), fez um álbum delicioso repleto de saxofones, trombones e trompetes.
A música pode ter várias definições, porém isso não é problema para Herbert. Seu espírito é o mesmo de uma criança que usa sua imaginação para ter uma criatividade sem fim.
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