O charme de “Juno”
É muito engraçado ler “crítica”! Seja de teatro, cinema ou qualquer outra manifestação artística. Na verdade é engraçado ler os textos escritos pelas pessoas e perceber que, no fundo, só o que podemos fazer é “nos mostrarmos”… deixar transparecer, através dos textos, nossos gostos e nossa visão do mundo.
E por que esse discurso todo? Ora, quando nos propomos a escrever sobre o filme “queridinho do momento” vamos encontrar uma série de textos, resenhas, opiniões sobre este mesmo filme e vamos ver que cada pessoa viu um filme diferente (ou queria um filme diferente!). Pois bem, estive fora da net por um tempinho e li pouco sobre Juno antes de assisti-lo. Que bom! Desta forma cheguei ao cinema com duas únicas informações: um filme que tratava da gravidez na adolescência e que tinha recebido o Oscar de melhor roteiro.
Que ótimo pode ver o filme sem nenhuma pretensão e/ou expectativa, porque Juno é exatamente isso: um filme despretensioso! Estruturado com muita simplicidade e honestidade, foge de todas as armadilhas que o tema ou a moral americana poderia impor.
O filme é todo singelo. Desde a direção, passando pelas atuações e principalmente o roteiro (não é a toa sua premiação com o Oscar). E, em minha opinião, esse é o grande “charme” de Juno: nada se sobressai. Nada é transformado em grande golpe de mídia. Nada é uma sacada brilhante! O charme do filme é ter todos os elementos balanceados, sem roubar atenção para outra coisa que não seja as relações entre os personagens.
Depois de ter visto o filme e antes de escrever isto aqui, fui dar uma olhada nas coisas que já haviam sido publicadas. Na maioria das vezes li muitos elogios (merecidos) e as poucas ressalvas que encontrei confundiam essa “simplicidade” do filme com “banalidade”. Não concordo. Juno pode ser tudo, menos banal. Se não conseguirmos enxergar nada de valor artístico nele é porque estamos atulhados de imagens grandiosas e violência explícita. Juno pega a conta-mão dessa tendência. Trata de situações altamente conflituosas de maneira sensível e delicada. Foge dos clichês e só por isso já deveria ganhar um grande crédito.
Espero que os adolescentes (grande público alvo do filme, em minha opinião) possam ver esta realização.

Roubei as fotos para ilustrar o texto do Cinema com Rapadura! Lá você encontra também a ficha técnica do filme.
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março 12th, 2008 at 02:03
oi Max,
acabei d chegar em casa: fui ver Juno. e vc tá certo: é ridiculamente despretensioso, talvez tanto q chega a ter charme, rs.
destaques p a mocinha do filme: Ellen Page, atuação show e para a madastra. e dá-lhe tic-tac sabor laranja, rs
Myla
Hehehehe…
As vezes, não nos resta nada a fazer, a não ser fingir simplicidade!
E deixar que o resto aconteça do outro lado da tela.
As vezes, dá certo!
março 12th, 2008 at 10:03
O charme de “Juno” | Nossa Via: o conteúdo passa por aqui!…
[Se você ainda não viu, não perca! Juno é um filme simples e cotidiano, mas nem por isso menos delicioso. Com um roteiro muito especial e equilíbrio em todos os seus elementos estruturais, justifica a fama de Ïilme queridinho do momento%D!]…
março 12th, 2008 at 03:03
Quero que todos da minha idade que puderem ver o filme vejam-no, e debatam nas rodinhas sobre o comentário que o personagem do Jason Bateman fala, que a melhor época do rock é em 93
Mas acho que esse não é um bom filme pra ver sozinho, já que no cinema, com 15 pessoas na sala, só eu estava desacompanhado…
E dá-lhe simplicidade e Tic Tac sabor Laranja
Fellipe:
Tem muita coisa que eu gostaria que os adolescentes debatessem sobre este filme!
Afinal, ninguém me tira da cabeça que “eles” são o verdadeiro público -alvo dele.
março 15th, 2008 at 09:03
Fiquei curioso pra assistir. Valerá um convite pra pegar um cineminha com meus filhos adolescentes, coisa que não fazemos juntos há tempos (será que toparão? concorrer com namoradas e baladas em pleno fim de semana será fogo…). Depois volto pra falar das nossas impressões. Valeu a dica. Abração!
Wagner:
Programa perfeito pra fazer com a garotada!
Aproveita, leva as namoradas junto e depois rola um papo amistoso sobre o tema!!!
hehehehehehe… dá pano pra manga!
junho 13th, 2008 at 12:06
[...] nos cinemas brasileiros, Max Reinert publicou uma crítica do filme aqui no Nossa Via com o título O Charme de Juno. Vale a pena [...]