Portishead, a volta

Portishead – Third (2008)
Ouvir Portishead não é fácil, só para quem gosta mesmo. É um som que foge do convencional - se assim posso descrever -, a começar pelo estilo musical, o alternativo trip-hop. As batidas são pesadas e desconfortáveis. A melodia, na maioria das vezes, não ultrapassa duas ou três notas, acompanhada de mórbidos sintetizadores. Beth Gibbons, vocalista do grupo, completa o cenário com sua voz carregada de melancolia e tristeza (sem desafinar, claro).
Por favor, não pare de ler aqui! Você deve estar em estado de choque e se perguntando por que sugerir uma banda tão obscura assim. Pode ter certeza que não é o feitio da banda, o trip-hop que acaba ditando a linha musical do trabalho deles, assim como de outros grupos tão famosos quanto. Experimente ouvir Massive Attack e verá o que é realmente escutar algo bem sombrio.
Após tanto tempo longe dos estúdios, o Portishead regressou com um álbum renovado, mesmo com a simplicidade em suas melodias - o que deve ter sido motivo de contestação para alguns fãs, afirmando que não passou de puro experimentalismo. Na verdade, eles sempre souberam inovar. Basta assistir ao show realizado em Nova York, em 1994, com uma orchestra sinfônica só para eles; é até difícil acreditar que suas músicas tão eletrônicas pudessem ficar tão hipnotizantes com a ajuda de violinos.
Ficou curioso? Você já pode ouvir o novo álbum na íntegra lá no Last.fm. Além de inovarem na música, eles também sabem muito bem como inovar na hora de divulgar.
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maio 29th, 2008 at 01:05
José. Só conheço os hits, se é que se pode chamar assim, do Portishead. Inclusive, há alguns anos a revista Showbizz a chamou de “musa torturada”, pesado, não?