The long term physical effects are not yet known

Jay-Jay Johanson – The Long Term Physical Effects Are Not Yet Known (2007)
Jay-Jay Johanson está de volta em sua forma original. Cantor sueco possuidor de várias facetas - quase que uma personificação de David Bowie por causa da androginia -, Jay-Jay retornou ao seu estilo musical nesse último álbum, o que foi um alívio para aqueles que não gostaram de seu lado mais synth-pop (se você tem saudades dos anos 80, aproveite) no disco “Antenna” de 2002.
Talvez pela tristeza presente em sua fisionomia, assim como o tom melancólico de sua voz, suas músicas seguem a linha do trip-hop, cujas batidas abafadas dão lugar a toques de pianos e guitarras, assim como outros recursos um pouco mais sintetizados. A tranqüilidade com que canta ajuda a disfarçar os problemas com o mundo transcritos em suas letras, outra característica forte de Jay-Jay. Acho que a única prova de coragem e determinação em meio a tanta insegurança e desilusão está em Rocks In Pockets, onde ele incentiva o amor de sua vida a fugir da casa dos pais e seguir uma vida mais feliz um ao lado do outro. Esse é Jay-Jay Johanson, sempre submerso em um mar de solidão, e não adianta querer mudá-lo: “Nothing has changed / I’m still the same / Jay-Jay Johanson”.
Por que ouvir um cara que gosta de parecer depressivo? Nem pense nisso. Ligue o som no último volume e curta a voz suave de Jay-Jay ressonando nos quatro cantos da casa. É para ouvir e relaxar num dia tranqüilo e sem planos para levantar da cama.
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