Museu - e a violência - do futebol


Museu do Futebol no Pacaembu, fotos de Fernando Pilatos
Meu marido, fanático por futebol, me mandou um link da Gazeta Esportiva contando da abertura do Museu do Futebol no Pacaembu.
“Aberto ao público a partir do próximo dia 1º de outubro, o Museu do Futebol, que custou R$ 32,5 milhões e pretende tornar o estádio do Pacaembu uma das casas da Copa do Mundo de 2014.”
Segundo ele, cabe diretinho no meu blog de cultura… é verdade, não discordo, mas neste ano estou muito distante de notícias de futebol. Entendam, eu sou (era?) paranista e depois de alguns anos procurando notícias do Paraná Clube no final da tabela da primeira divisão, me dói ver que ele está no final da tabela dasegunda divisão. Como todo sãopaulino, meu marido não imagina o que eu estou passando, é um quase-luto de futebol.
Mas tudo bem, a história às vezes nos ajuda. Como diz o hino do time dele (meus filhos têm um torcedorzinho que canta)
As suas glórias, vêm do passado?
Será que a glória do futebol arte ficou lá no passado também? O museu tem espaço imenso para o Pelé, que continua firme na mídia mesmo não sendo jogador desde que me entendo por gente. Teremos mais para mostrar do que estas glórias da década de 1950 para provarmos que estamos aptos para sediar a copa de 2014?
Quanto ao museu, quem sabe se a violência diminui e a tal cultura da paz ganha força? Mesmo que as imagens (aqui posto as de Fernando Pilatos) lembrando um pouco o Museu do Morumbi, eu visitaria.
“Essa idéia da paz nos estádios ainda precisa de uma decantação espiritual mais profunda dos nossos torcedores, mas é claro que essa integração do Museu com os jogos é a idéia principal. Estamos desenvolvendo o conceito da Cultura da Paz e, quem sabe, em dois anos não possamos abrir o Museu nos dias de jogos?”, comentou Walter Feldmann, secretário municipal de Esportes de São Paulo.
O ideal seria ir ao jogo e visitar, tudo dentro do clima de adrenalina que reina quando vemos jogos ao vivo no campo. Não chego a ficar gritando palavrões (mas deve ser um bom lugar para soltar tudo), mas é desestressante estar no estádio. Pena que a saída dos jogos ainda seja tão estressante pelos imensos riscos - até de vida - que corremos.
Algum de vocês leitores costuma ver jogos no estádio?
P.S. Ficou no passado também a segurança de ir com a família nos jogos de futebol. Fomos duas vezes com os meninos aqui em Sampa e sinto que eles nem dão bola para futebol, em parte por isso, em parte porque não temos mais aquele lugar descompromissado onde as crianças batiam uma bolinha no bairro. Tudo é quadra, professor, uniforminho, treinador! Dá um pouco de pena da molecada! Lembro dos meninos da minha rua descobrindo o vôlei e querendo fazer “jornada nas estrelas”, o saque famoso do Bernard (ou Bernardinho) quando eu estava no primário. Que coisa boa, divertida, livre!
























