A desculpa esfarrada do governador do Ceará
O “pedido de desculpas” feito pelo governador do Ceará por ter levado sua sogra em viagem ao exterior às custas do erário público ilustra com o fugir de uma desculpa sincera e tentar enganar a população. Ao dizer que pedia desculpas, mas que tinha a consciência limpa e a certeza de que não tinha feito nada de errado, ele ignorou deliberadamente os três elementos de uma desculpa sincera e genuína, conforme discutido em artigo anterior, A arte da desculpa:
- O reconhecimento do erro.
- A manifestação de pesar pelos danos causados.
- O reconhecimento da responsabilidade pelo erro cometido.
Além de não reconhecer que usou o dinheiro público indevidamente, ele não mostra arrependimento e coloca a culpa na sua assessoria. Pelo visto, está pronto para cometer erros semelhantes no trato da coisa pública. Na sua arrogância, ele faz pouco caso da inteligência do povo cearense. Com esta atitude, seria mais coerente que ele fosse à televisão e cantasse o grande sucesso de Edith Piaf “Non, Je Ne Regrette Rien” (Não, Eu Não Lamento Nada).
É mais um político que vem se juntar à camarilha que vê o estado como um meio de alimentar seus privilégios, de seus parentes, amigos e comparsas. Ao povo, as sobras. Até quando abusarão de nossa paciência? Até que ponto toleraremos ser tratados como imbecis dóceis?
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