Quem lucra com o aquecimento global?
Onde uns vêem catástrofe, outros vêem oportunidade.
Digamos que você tivesse uma fábrica de carroças no fim do século XIX, pouco antes de um tal Henry Ford começar a fabricar os primeiros modelos T. Seria o fim da sua pequena fábrica de carroças? Ou quem sabe a oportunidade de ganhar mais dinheiro com uma fábrica de carros?
Sendo assim, por que não lucrar também com o suposto fim do mundo?
Quer evitar o aquecimento? Uma geladeira mais moderna que polui menos. Não deu certo e sua casa está quente? Ar-condicionado. O mar invadiu sua casa na praia? Compra um caiaque. O mundo está acabando? Who cares? O importante é passar esse momento em estilo, com roupas novas.
Provavelmente é compartilhando dessa visão que os países desenvolvidos encaram o mercado de crédito de carbono.
Depois de assinado o Protocolo de Quioto, em 1997, nasceu um grande mercado de crédito de carbono, que hoje já virou ações na bolsa.
Alguns países sentem dificuldade em reduzir as emissões de poluentes, pois a tecnologia existente já possui dispositivos que controlam e mantém a emissão a baixos níveis.
Diminuir a poluição que um Fiat 147 causa é fácil, é só trocar por um carro mais novo. Mas em um país onde as coisas já são novas, é mais complicado desenvolver novas tecnologias para baixar ainda mais.
Portanto, alguns países buscam cumprir suas metas em outras regiões e nações, comprando a redução em outros parques industriais que permitam isso.
O Brasil é um país com grande potencial nesse mercado e algumas empresas já conseguiram reduzir drasticamente o nível de CO2 emitido. O CO2 “recuperado” é medido em toneladas e então quantifica-se seu valor no mercado e vende-se para empresas estrangeiras. Em outras palavras, o gás carbônico virou moeda de troca.
É como se essas indústrias comprassem o direito de poluir na sua área, pagando o desenvolvimento tecnológico necessário nos países emergentes. É cumprir o que foi assinado no protocolo, sem fazer exatamente o que era esperado.
Mais uma vez, o que deveria ser um programa para ajudar o planeta virou mercado. O que parece muito interessante pra uns, e duvidoso para outros, afinal não é de hoje que questiona-se se a teoria do aquecimento global é realmente verdadeira, como mostrado nesse vídeo.
Mas se o aquecimento global é uma farsa, quem estaria sustentando essa idéia? Para quem é interessante causar o pânico nas pessoas? Ora, o medo sempre foi um dos melhores métodos de manipulação do povo. Nesse blog o autor faz uma lista de algumas das empresas que poderiam estar “patrocinando” o aquecimento global.
De fato, isso lembra o alarde feito anos atrás sobre o buraco na camada de ozônio. Hoje sabe-se que o buraco está diminuindo, quase fechando, e tenho certeza que não é graças às geladeiras que emitem pouco CFC que foram vendidas, nem ao fato do Mc Donalds não usar mais embalagens de isopor.
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janeiro 15th, 2008 at 04:01
[...] P.S. A propósito da necessidade de mudarmos para melhorar a vida no planeta, Tonobohn faz pensar sobre Quem lucra com o aquecimento global. [...]
janeiro 15th, 2008 at 04:01
Quem lucra com o aquecimento global? | Nossa Via: o conteúdo passa por aqui…
Alguns países buscam cumprir suas metas em outras regiões e nações, comprando a redução em outros parques industriais que permitam isso.
Onde uns vêem catástrofe, outros vêem oportunidade….
março 22nd, 2008 at 12:03
Quem lucra com o aquecimento global?
Muito bom levantar estas questões mas, sem partir pro tudo ou nada. Muito se fala em ecologia e pouco se faz. Preservar o meio ambiente pode sim ser muito lucrativo, numa base real (ou em reais e dólares). é muito falado mas pouco se faz e na verdade reciclagem gera renda para famílias que de outra forma passariam fome. Economia de combustíveis fósseis diminui os gastos em dólares. Agora veja que o Brasil tem uma puta capacidade para gerar de tudo e nada se faz. Alguém já pensou que o gás produzido e queimado nos lixões poderia ser industrializado em cada uma das cidades, diminuindo a importação? Já pensou quantos milhões de reais são queimados todos os dias? E quanto nossos agricultores poderiam ganhar com a compostagem? De todo modo ainda que ninguém ganhasse nada com isto, se você pode viver numa casa limpa, porque vai ficar na sujeira? Quem é capaz de negar que passear num lugar limpinho e cheirando a mato fresco, é bem mais agradável que cheiro de fumaça… quem gosta de olhar para um lixão? Se você tivesse um carro movido a sol pelo mesmo preço de um movido a gasolina, qual você compraria? Que conseqüência teria para os USA se o mundo parasse hoje de comprar petróleo? O que fazer de nossos eletrônicos descartados? Onde mandar computadores para reciclar ou reaproveitar? Não existe lugar. Pelo menos não aqui no Paraná, as pouquíssimas iniciativas (particulares) são insuficientes e não tem apoio do governo. Ou poucas tem e nem são divulgadas. Parece que ainda falta, e muito, o senso de oportunidade…
Conheço gente que 3 ou 4 celulares velhos guardados, sem uso, não sabem o que fazer com eles… enquanto o lixo estiver na casa deles tudo bem. Mas, e quando for(em - milhares) ao lixão?
Se houvesse senso de oportunidade (leia-se inteligência) o Brasil poderia mesmo ser o país de um grande futuro, se explorasse ao máximo os créditos de carbono limpando nosso território totalmente e vendendo todo os créditos a peso de ouro… Se desse de graça… pelo menos viveríamos num lindo país, limpo…
Já pensou, praias limpas, turistas no país todo. Já pensou redução real da pobreza…
A sujeira (poluição) humilha, além de causar enchentes, mortes doenças…
Há quem diga que é exagero mas, juro que sou alérgica a vários tipos de poluentes… será que sou só eu?
Quem não quer sua casa mais limpa? Nosso planeta é nossa casa. Se não for para evitar o aquecimento global, pelo menos, que seja para viver num lugar mais limpinho…
Quem quer viver na sujeira(poluição)? Eu não!!! Será que sou só eu? Acho que não!!!