Uma breve conversa sobre o diálogo com os jovens

Estava a admirar a facilidade e agilidade com que minha neta de 4 anos navega pelo site do Discovery Kids, quando ela se virou para mim e perguntou: Vô, quando você tinha minha idade, qual era seu site preferido? Respondi que naquela época não havia internet e nem mesmo computadores. Ela ouviu tudo com uma expressão de incredulidade e seus olhinhos pareciam dizer: Ele não entendeu a minha pergunta!
E qual era o seu programa de televisão preferido? - ela voltou a perguntar. Pensei em responder que eu já tinha 18 anos quando vi uma televisão pela primeira vez, mas julguei melhor dizer simplesmente que não me lembrava.
É por essa e outras que me pergunto: As novas gerações entenderão um dia o mundo em que nascemos e fomos criados? Certamente, terão muitas dificuldades. O que podemos fazer para ajudar os jovens a nos entender, sem parecer que estamos tentando impor uma visão ultrapassada do mundo? E, o mais importante, o que fazer para compreendê-los e ajudá-los a se orientarem numa época de tantas incertezas e de subversão de valores morais e éticos?
Muitas perguntas e penso que não há uma resposta única que sirva para todos os casos. Alguns procurarão as respostas na religião, outros nos gurus da ocasião e outros nas “leis de atração do universo”, seja lá o que isto signifique. Seja como for, creio que as respostas para o diálogo entre gerações podem nascer de uma estratégia fundamentada em dois pontos: amizade e empatia.
O verdadeiro amigo é aquele que nos ama e apóia, mas também que nos chama à razão quando erramos e se dispõe a nos ajudar. Uma amizade pode começar de forma simples e ser cultivada mediante o interesse genuíno por coisas do cotidiano dos jovens como música, esporte, filmes, livros, blogs e outras. Interesses comuns trazem o hábito de conversar. A conversa freqüente, mesmo sobre trivialidades, aproxima as pessoas, cria a camaradagem e mantém abertos os canais de comunicação, mesmo nas horas de crises. Falando em trivialidades, você já viu o desenho Backyardigans do canal Discovery Kids? Uma combinação especial de imaginação, sensibilidade e ternura. É o preferido de minha neta e o meu também, obviamente.
Empatia é se colocar no lugar do jovem e tentar entender seus gostos e preferências, suas dúvidas, suas incertezas e suas dificuldades. O exercício da empatia exige sensibilidade, discernimento e firmeza, pois entender não significa a aceitação automática de tudo. Definitivamente, empatia não é sinônimo de leniência. O companheirismo não pode se transformar em cumplicidade e olhos fechados para atitudes insanas e nocivas e comportamentos auto-destrutivos.
Preocupado com o diálogo entre gerações? Relaxe um pouco e conheça os Backyardigans.




Ouvir atentamente é uma das mais importantes maneiras de se construir sólidas, valiosas e duradouras relações pessoais no trabalho, na família ou em qualquer outra situação. O ouvinte atento aprende mais, toma melhores decisões e ganha o respeito e a lealdade de superiores, subordinados, colegas, amigos e parentes.














