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A Sétima arte entra na sala de aula

Conforme comentei no artigo da semana passada, falarei sobre o projeto de lei 185/8 proposto pelo senador Cristovam Buarque propondo que a exibição de filmes brasileiros integre o currículo escolar, como complemento à proposta pedagógica das escolas, tornando obrigatória a exibição de duas horas mensais. (Fonte Estadão)

Segundo Cristovam Buarque “A única forma de dar liberdade à indústria cinematográfica é criar uma massa de cinéfilos que invada nossos cinemas, dando uma economia de escala à manutenção da indústria cinematográfica. Isso só acontecerá quando conseguirmos criar uma geração com gosto pelo cinema e o único caminho é a escola.”.

Para a aprendizagem ocorrer a mesma tem que ser significativa. O filme é um entretenimento que age diretamente no emocional aflorando o cognitivo propiciando a aprendizagem. Por ser envolvente aguça a concentração, a percepção despertando sentimentos como paixão, amor, repulsa, compaixão além de favorecer a formação de opinião a respeito do assunto em foco.

Podemos afirmar que o filme é uma excelente ferramenta didática. Não há, ao longo destes mais de cem anos de projeção, um assunto que ainda não tenha sido retratado nas telas sobre o cotidiano do homem e seu desempenho nas diferentes áreas.

Cada vez mais a Sétima arte faz parte da vida das pessoas, uma vez que vivemos a era do visual com os mais variados tipos de videogames, televisão, outdoors, computadores, revistas, celulares (com tela), cinema…

Todo dia deparamos com a influência que a televisão promove sob o seu público ditando moda e bordões, abordando assuntos polêmicos gerando discussões e mudanças de comportamento. Ocorre que a própria televisão trabalha estes assuntos promovendo entrevistas com profissionais, disponibilizando enquetes feitas com a opinião pública acabando por passar mensagens, muitas vezes importantes, para o convívio social.

Nada melhor do que exercer este trabalho nas escolas exibindo filmes com embasamento pedagógico utilizando temas pertinentes ao nosso país abordados nos filmes brasileiros.

Há sites educacionais que já utilizam esta didática como é o caso do Planeta Educação na sessão “Cinema na Educaçãoque relaciona uma gama de filmes cuja sinopse engloba o foco educacional. Cito aqui o exemplo do filme “Carlota Joaquina, Princesa do Brasil ” dirigido por Carla Camurati, dentre outros.

A Revista Nova Escola online também disponibiliza o “Cine professor” no qual exibe o cineroll.

Vale também referenciar o Porta Curtas na Escola que oferece 218 Curtas para uso didáticos sendo que 196 com pareceres pedagógicos apontando o nível de ensino a ser aplicado, as disciplinas e temas transversais, os objetivos de aprendizagem e sugere atividades como a criação de curtas utilizando o Stop Motion com ficha de avaliação e recursos a serem utilizados.

Além de incentivar o hábito de assistir e analisar os filmes pretende despertar o gosto pela produção destes. Há 15.382 escolas e 9.638 professores cadastrados que trabalham com 8.494.640 alunos, sendo que 79% são escolas da rede pública.

O Porta Curtas e o Porta Curtas na Escola apresentam belíssimas produções brasileiras, com diversas premiações nacionais e internacionais. Vale a pena conferir!

Diante de todos estes dados podemos ver que muitas escolas e professores já utilizam esta prática em suas aulas, e pelos relatos que o site disponibiliza podemos constatar o quão importante e proveitoso pode ser o uso desta ferramenta para que a aprendizagem aconteça.

Este projeto de lei não trás nada absolutamente novo, porém a iniciativa é louvável uma vez que há o empenho de que esta prática seja adotada em todas as escolas do nosso país.

Atualmente, o projeto está em debate na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado.

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Removendo a mordaça

O Professor está impedido de expressar sua opinião sobre os métodos adotados, sobre as condições em que ministra suas aulas, sobre a infra-estrutura das escolas e nem a opinar sobre sua experiência profissional.Como se pode propor mudanças e estabelecer metas sem ouvir o profissional responsável por colocá-las em prática?Todo e qualquer programa em Educação para ter sucesso tem que ser elaborado levando em conta a vivência diária em sala de aula. A experiência é a melhor conselheira. Não há como promover mudanças tendo como foco um olhar unilateral, principalmente quando a fonte geradora destas mudanças vem de pessoas que nunca vivenciaram estar em sala de aula.

A movimentação para a remoção desta mordaça colocada no Professor há 40 anos vem mais do que em boa hora uma vez que é de conhecimento mundial a qualidade precária da educação brasileira frente à colocação que nosso pais ocupa no ranking mundial de pesquisas.

Para mudarmos esta realidade é preciso ouvir o grande responsável pelo exercício da Educação: o Professor.

É ele que está diariamente em contato com o aluno e que é o responsável por sua aprendizagem, por esta razão, totalmente capacitado para relacionar os itens que realmente dificultam e prejudicam a qualidade de ensino.

Uma realidade difícil de compreender é que todo cidadão, seja ele pai, avô, médico, engenheiro, advogado, pedreiro, enfim todo e qualquer cidadão brasileiro tem liberdade para expressar sua opinião sobre a Educação. A única exceção é o Professor, sendo ele na verdade, o único verdadeiramente capacitado para exprimir opiniões e críticas construtivas.

Quando este profissional da Educação puder se manifestar livremente e destacar o fato de se respeitar o limite máximo do número de alunos em sala de aula, o fará porque sabe que a superlotação é um fator decisivo para que a aprendizagem não ocorra.

Em se tratando de séries iniciais, principalmente com a mudança ainda em adaptação do Fundamental de nove anos, a diminuição do número de alunos em sala de aula é necessária tanto quanto a existência de uma auxiliar para ajudar na assistência das crianças que estão em processo de alfabetização. Nesse processo é de suma importância que a criança seja muito bem trabalhada porque será do resultado deste trabalho que dependerá o bom desenvolvimento educacional do aluno durante todo seu percurso escolar. Se na aprendizagem houver lacunas, a criança levará estas dificuldades para os anos seguintes, chegando, na maioria das vezes, a nunca se desvencilhar delas.

Podendo o Professor se expressar livremente poderá requisitar cursos de capacitação que venham suprir suas reais necessidades e a necessidade da comunidade escolar.

Uma boa sugestão é a capacitação de Professores para que utilizem as ferramentas da WEB 2.0 na aprendizagem.

É comum o Professor ouvir “palpites” de que ele tem que informatizar suas aulas, porém não há qualquer empenho das Escolas, em sua maioria, em propiciar a devida capacitação para que ele adquira conhecimento e prática de como utilizar estas ferramentas como um recurso a mais para que a aprendizagem ocorra. Por ser uma proposta totalmente nova no nosso país, sendo muito utilizada na Europa e nos Estados Unidos, não há uma gama de material de consulta disponível para que o Professor possa, por iniciativa própria, se aprofundar.

Um grande passo nesse sentido foi a parceria feita pela Prefeitura de São Paulo com a “maior festa tecnológica do mundo”que acontecerá no Campus Party no Ibirapuera em São Paulo dos dias 11 a 17 de fevereiro que propiciará oficinas e palestras dirigidas especialmente para os Professores da rede Pública, na qual terão oportunidade de conhecer ferramentas de aplicabilidade incontestável à Educação.

O Professor deverá fazer sua inscrição antecipadamente, então não perca tempo. Maiores informações siga esse link.

Temos que unir forças objetivando uma educação plena e eficaz. Porém, para que isso ocorra o professor tem que ser ouvido, e para ser ouvido tem que lhe ser assegurada a liberdade para falar.

Povo desenvolvido é aquele que valoriza e respeita seus professores.

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Custos do crédito fácil

Para complicar um pouquinho, pergunte-se de maneira diferente: será que ficar rico é tão fácil quanto resistir às facilidades do crédito?

Para a segunda pergunta, eu diria que sim. A diferença fundamental é que para ficar rico você terá que submeter-se à essa prova muitas vezes, por muito tempo. Ficar rico, no conceito de ficar milionário, obviamente implica em sobreviver ao filtro da seleção natural, tipo somente os mais fortes sobrevivem.

Mas para ficar mais rico do que no ano anterior, ou melhor de vida a cada ano, isso depende quase que exclusivamente de você mesmo. Entre outros fatores, você deve preocupar-se com suas despesas, principalmente em relação aos gastos desnecessários e incompatíveis com seu padrão de renda.

O primeiro sinal que determinada compra não é “para o seu bico” é quando você precisa recorrer ao crédito para viabilizar a compra. Na maioria das vezes, se você pensar bem, vai acabar percebendo que aquela compra não era tão necessária quanto parecia à primeira vista.

Na verdade, muitas vezes você vai perceber que ela seria inclusive inútil, ao contrário do que seus primeiros impulsos indicavam.

Vivemos um verdadeiro festival de facilidades de crédito. Os juros, embora elevados para padrões mundiais, parecem inofensivos comparando-se à nossa própria história recente, criando uma falsa ilusão de custos à população. Os prazos, de tão elásticos parecem inacreditáveis. Pode-se comprar uma panela em 24 vezes ou um carro em 96 meses. O marketing agressivo do comércio parece que sempre tem a solução para problemas que você nem desconfiava que existia. Produtos e serviços tão úteis que você até se pergunta como sobreviveu até hoje sem aquilo!

O problema é que de panela em panela, uma peça de roupa aqui, um sapato ali, geladeira nova, novidades da tecnologia, viagens, parcelamento do cartão e dívidas em várias lojas, o salário fica pequeno, a renda não cobre mais as prestações e a solução mais óbvia é recorrer a empréstimos.

Aí entram os bancos e financeiras, sempre dispostos a ajudar. Limites de crédito flexíveis, consignação em folha, financiamento do próprio carro, empréstimos automatizados, antecipação do 13º, da restituição do Imposto de Renda, financiamento de impostos, e muito mais.

A esta altura, a maioria da população que deveria manter-se longe das dívidas e preocupada com a formação da poupança, já está atolada em dívidas, muitos superando o limite razoável dos 20 a 30% de comprometimento da renda mensal, e a luz no final do túnel fica cada vez mais longe. Vejo uma única saída: resistir às tentações.

Quem facilitar e sucumbir agora às ilusões do crédito fácil agora, certamente vai sofrer as conseqüências no médio e longo prazos. O que aqui se pega, aqui se paga. Certamente é mais fácil ficar rico colhendo frutos dos investimentos do que distribuindo dinheiro na forma de juros a qualquer um que consiga convencê-lo que você é mais importante do que seu vizinho porque tem mais acesso ao crédito do que ele.

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Fique mais rico em 2008: atitudes simples que fazem diferença.

Toda jornada começa com o primeiro passo. E grandes fortunas podem começar com alguns centavos e reais a mais que, juntados e bem aplicados ao longo do tempo, podem se transformar em milhões e na base de riquezas. 

Aproveitando o início do novo ano, com o ambiente promissor, com o mercado em crescimento, com oportunidades de negócio e ganhos financeiros animadores e com o astral positivo, é hora de tirar proveito das conspirações do Universo, como dizem os adeptos da teoria de “O segredo”, arregaçar as mangas e começar a virada financeira

Ficar mais rico a cada ano, a cada dia, é mais simples do que alguns imaginam. E mais fácil. A receita não tem novidade: basta fugir das dívidas, ganhar mais e gastar menos. Não é ironia, não. Algumas pessoas desprezam pequenos valores e não percebem que desperdiçam oportunidades. Temos que ficar atentos a elas e aproveitá-las da melhor forma possível. Fazer o patrimônio – econômico, social e intelectual – crescer a cada ano é condição sine qua non para atingir a sonhada independência financeira. 

Há desperdícios mais valiosos do que o de dinheiro: tempo, saúde e energia são exemplos disso. Pessoas que passam muito tempo reclamando da vida, da situação, do governo, do emprego, da chuva, do sol, mas não adotam atitudes que possam reverter o quadro, possivelmente passarão as próximas viradas de ano na mesma situação. E reclamando das mesmas coisas, como fizeram nos últimos anos. Faça diferente em 2008.  

Veja atitudes simples que podem ajudar a melhorar sua situação financeira de maneira duradoura. 

- Afaste-se das dívidas. Coloque em dia e quite aquelas eventualmente existentes e não se permita contrair novas dívidas. Seja inteligente e disciplinado. Os juros que você paga aos outros poderiam estar engordando seus investimentos e gerando riqueza para o seu futuro. 

- Use o cartão de crédito apenas como meio de pagamento, não como fonte de financiamento. Os excessos de facilidades que os cartões e o comércio oferecem acabam envolvendo e iludindo os menos atentos. Autorize o débito automático em sua conta e pague todas faturas rigorosamente em dia. Mantenha o limite do seu cartão abaixo do valor da sua renda mensal. 

- Diga adeus a cheques pré-datados, carnês, crediários e prestações. Essas formas de pagamento exigem muito controle, escondem os custos reais, expõem você a riscos de inadimplência, mascaram a situação financeira e geralmente são os princípios dos endividamentos crônicos.

- Pague a si mesmo regularmente. Defina quanto você merece e separe uma parte de todos os seus ganhos (salários, comissões, aluguéis, etc.) no ato que receber e transfira imediatamente para a sua conta de investimentos. Não espere para fazer isso no dia seguinte, geralmente não sobra o suficiente. 

- Invista em você. Valorize seu passe. Faça o seu trabalho e os seus pareceres valerem mais. Busque capacitação; diversifique seus conhecimentos; cultive sua rede de relacionamentos; incremente seu currículo; melhore sua imagem; realize ações que demonstrem sua capacidade. Busque diferenciação e seja inovador.  

- Use o tempo a seu favor. Os acomodados dificilmente progridem. Trabalhe mais do que o necessário. Estude mais do que o exigido. Fique pronto antes da hora. Faça diferente. Faça melhor. Plante e cultive mais para poder colher mais. 

- Busque educação financeira. Saber economizar e ganhar dinheiro não é suficiente. É importante aprender a multiplicá-lo. Não creia em receitas mirabolantes e em milagres financeiros. Fique atento aos fundamentos e dê vida longa ao seu dinheiro. 

- Descubra, crie e vá atrás de novas fontes de renda. Valorize seu tempo e seu trabalho. Explore suas habilidades. Valorize seus contatos. Seja útil e necessário. Não desanime. Seja perseverante. 

- Pare para pensar e analise a grande diferença que seria terminar o ano e ao invés de preocupar-se com as contas a pagar estar preocupado com seus investimentos, com o desempenho da bolsa, com os rendimentos dos fundos e com a viagem dos seus sonhos. A diferença entre dever R$ 1 mil para o banco ou ter R$ 1 mil aplicados é infinitamente maior do que míseros R$ 2 mil. Podemos dizer que é o caminho da tranqüilidade financeira. E tenha certeza absoluta: isso não tem preço. 

- Pense em como fazer o dinheiro trabalhar por você. Gere fontes de renda passiva. Faça investimentos. Use o poder dos juros compostos a seu favor. Crie, invente, componha, escreva, desenhe, pinte, ensine, arrume, monte, cozinhe, compre, venda, pesquise, descubra, negocie, pechinche. Aproveite seus talentos.   

Acima de tudo, crie mentalidade positiva. Vá atrás dos seus objetivos. Alguns sacrifícios serão necessários, mas os resultados valerão à pena. Comece em 2008 a grande virada da sua vida. Não espere que o dinheiro caia do céu. Prepare-se para comemorar a chegada de 2009 em alto estilo.  Um brinde à prosperidade!  

Álvaro Modernell

www.edufinanceira.com.br

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Um brinde à esperança

erin.jpgConvido-os a fazer um brinde nestas festas de final de ano. Como a professora de Freedom Writers, vamos fazer um brinde à mudança, silenciando todas as vozes que impedem a harmonia e apagando toda justificativa de que as coisas nunca mudarão.

A responsabilidade de postar no dia 24 de dezembro é imensa e fico feliz que Pão, Vinho e Plástico (excelente texto do Marcos VP) tenha me precedido aqui. (more…)

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