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Como fica o mundo da Fórmula 1 em 2008

Quem disse que a vida de piloto titular é fácil? Nelsinho acompanhava a rotina da Renault de perto, já que passou o último ano testando o carro da equipe. Mas agora, ele já começa a sentir a pressão de ser mais um representante do automobilismo brasileiro na Fórmula 1.Nelsinho PiquetNa última semana, vi entrevistas de Nelsinho em veículos renomados e também o seu encontro com o presidente Lula. Será que ele está preparado para agüentar toda essa pressão? Ele não é apenas jovem – como a maioria dos recém-chegados à categoria – como tem um sobrenome de peso para carregar. Muitos acreditam que o Nelsinho possui a mesma personalidade de seu pai. Meu palpite é: mesmo que isso seja verdade, a F-1 do século XXI protege tanto os seus pilotos, que seria difícil termos uma reedição da briga “Senna X Piquet”.

Um detalhe muito importante é a presença de Alonso na equipe e como contratado a peso de ouro. Pelo relacionamento com Hamilton esse ano, o espanhol mostra que não está disposto a perder tempo fazendo amizade com seus companheiros de escuderia. E agora? Bem, só poderemos saber a resposta para essa pergunta quando os carros alinharem no grid para a corrida de abertura do campeonato, na Austrália, em março.

Equipes trabalhando pesado. Não tem folga!

E bem antes disso, as equipes já estarão trabalhando arduamente nos testes dos modelos 2008 dos seus carros. A principal diferença para os bólidos desse ano é a saída do controle de tração. Com isso, os pilotos terão muito mais trabalho na hora de pilotarem e, literalmente, terão que segurar os seus carros no braço.

Esse é apenas um item da série de modificações que Bernie Ecclestone pretende fazer na categoria. Além da volta dos pneus slick, em 2009, o chefão da F-1 ainda estuda uma série de modificações na pontuação do campeonato, privilegiando assim, quem vencer mais corridas. É esperar para ver!

Para todos que fazem parte da comunidade do NossaVia, um ótimo Ano Novo, com muitas alegrias, desejos, saúde e votos do melhor para 2008.

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A segurança no automobilismo

O acidente que tirou a vida de Rafael Sperafico no último domingo na Stock Car reacendeu por mais uma vez a discussão da segurança no automobilismo. Foi triste o que aconteceu, uma fatalidade, mas acredito que se fosse em uma rua ou avenida, as conseqüências do acidente seriam as mesmas ou até piores.

Vamos voltar um pouco no tempo. Quando a Fórmula 1 começou, lá na década de 50, os pilotos ficavam bem mais expostos nos carros e usavam apenas um capacete. O que teve de gente morrendo até a década de 80 não está escrito. Para vocês terem uma idéia, durante as filmagens do longa Grand Prix, com trama sobre a F-1 e seus pilotos, vários competidores participaram como figurantes. Alguns anos depois, mais da metade do elenco tinha morrido nas pistas.

Os brasileiros não se esquecem do acidente que matou Ayrton Senna, em 1994, durante o GP de San Marino, em Ímola. Porém, um dia antes, nos treinos para o GP, o piloto Roland Ratzenberger também faleceu após uma forte batida.

Esses foram os últimos acidentes fatais da categoria, que investiu pesado na segurança dos pilotos. Uma prova disso foi o grave acidente de Robert Kubica, no GP do Canadá deste ano. A batida impressionou, pois somente a célula de sobrevivência ficou intacta, dava até para ver os pés do polonês balançando. Resultado: nenhuma fratura. A combinação de acessórios como o hans, que protege pescoço e coluna, balaclavas e capacetes mais resistentes, a própria célula de sobrevivência – praticamente indestrutível - e o uso da fibra de carbono na construção dos carros são os segredos para uma categoria tão segura e protegida.

Para trazer essas tecnologias mais próximas da realidade da Stock Car, podemos usar o acidente de Gualter Salles no ano passado como exemplo. Foi uma batida impressionante, que começou com o toque de outro competidor. Depois, Gualter foi para a grama e acabou passando por um monte de terra. Seu carro decolou e foi praticamente estilhaçado. Mais uma vez, não houve nenhuma fratura e poucos dias depois Gualter estava em casa.

São momentos como esse que mostram que realmente o ocorrido com Rafael foi uma triste fatalidade. Uma das soluções a curto prazo seria limitar o número de carros no grid. Talvez, se não tivessem tantos pilotos no mesmo local naquele momento, o acidente poderia ser um pouco menos grave. Mas acredito que ainda é muito prematuro para iniciar um julgamento do que realmente aconteceu.

Quem aposta no automobilismo como carreira e estilo de vida sabe quais são os seus riscos. Independentemente desses fatores, a tristeza é geral. A família Sperafico colabora muito com o automobilismo e é penoso acreditar no que aconteceu.

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Mais uma disputa estrelada de kart

O fim do ano vai chegando e as pessoas já começam a pensar nas suas confraternizações. Amigo secreto, festa, happy hour e por aí vai… No automobilismo não é diferente, mas já fazem duas semanas que vemos os pilotos se encontrando em diversos eventos. O que eles fazem? Correm, é claro. E de kart, para relembrar os velhos tempos e nos mostrar disputas emocionantes.

No post anterior, falei sobre o Desafio das Estrelas. Assisti um trecho da prova e o resultado me lembrou uma época não muito distante da F-1. “Schumacher é o líder com uma boa vantagem para o segundo colocado”, disse Galvão. É, dava para imaginar. A boa surpresa foi a troca de posições a cada volta e o pódio, formado por pilotos experientes, mas também por promessas, como Lucas di Grassi.

E nesse fim de semana tem mais corrida. Dessa vez é hora da tradicional 500 milhas de Granja Viana. Os pilotos formam equipes de três componentes cada e partem com seus karts para a prova que começa meia-noite de sábado e termina meio dia de domingo.

O mais legal é que qualquer um pode formar a sua equipe e participar. Já imaginou correr ao lado de feras como Tony Kanaan, Nelsinho Piquet, Ricardo Zonta, Felipe Massa e Rubens Barrichello?

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A todo vapor

Três importantes fatos nos últimos 15 dias fizeram com que a mídia voltasse seus holofotes mais uma vez para a categoria. Resolvi fazer uma lista com esses assuntos e minhas impressões sobre eles.

1. Fernando Alonso se desligou da McLaren e ainda não decidiu onde correrá em 2008. O mal estar dentro da equipe era óbvio e várias demonstrações públicas deixaram claro que o clima não era dos melhores. Depois de uma contratação a peso de ouro, o espanhol ganhou fama de piloto brilhante, mas extremamente encrenqueiro. Acredito que ele deve fechar contrato com a Renault, destino mais provável, mas uma reviravolta não pode ser descartada.

2. Ross Brawn na Honda. Quem diria que os japoneses levariam o melhor estrategista da F-1 atual para a sua equipe. Como disse o Capelli em seu blog, também concordo que essa é uma cartada final da equipe para ter sucesso na Fórmula 1 em 2008. Para quem não sabe, um dos motivos da equipe ter tido um campeonato tão pífio este ano foi que seu túnel de vento estava configurado erroneamente. Ou seja, testes, testes e testes foram completamente desperdiçados. Brawn trará um peso muito grande para a Honda e sua experiência contará muito a favor.

3. Michael Schumacher volta às pistas e faz o melhor tempo nos treinos livres de Barcelona. Ok, sabemos que durante os treinos as equipes testam partes específicas dos carros e nem sempre marcam aquele resultado expressivo. Mas esse fato mostra que o alemão ainda merece muito respeito até porque passou o ano inteiro sem correr, curtindo a vida e na sua volta já deixou todos os demais concorrentes – que figuraram no grid da temporada de 2007 – no chinelo.

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Rumo à largada

Como esse é meu artigo de estréia aqui no Nossa Via, gostaria de me apresentar, afinal é pretensão demais pensar que todos me conhecem! Também darei uma leve pincelada sobre como comecei a gostar de automobilismo.

Começando: Me chamo Bárbara Franzin, mais conhecida como Babi. Tenho 23 anos e sou jornalista. Trabalho em uma agência de marketing de guerrilha e desde outubro do ano passado edito o blog Velocidade.org, minha mais sucedida empreitada no mundo dos blogs. O conceito de lá é um pouco do que trago para o Nossa Via: falar de tudo que envolve automobilismo e não focar só na Fórmula 1, o que acontece mais comumente até pela importância e brilho da categoria.

Não posso, de maneira alguma, desprezar a F-1, pois foi por meio dela que comecei a acompanhar mais de perto esse universo de carros, máquinas e pilotos velozes. Isso foi em 99, ano que Mika Hakkinen bateu Schumacher – sim, nem sempre ele foi gênio - e foi bicampeão da categoria. Os anos seguintes foram um tanto quanto chatos, com o domínio Ferrari-Schumacher-campeões-Barrichello-sempre-em-segundo. Aí comecei a dar importância e ver de perto o automobilismo nacional.

Vi provas da extinta Fórmula Renault, que premiava os pilotos com uma temporada na Europa, Stock Car, que sem o patrocínio da Globo era muito mais divertida. Tomei chuva pra ver os pilotos jogando futebol e distribuindo presentes para as crianças da AACD. Enfim, quando parei para ver, já respirava esse universo.

O passo seguinte foi começar a pesquisar e ler mais sobre o assunto. Conheci ótimas fontes de informação como o site Motorsport, o Blig do Gomes, a coluna do Fábio Seixas na Folha, e o jornalista virando um excelente blogueiro. Li muito sobre o Senna, a história da F-1, mas – como sou um tanto quanto perfeccionista – acho que ainda falta mais.

O bom é saber que tenho tempo para isso e este espaço será parte fundamental nesse processo. Aqui, poderemos trocar informações e conhecimento e, principalmente, opiniões. Sejam todos muito bem-vindos!


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