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Com os Filmes, um Tour pelo Oriente Médio

Uns dias atrás, li que o Turismo por regiões em conflitos está sendo bem rentável. Eu, mesmo com todas as belezas naturais, não iria. Preferindo conhecer certos lugares através dos filmes. E para quem quiser fazer o mesmo, trago hoje um tour pelo Oriente Médio, e um pouco além. Vem comigo!

Se na infância, o que vinha de toda essa região do planeta, eram as histórias das Mil e Uma Noites, atualmente o que os noticiários nos trazem maciçamente, são as guerras. Internas e externas. Dependendo de quem quer que ela seja divulgada. Me faz lembrar da frase dita por uma jornalista ao seu chefe que abortara a sua reportagens por ordens superiores, essa:

Se ninguém ver, talvez signifique que não tenha acontecido.”

Ou como, querem que seja divulgado a notícia. Às vezes fazem de um cordeiro, um leão. Certeza mesmo, temos que há o interesse material por trás de tudo. As tidas guerras santas, as ideologias são apenas para fazer a cabeça do povão.

Por vezes, ficamos nós presos aos esteriótipos que nos passam. Foi até para clarear a impressão que eu tinha dos homens-bombas, que assisti “Paradise Now“. Limpar, limpou, mas não a ponto de aceitar tal coisa. Fora dos bancos escolares, se quisermos saber mesmo o que de fato ocorre por lá, precisaremos fazer uma filtragem nas News. Ou, usar também um filtro nas histórias que os livros e os filmes contam. No filme “O Preço da Coragem” (A Mighty Heart), uma jornalista, por conta de vivenciar um grande drama - o marido ser seqüestrado por ser americano, judeu, e repórter de um influente jornal -, ela tenta ser imparcial no relato. O filme é baseado num caso real.

Num resgate às lembranças da infância, temos alguns Animações, ou mesmo filmes do tipo sessão-da-tarde, para mostrar um pouco de tão rica são as histórias dessa região. Tais como: “Ali Babá e os Quarenta Ladrões“, “Aladim e a Lâmpada Maravilhosa“, “Simbad, o Marujo“, “As Mil e Uma Noites” (Nights Arabian)… Assim, a Sherazade que há em nós, pode passar aos mais jovens que com criatividade podemos ir longe. E numa visão bíblica, o “O Príncipe do Egito“.

Ao fazer uma pesquisa, eu encontrei um, que fiquei com vontade de ver. É esse: “As Aventuras de Azur e Asmar“. ‘A história de Azur e Asmar é disfarçadamente armada para fazer ponte com a atual relação entre europeus e africanos/árabes. Durante a ação, situações de choque entre uma cultura e outra, mostrando o quanto a intolerância entre Ocidente e Oriente é absurda. É antes de tudo um filme sobre descobertas. Sobre abrir a cortina que esconde a beleza de uma cultura e desvendar seu colorido, sua estranheza e complexidade.‘ Tem mais aqui.

Outro filme, que ainda atrairia um público jovem para uma aula de história disfarçada, é o “O Caçador de Pipas“. Com a invasão do Iraque, o Bush achou que tudo terminaria logo, mais ainda há distúrbios. Pior, os talibãs estão ganhando terreno. Para conhecer um pouco mais dos conflitos ocorridos no Afeganistão, que inflamou a esses fanáticos, além de saber como e porque o Congresso dos Estados Unidos ‘cooperam’ com os que estão em guerra, cito dois: “Jogos do Poder” e “Tiros em Columbine“.

Também onde podemos ver um passado mítico daquela região, seriam em alguns Clássicos, tais como: “O Rei dos Reis“, “Os Dez Mandamentos“, “José e Seus Irmãos“, “Ben-Hur“, “Cleópatra“, “David e Betsabá“, “Spartacus“… São filmes que as televisões costumam passar próximo ao Natal. Mas já fica um adendo em conferir também a geografia do local.

Se a geo-política dessa região já era uma babel no passado longínquo, atualmente é um barril de pólvora. Mais que conquistar territórios como na época das Cruzadas, o agora é marcar o território com companhias petrolíferas. Com acordos entre nações que nem vizinhas são. Essa paz sedimentada pelo ouro negro, foi o que ocorreu entre os Estados Unidos e a Arábia Saudita. Mas até quando essa paz resistirá? Eu já listei para ver o “Syriana - A Indústria do Petróleo“.

Na guerra, o único heroísmo é sobreviver“. (Samuel Fuller)

Há uma safra de filmes que estou pretendendo ver. Um deles, é o “O Suspeito” (Rendition), onde um egípcio é torturado, de acordo com a lei Extreme Rendition, por ser suspeito de ser terrorista. Baseado em fatos reais. Outro, “O Reino” (The Kingdom), quando um terrorista detona uma bomba no interior de uma zona residencial americana em Riad, na Arábia Saudita, desencadeia um incidente internacional. Agentes do FBI e oficiais sauditas na caça ao terroristas. Juntos? Irei conferir. Também o Documentário “Caminho para Guantánamo” (Road to Guantanamo), onde três jovens britânicos com origem paquistanesa são levados presos por suspeita de terrorismo. E eles eram inocentes. Esse outro, o “Rede de Mentiras” (Body of Lies), no qual um ex-jornalista ferido na Guerra do Iraque é contratado pela CIA para ajudar na captura de um líder da Al Qaeda na Jordânia. Mais um seria o “Nesse Mundo” (In This World), onde dois refugiados do Afeganistão que viviam em um campo em Peshawar tentam escapar para a Grã-Bretanha, procurando uma vida melhor. A perigosa jornada os leva até a “rota da seda”, passando pelo Paquistão, Irã e Turquia, até chegarem a Londres.

Fiquei com vontade de também ver esse filme documentário: “Onde no mundo está Osama Bin Landen?“. ‘O Diretor Morgan Spurlock está decidido a encontrar SOZINHO a pessoa mais “não encontrável” do planeta. Se o FBI e a CIA não conseguiram ainda, talvez ele seja nossa última esperança não é?  Usando uma narrativa documental repleta de humor ácido, semelhante ao quem vemos nas produção de Michael Moore, o filme mostra a jornada de Morgan pelos locais que possam servir de esconderijo do terrorista mais procurado do mundo.‘ Tem mais aqui.

Ainda na linha de comédia, deixo a sugestão do “A Banda“, onde egípcios e israelenses para se entenderem fazem uso da língua inglesa. Mas também mostra que o que realmente nos difere, são os muros das fronteiras. Isso claro, para nós seres pacíficos.

E para terminar, um que envolve guerras por etnia e religião, onde uma mãe abdica de seu único filho, o único que o horror da guerra não matou, para que ele sobreviva. Mais, para dar a ele a chance de ser alguém. O filme é “Um Herói do Nosso Tempo” (Va, Vis et Deviens). Ele foi um dos sobreviventes da Operação Moisés, que o governo israelense resgatou em 1984, no Sudão.

Por fim, quem sabe um dia, uma Sherazade surja a cada um desses fomentadores de guerras, e os façam parar, por mil e uma noites, como também mil e um dias. E então, os outdoors com paisagens bucólicas virão nos mostrar e convidarmos a conhecer um Novo Oriente Médio. Um reino de paz e fantasias!
See You!

O Universo Masculino pelos Filmes

É, em minhas críticas costumo ressaltar que há muito mais Filmes, e belos por sinal, mostrando o universo masculino; e pelo foco deles. E esteriotipando ou não, os personagens na maioria das vezes são apaixonantes. Dai, um convite a um mergulho na mente desses moços. Vem comigo!

Quando criança, eu reclamava que havia muito mais ‘brincadeiras de meninos’: bola de gude, pião, pipa, futebol nos campinhos, bafo-bafo, rolimã… achando que era meio injusto para nós meninas. Mas como havia um quê de Luluzinha em mim, me atrevia sempre a entrar nos Clubinhos do Bolinha. Talvez também por não ter tido irmãs, e sim dois irmãos. E os filmes onde mostram a infância masculina, também em sua maioria trazem não apenas a diversidade das brincadeiras, mas principalmente a liberdade em usufruir de todas.

Ziraldo presenteou a molecada brasileira com o “O Menino Maluquinho“. Pena que no Brasil não tenham feito o mesmo que a Disney faz. Pois poderiam levar para a Telona o Pedrinho e os outros personagens masculinos do Sítio do Picapau Amarelo. Com a relevância, o respeito, que o Cinema Brasileiro vem conquistando mundo a fora, fica uma esperança de que ainda homenageiem as obras de Monteiro Lobato. Além do que eu acho que as crianças de hoje deveriam conhecer todo esse universo que encantou diversas gerações. Pois Monteiro Lobato nos levava a raciocinar em suas histórias. Ele foi um grande Mentor. Assim como Merlim o fora para o Arthur em “A Espada era Lei“. Ou a Pantera Baguera, num contraponto com o Urso Balu, em “Mogli“.

Mas nem tudo são flores ainda dentro dessa fase: infância. Se bem que deveria. Aqui no Nossa Via, em outros textos, já deixei sugestões de filmes, onde também pesa um lance ruim, ou até trágico a esses pequeninos. Eu até trarei um texto calcado na infância, aí englobando crianças como um todo. É que estou esperando ver primeiro o “Tartarugas Podem Voar“. Até lá, deixo nesse, um filme que ficou na minha memória afetiva. O “Meu Pé de Laranja Lima“. O Zezé apesar de todas as adversidades, tinha nele algo especial. Algo que o amigo Portuga identificou. Ele foi mais que um amigo, foi um Mentor que com certeza aflorou o norte do menino. Esse é um outro filme que as crianças de hoje deveriam conhecer.

Saindo da infância… Ainda em dar valor aos amigos, há um filme belíssimo. É o “Conta Comigo” (Stand By Me). Esse traz até algo cruel. Numa de em vez de tentar tirar um jovem do desvio, um adulto imputa nele um crime seu. E que vem de uma professora.

Com a adolescência vem a descoberta da sexualidade… “Ah! Esses moços, pobres moços. Oh! Se soubessem o que sei. Não amavam, não passavam, aquilo que já passei…” Será? Ou, porque tirar deles todas as dores, os prazeres… Mais, porque os privar dessa fase. Que uns adultos esquecendo que já passaram por elas, denominam-os de aborrecentes. Os hormônios, as espinhas nos rostos, as revistas de nus, a masturbação… Um universo novo, que dependendo da mente de uns adultos, o que seria natural, vira algo pecador.

Sobre a iniciação na vida sexual, não dá para não esquecer de “A Primeira Noite de Um Homem” (The Graduate). Agora, esse para uma outra geração. Porque para a turma de agora, terminam recebendo os do tipo “American Pie“. Eu confesso que preciso me inteirar nos que estão abordando isso atualmente. Agora, mostrando o falarem apenas de sexo, das transas na adolescência, indico “O Balconista” (Clerks) e “O Balconista 2” (Clerks 2). Kevin Smith tem um jeito ótimo de contar essas histórias.

Ainda com um das antigas, mostrando um envolvimento por uma mulher bem mais velha, há o “Ensina-me a Viver” (Harold and Maude). Aqui, até para contrariar a mãe. Mas a relação o fez partir para novos horizontes; o fez crescer. Agora, quando essa primeira transa vem muito mais tarde, fica a sugestão de um bom sessão pipoca, o “O Virgem de 40 Anos” (The 40-Year-Old Virgin). A cena com a camisinha é divertidíssima! Por falar nisso, um filme que até elogiei por mostrar a paradinha onde ele coloca o preservativo, é o “Na Cama” (En La Cama). Uma cena que deveria ser rotina em filmes onde há transas.

Agora, citando um que aborda a descoberta da homossexualidade com maturidade e sensibilidade é o “Café da Manhã em Plutão“. É mais um a tentar diminuir com o preconceito que ainda existe no mundo fora das telas. Nesse, o filme aborda desde a infância. Um outro que já conta numa outra fase, já saindo até da adolescência, mas também com sensibilidade é o “As Canções de Amor“. Nesse, uma frase mostra um receio ante a um novo amor, por não querer sofrer outra vez. Eis: ‘Ama-me menos, mas me ame por muito tempo.‘. Em relação a preconceitos, mas não em relação a sexualidade, embora ela pese por conta do talento vocacional, e que eu até gostaria de rever é “Billy Elliot“. Um menino que queria ser bailarino. Algo que ainda hoje não seria visto com bons olhos, nem aceito em algumas famílias.

Eis que chega a hora de cortar o ‘cordão umbilical’ por já estarem crescidos. Por querer se emancipar. Até naqueles que ainda terá um obstáculo maior por conta de uma deficiência, há esse desejo. Nesse tocante há  um filme que eu gostaria muito de rever, é o “Liberdade para as Borboletas” (Butterflies Are Free). O personagem principal é deficiente visual, que decide ir morar sozinho. Saindo da superproteção da mãe. Fico na torcida para que o coloque em Dvd. O filme é de 1972.

Por hora, fico por aqui. Voltarei a focar esse tema, o universo masculino, outras vezes. Para finalizar, o da foto que inicia esse texto, o “Clube da Luta“, um filme que aborda também o se sentir humilhado por não ter conquistado o que desejou. Se sentir o peso de uma sociedade que valoriza, e muito, o vencedor.

See You!

p.s: Um agradecimento a Sam! Que entendeu e aguardou em eu sair de um período down. Estou de volta!
Beijo no coração!

Será que um dia o bullying terá um fim?

Onde tudo isso começa? Se já vem de berço e com o tempo ganha forma. Se é por não saber como lidar com suas próprias emoções. Nesse tocante ela pode ser por revolta, frustração, medo, raiva… ou um mix de tudo. Se é por não saber canalizar toda a força que traz dentro de si, e com isso sai cometendo barbaridades. Se o meio influi… Por conta disso, e muito mais, eis o tema da conversa de agora. E que mais que descobrir o que se passa dentro dos que praticam o bullying, também em ver se há um fim para isso. Vem comigo!

O tema reacendeu em mim após assistir “Ben X - A Fase Final“. Nele, o personagem Ben padece desde os primeiros anos escolares nas mãos dos colegas de classe. Por não o aceitarem no grupo, por ele ser ‘diferente’. O rapaz sofre da Síndrome de Asperger, um tipo leve de autismo. Freqüenta o mesmo colégio dos tidos como normais porque a doença não lhe tirou o entendimento das coisas. É até muito inteligente, com notas altas. Mas em vez de ter solidariedade, recebe é hostilidade. O de ficarem atirarem bolinhas de papel o tempo todo é até algo menor diante das outras agressões. A ponto dele querer dar um fim a tanto sofrimento. Pois seu limite chegara ao fim. Tal qual o jogo de RPG que usava como uma válvula de escape. É revoltante o que fazem. Não deixem de ver esse filme.

O filme também deveria ser visto por educadores, que o levassem para sala de aula. Que colocassem em discussão esse fenômeno bullying. Se já recebeu até um nome próprio, também poderia vir a ser um fato passado. Nossa! Seria bom demais se isso viesse a acontecer. As conseqüências dos que padecem nas mãos desses sociopatas, creio que muitos de nós é sabedor. Ou por experiência própria, ou por ter presenciado. Quando não, por o ter praticado.

Agora, como cortar esse mal pela raiz? Lembrei da minha avó, em algo que dizia ao ver uma criança fazendo alguma malcriação, pirraça, mal-feito… Ela olhava para o responsável pela criança e apenas dizia: ‘É de pequenino que se endireita o pepino!‘.

Eu já citei em um outro texto aqui no Nossa Via que filme é antes de tudo um entretenimento. Mas se por ele também se pode suscitar uma busca por uma causa maior. Por que não usá-lo? A partir dele, levar o tema à mesa de debates. Eu meio que entrei numa cruzada após ver esse filme. Levei o tema em algumas comunidades no Orkut. Teve depoimentos emocionantes de pessoas que sofreram nas mãos desses valentões.

Como também estou numa de ver e rever filmes onde há esse tipo de agressão entre pessoas de uma mesma geração. Dai, fui buscar primeiro em rever um Clássico. O filme “Juventude Transviada” (Rebel without a cause). Nele, o curto diálogo abaixo traz um indício, ou não. Eis:

_Por que temos que fazer isso?
_Porque temos que fazer alguma coisa.

Pois é, antes de iniciarem a tal prova estúpida para provar que não era covarde, o personagem do James Dean pergunta isso. Com a resposta do outro… Não seria apenas por falta do que fazer. Fica mais parecendo que não param nem para questionarem a si próprio. Fazer por fazer é atributo de uma máquina, não de um ser humano. E uma fala da personagem da Natalie Wood, meio que se constata isso. Que se tornam robozinhos. Ela diz mais ou menos assim:

_Não dê créditos ao que eu falo quando estou com o grupo. Ali ninguém está falando a verdade. Somos fachada.

Esse lance de ser apenas uma aparência, que é regra geral nesses grupos, tem como um exemplo, o filme “Grease - Nos Tempos da Brilhantina“. Onde não mostram, alguns, o seu verdadeiro ‘eu’. Onde têm sempre que não apenas bancar o durão, como também mostrar que o é de fato. E nesse também há os que são discriminados. Esses, por assumirem o que são de fato. Parece até que só é aceito no grupo se vier com o carimbo de fábrica. De que saíram da mesma linha de montagem. Por que não aceitar a diversidade da vida?

Agora, onde tudo começou? Não dá para aceitar apena de que todos eles vieram de uma família (lar) desestruturada. Embora seja um fator preponderante. Numa de manterem o ciclo de violência. Mas tem que ter algo mais que aflore neles esse lado violento.  Bem, as sociopatias não são a minha praia. Não tenho o conhecimento que me embase. Dai fico nas conjecturas.

Se querem no grupo ‘iguais’, isso viria de copiar os pais, ou alguém que foram eles que elegeram como a figura paterna/materna? E até nisso há exceções. Pois há os que não seguem a mesma carga de preconceitos que vê em seus pais. Ou mesmo num deles. No filme “A Cura” (The Cure), há uma cena onde a mãe de um menino aidético é que mostra a mãe de um outro o quanto o filho dela é humano. Usando uma gíria antiga… O quanto ele é gente paca! Pois ele, por amizade, por carinho ao filho dela, enfrentou o mundo… Gente! A primeira vez que eu vi esse filme, eu chorei muito. Esse é outro filme que deveria ser exibido nos colégios. É lindo demais!

As afinidades entre uns, por ser discriminados por outros. Ou os que discriminam… Me fazem lembrar de alguns filmes que eu vi nas sessões da tarde… Que eu até gostaria de rever. Citando alguns: “Te pego lá fora” (Three O’Clock High); “Manobra Super Radical” (Airbone)… Um outro que eu não consegui lembrar o título, mas se a memória não falhou de todo, nele há a união de dois ‘diferentes’: um é deficiente físico, e o outro, só é bom de briga. Mas como o valentão precisa de notas, há uma troca de favores. Um acordo de cavalheiros.

Um outro que faz os ‘diferentes’ se unirem para mostrar seus valores, é o “Dias Incríveis” (Old School). Esse me pegou de surpresa por fazer a diferença entre outros tão iguais. No caso, refiro-me a trama. Por levar uma história nada rara - em mostrar rixas entre as fraternidades estudantis. Ele é um ótimo sessão pipoca.

Um que, mesmo eu já o tendo sugerido em outro texto, não tem nem como deixar de trazê-lo para esse. Refiro-me ao “Escritores da Liberdade” (Freedom Writers). Onde uma Professora mostra a eles o peso em discriminar um ‘diferente’. E o bom é que entenderam a lição! Pondo um fim nas discriminação.

E para finalizar, um que se não é a solução definitiva para por um fim nesse ‘fenômeno bullying’, pelo menos é um caminho. Por ser um mostrando um Diretor de Escola que traz uma punição adequada a um desses valentões. É o “Um Amor para Recordar” (A Walk to Remember).

Talvez, esse assunto também toquem em velhas feridas… Sorry! Mas não dá para evitar, se o que queremos de fato é não mais ver isso acontecendo. Principalmente com as crianças. Nem para as que poderão vir a sofrerem tal perseguição. Como também as que poderiam continuar perpetuando o bullying. Ficando um desejo de tirá-las disso.
See You!

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Filmes que Levam ao Sono…

Mesmo gostando muito de filmes, tens alguns que me levam ao sono. E nem me refiro a estar cansada, ou mesmo com sono, antes. Pois para esses momentos, uma das coisas boas que inventaram, é o time para as televisões. Regular o tempo onde ainda aguentará acordado e se despreocupar, já que a tv se auto-desligará. Em cinemas, para certos filmes, uma dica é levar algo para comer. Como já perceberam, a nossa conversa de hoje não é conversa para boi dormir… Vem comigo!

O tema veio porque essa semana quis tentar ver de novo o filme ‘O Amor nos Tempos do Cólera‘. Tentar ver se dessa vez eu resistiria ao sono. Mas cochilei diversas vezes. Em vez de abandonar como na primeira vez, fiz força para ir até o final. Nossa! Eita filme sonolento! Um porre! Recomendo para períodos insones.

Como já cansei de ouvir, de ler, que acham os filmes franceses lentos demais, de os fazerem dormir. Dai, ao me pedirem a indicação sobre um em específico, eu reflito entre o que irá ver no filme, com a hora, por exemplo em que irá assistir… Enfim, traço um paralelo entre o que conheço da pessoa com o filme em si. Já que alguns são de fatos lentos e longos. Agora, não sei se porque gosto, pois pelo que me lembre… nenhum me deu sono.

Um lento e longo, mas não do Cinema Francês, que me levou a grandes cochilos, foi ‘Batman Begins‘. Ainda quero ver se o vejo na íntegra. E que o mesmo não ocorreu com esse mais recente filme do Batman onde não desgrudei os olhos. Ainda mais, no final fiquei com a sensação de que durou pouco. Esse com certeza, quero rever.

Há certos Diretores que creio que eles acham que o filme tem que ser longo para mostrar que é bom. Com isso a trama acaba perdendo o ritmo. Um que vi recentemente, e que só não me levou a cochilar porque eu aproveitei para passar uma lixa nas unhas, foi o ‘O Plano Perfeito‘ (Inside Man). Ele tem quase uma meia hora entediante.

Em ficção científica… É, pode até ser uma heresia o que vou contar agora. Mas é que somente numa segunda tentativa que fiquei ligada em ‘2001 - Uma Odisséia no Espaço‘. E então gostei do filme! Mas não a ponto de ainda ver uma terceira vez. Até porque a lista dos que quero ver e rever ainda é grande.

Um outro, ainda nesse gênero de filme… ‘Matrix‘. Cochilei muito nesse. Mas quero revê-lo até para uma análise num viés psicológico. Estou é criando coragem para ver se nessa segunda vez, eu não durmo de vez.

Foram poucos os filmes que causaram esse efeito em mim. Poucos, nos que eu de fato me programei para assistir. Pois como citei, os que por acaso estão passando na Tv, onde a liguei apenas para dormir mais rápido, esses nem considero. Como também, nem ficaram registros dos nomes.

Tenho um sobrinho, que hoje está com 21 anos de idade, e que desde novinho, eu gosto da companhia dele para ver certos filmes. Aliás, tem uns filmes que eu até espero para ver junto com ele. Mas esse ai, da foto, ‘Mortal Kombat‘, esse filme eu só loquei, na época, não lembro se ele estava por volta dos 6 anos de idade, enfim, eu loquei a fita porque ele queria muito ver. Ele viu! Porque eu apaguei tão logo começou. Ele bem que tentou me manter acordada tal a alegria dele com esse filme.

Há pouco tempo, um remake, não de filmes, mas em eu apagar tão logo o filme começou. Foi com o ‘Todo Mundo em Pânico 4′. O lance maior, foi quando acordei no finalzinho, fiquei com a impressão de que não perdi nada. Filme ruimzinho! E eu vi o primeiro com ele, desse eu gostei. Ainda bem, que foram só esses dois que eu dormi. Com isso, na companhia dele, o saldo está para lá de positivo.

Um do Gênero Comédia, que me levou a altos cochilos, a ponto de apagar de vez da metade do filme em diante, foi ‘Cruzeiros das Loucas‘. Eu até estava a fim de ver porque eu gosto do ator Cuba Gooding Jr. Mas não consegui resistir.

O grande mote desse filme, ‘A Bruxa de Blair‘, estaria em mostrar o quanto o medo pode influenciar uma pessoa. Causando pânico mesmo. Mas a mim, ficou uma sensação de uma brincadeira num piquenique entre estudantes. E com isso, ou por conta disso, o filme me levou a altos cochilos. Mas esse também é mais um que quero me dar outra chance de rever. Tentar ver se nessa segunda vez, pelo menos um friozinho na espinha, eu sinto.

Bem, se estiverem com problemas de insônia, ficaram aqui umas sugestões. E vou gostar de conhecer a de vocês. Será uma troca de figurinhas, no mínimo saudável, já que uma boas horas de sono faz bem a saúde!
See You!
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O divisor de água de cada um de nós!

Ao longo da nossa trajetória nos deparamos com ocasiões que ficarão como um divisor de água. Pois de alguma forma trará uma mudança. Ele pode resultar de algo trágico ou não, de vacilos ou não. Como também pode vir de outra pessoa, quer ela saiba ou não. Às vezes, um simples toque já é o bastante. É como um ‘Acorda!’ Ou, como uma parada para uma revisão do carro para então seguir em frente. O bom é quando nos faz retirar algumas tralhas que só ocupavam lugar em nossas mentes. E é por ai, nosso papo de hoje. Vem comigo!

Fiquei pensando em qual filme eu traria primeiro. Como ainda estamos em tempo de férias escolares, escolhi ‘Ratatouille“. Para Remy mais que um ídolo, o Chef de Cozinha era seu herói. Tinham algo em comum. Algo que lhes era nato. Dai, num acidente de percurso… o fez sair da mesmice. Dando-lhe coragem para fazer algo diferente. Muito melhor que ficar se lamentando.

Esses acidentes que o destino nos impõe, por vezes é algo duro demais. No filme “O Escafandro e a Borboleta“, o personagem ficou só podendo movimentar o olho esquerdo. O filme é um belíssimo exemplo de vida! De alguém que apesar dos pesares ainda pulsava em si a vontade de querer viver. Da tragédia, ele fez um livro. Do livro, nos presentearam com esse filme. Deixo uma dica: esse é um filme para assistir com tempo e calma.

Se eles acontecem ainda na infância, se não houver a sapiência de um adulto por perto, o trauma será muito pior. Culpas, poderão ficar retidas. Se foi por um descuido, por um erro, por algo interpretado errado… Cabe a um adulto, dar uma mão amiga e guiá-lo no caminho do bem. Para que consiga digerir bem o que passou. Pois se nós adultos somos falíveis, o que dirá uma criança. Na falta de um adulto por perto, feliz de quem encontra um amiguinho com mais discernimento. Alguém como o Grilo Falante, em “Pinóquio“. Ou como o ratinho Timóteo em “Dumbo“, ajudando-o a superar a separação da mãe. Outros Clássicos da Disney onde também trazem esse divisor de água, podemos destacar ainda: “Bambi“, “Mogli“, “O Rei Leão“. Saindo do gênero Animação, temos “Heidi” e “O Jardim Secreto“, onde ambas as menininhas fizeram a diferença na vida das pessoas a sua volta. Lembrando também da “Lassie“, um anjo da guarda canino.

No filme “O Caçador de Pipas“, um pai muito exigente não consegue valorizar a veia romântica do próprio filho, por exigir uma postura forte. O menino por sua vez carrega o peso de uma culpa que não tinha, mas que o pai nada fazia para mudar. Sua mãe morrera no parto. Na vida do pai, a perda da esposa fora um divisor de água. Mas ele não soube trabalhar o sentimento que ficou. Não tirou lições dai.

A vida é uma escola! Com os erros precisamos extrair um aprendizado maior. Às vezes, a pena a ser paga torna-se maior por conta de ter outras pessoas que continuam errando e levando outras pessoas nisso. Por vezes, a saída é fingir que aderiu ao sistema. Para então galgar enfim, por fim a sua tão sonhada libertação. É, me deu vontade de rever “Um Sonho de Liberdade“, por conta disso. Um outro que também fiquei com vontade de rever, é “O Sol da Meia-noite“, onde uma mão amiga, num ‘Vem comigo!’, deixa a escolha de se quer sair dali ou não.

A culpa guardada, termina gerando um peso maior: o de se sentir tão responsável levando a fazer qualquer loucura. Tal qual como raiva, esse sentimento também cega a pessoa. Foi por aí que a personagem de “Dançando no Escuro” seguiu. Ela sabia de que imporia a um filho o mesmo destino que o seu: a perda progressiva da visão. Mesmo assim, ela o trouxe a vida. Por querer ser mãe. Mais tarde, ao ficar sabendo que num outro país haveria uma chance de pelo menos parar a eminente cegueira do filho, mudou-se para lá. Trabalhando com afinco para conseguir o dinheiro da cirurgia. Mas encontrou pela frente o que já citei acima: uma pessoa que não aprendeu com os próprios erros, e o que é pior, carrega um inocente para o lodaçal em que vive. Mas para essa mãe o sistema fora cruel demais.

Se o inesperado nos leva a parar de repente… Quer seja para uma mudança do carro… ou, quando já não terá mais como mudá-lo… (O carro, seria o nosso próprio corpo; o motorista, somos nós como todo; o ritmo, ou a velocidade desse carro, seria a nossa mente; e digamos que a bagagem, os acessórios que carregamos, são as nossas emoções. Onde, como numa engrenagem, tudo deveria estar em harmonia. Mesmo que alguns componentes fiquem na sombra.)… Além de tomarmos consciência que  tudo é parte de nós, devemos canalizar aquilo que nos feriu, para uma outra finalidade. Pois nossos sentimentos não são de todos descartáveis. São eles, que muita das vezes, que nos levam a ousar, a fazer algo que até então não acreditávamos que faríamos.

Se tais acontecimentos, como um tapa na testa, nos alerta de que havia peça podre, great! Um ótimo filme que mostra um alerta desse, é “Crash - Limite“. Eu confesso que chorei muito vendo esse filme. Principalmente na cena do carro incendiando com a jovem lá dentro. Por me fazer lembrar de algo parecido. Onde segundos depois de retirarem alguém que me é muito querido, o carro explodiu. É, foi punk!

Mas há quem só a partir dai, perceba que em trechos da vida não deu a devida consideração, ou até carinho a quem dele sentiu falta. Então, se somente a partir dai irá tentar recuperar esse tempo perdido… Terá que aceitar que para o outro, ainda não foi o seu divisor de águas. O bom é quando combina de o ser para ambos, não é mesmo?! Pois como falei, será um peso a menos… Deixo algumas sugestões: “Invasões Bárbaras“, “Direitos de Família“. Em “Magnólia” há muito mais que isso. Em “Amores Brutos“, “21 Gramas“, também há até o que a falta de diálogos pode acarretar uma sucessão de erros.

Outro tema, onde há muitos filmes a serem indicados. Sendo assim, voltarei a ele outra hora. Por hora, fico por aqui.
See you!