O homem em conflito

CARGADO VOY DE MÍ: veo delante
muerte que me amenaza la jornada;
ir porfiando por la senda errada
más de necio será que de constante.Si por su mal mi sigue ciego amante
(que nunca es sola suerte desdichada),
ay! vuelva en sí y atrás: no dé pisada
donde la dio tan ciego caminante.Ved cuán errado mi camino ha sido;
cuán solo y triste, y cuán desordenado,
que nunca ansí le anduvo pie perdido;pues, por desandar lo caminado,
viendo delante y cerca fin temido,
com pasos que otros huyen le he buscado.viiiAutor. Francisco Quevedo
CARREGADO DE MIM ANDO NO MUNDO
E o grande peso embarga-me as passadas;
Que, como ando por vias desusadas,
Faço o peso crescer, e vou-me ao fundo.O remédio será seguir o imundo
Caminho, onde dos mais vejo as pisadas,
Que as bestas andam juntas mais ornadas,
Do que anda só o engenho mais profundo.Não é fácil viver entre os insanos,
Erra quem presumir, quem sabe tudo,
Se o atalho não soube dos seus danos.O prudente verão há de ser mudo,
Que é melhor neste mundo, ó mar de enganos,
Ser louco c’os demais que ser sisudo.Autor. Gregório de Mattos
No poema, Gregório fala da vontade do novo, dos novos caminhos e a vontade de seguir adiante. Afinal, tudo era novo e promissor naquele tempo no Brasil. A produção açúcareira estava no auge e fazia da Bahia um estado rico que segue se desenvolvendo a todo vapor.

Diferentemente da Europa, que vive uma crise existencial e que leva muitos a acreditar que não há mais porque seguir adiante, continuar como mostra claramente a poesia de Quevedo. O caminho não parece mostrar nada de novo. Se antes a crença em Deus era determinante, a ciência parecia limitar o homem a ele mesmo, abandonando-o, deixando sozinho.
O século XVI foi marcado pelo envolvimento do homem com as teorias filosóficas e científicas - tudo era experimental porque o homem estava aberto as possíveis descobertas que o levavam lentamente de encontro a um conflito muito maior que ele. (more…)
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Não sou uma pessoa que se interessa pela vida das celebridades. Realmente, não leio revistas de fofocas, não folheio a Caras e não me preocupo com quem o Fulano andou levando pra cama!
Sou obrigado a confessar que me emocionei em algumas passagens… torci em outras… e me peguei pensando em várias! Ou seja, por mais despretensioso que possa parecer, o livro fala de vivências… femininas, sim… mas não só! Quem nunca se confrontou com a morte e se viu impotente diante de várias situações? Quem nunca amou alguém tão perdidamente e de repente viu que o amor, às vezes acaba? E muitas outras… simples? Sim! Mas, colocar isso no papel sem parecer piegas ou melodramático, não é.
Pois bem… aproveitei uma tarde livre e fui para Guimarães, o berço de Portugal! Já na entrada da cidade encontramos um pedaço de uma muralha onde se lê: Aqui nasceu Portugal. Já na entrada da cidade podemos perceber que o turismo é a principal fonte de renda daqui. Tudo é pensado para receber bem o turista e fazer com que ele se localize rapidamente. E, os turistas, aparentemente, respondem muito bem. Eles estão aqui… muitos… e atenção que estamos na baixa temporada!
Ao mesmo tempo, encontramos um palácio e uma fortaleza medievais. Abertos à visitação, sem nenhum atrativo maior do que sua imponência e curiosidade histórica. E eles, os turistas (eu, inclusive!) estão lá… olhando tudo com a boca aberta e ávidos por conhecer lugares que só víamos nos filmes. 















