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Coloque seu currículo na internet, porém coloque muito mais internet no seu currículo

Ouvi está frase do Rodrigo Azevedo do Comunique-se na palestra “Desafios da comunicação on-line” que assisti na quinta-feira (19) apresentada via internet.

Achei que a frase exprime a mais pura verdade principalmente se o emprego pretendido está integrado com a realidade virtual e os meios de comunicação. Tão importante quanto distribuir o currículo na internet é relacionar cursos, palestras, recursos o qual domina, blogs e sites que edita enfim, sua relação junto a internet e a sua afinidade com as mídias sociais.

Rodrigo discorreu sobre a decolagem e evolução ininterrupta da internet. É como se ela fosse um grande oceano onde as águas de todos os rios desembocassem no mar formando este imenso oceano de informações.

Numa análise rápida da evolução de algumas mídias ele citou a indústria fonográfica que iniciou com o vinil, passou para a fita cassete, que evoluiu para o CD e agora está na internet.

A indústria cinematográfica passou do rolo para o videocassete que evoluiu para o DVD e agora está na internet.

A indústria de comunicação iniciou com o telégrafo, que passou para a telefonia fixa, que passou para o celular e que agora está na internet.

O mesmo está acontecendo com os jornais, revistas, rádio, televisão. Hoje já se pode acessar qualquer um deles através da internet.

A mobilidade, versatilidade, gama de recursos, acesso a qualquer horário faz da internet uma mídia eficaz e produtiva, além é claro do fator customização uma vez que se pode participar de congressos, coletivas e outros eventos sem custos de locomoção.

Uma coletiva de imprensa via internet apresenta um índice de participação quatro vezes maior quando realizada via internet, dados estes estatisticamente provados, bem como a participação em webcasts, Congressos e outros encontros.

Enumerar esta prática no currículo é um ótimo diferencial, pelo menos por enquanto, e cada vez mais as grandes empresas buscam por diferenciais.

Então mãos à obra! Coloque mais internet no seu currículo.

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Você ficaria um dia inteiro “offline”?

Li num artigo uma proposta feita por Sharon Sarmiento (Los Angeles) fez ao perceber que até em seus sonhos publicava posts em seu blog e enviava mensagens instantâneas. Situação parecida envolveu Ariel Meadows Stallings (Seattle), que após longas horas checando e-mails se sentia como que retornando de um coma alcoólico. Tentava lembrar-se dos assuntos abordados e não conseguia se recordava de nenhum. Era como se tivesse deixado de existir nesse período.

Será que este comportamento é provocado pela “malvada internet”? Ou será que é o indivíduo que não sabe se auto-impor limites?

Assim que surgiu a televisão no Brasil, os comentários eram os mesmos. Ela era a grande vilã que “prendia” a criancinha na frente da sua tela durante horas, impedindo-a de brincar. Adultos perdiam a hora de trabalhar porque haviam dormido tarde por culpa do filme que terminou de madrugada.

Na Itália até foi criado um Sindicato, que existe até hoje, no qual incentiva a não utilização da TV exibindo fotos de televisões amontoadas em Praça Pública. O mesmo se fala respeito dos videogames e jogos eletrônicos. O curioso é que nunca se atribui este excesso ao comportamento humano. É sempre a máquina a culpada.

Na verdade, para tudo que se vá fazer é necessário se ter um objetivo seguido de um método de ação. Ao se sentar na frente da televisão é para assistir a algum programa. Se já se sabe qual o programa a assistir então é só sintonizar e desfrutar.

Quando se senta frente à TV sem qualquer objetivo pré-estabelecido pode-se visitar vários canais à procura de algum programa interessante. Porém há aquele telespectador que fica segurando o controle remoto e a cada minuto muda de canal. Normalmente este tipo de pessoa não se importa com o outro que também está sentado ao seu lado tentando assistir algum programa.

Este indivíduo ficará na frente da TV por horas e não assistirá a nenhum programa inteiro, pois a cada clique estará em um programa diferente. Quando se levantar não se lembrará de nada que assistiu, porque não assistiu nada.

O mesmo acontece na internet. Aquele que navega sem um objetivo definido irá saltar de link em link e ao final de horas nem se lembrará do por que esteve ali sentado, navegando. Porém aquele que determina qual o tema trabalhado, até poderá dar umas escapadelas pelo e-mail, MSN e outros, mas não se distanciará do objetivo proposto. Ao concluí-lo, terá a certeza de que o objetivo foi atingido e não se sentirá como se tivesse saído do coma alcoólico.

Caso semelhante é o protesto das Agencias de Publicidade que coloca muito bem ao dizer que o fato de divulgar uma determinada marca de cerveja, não se está induzindo o consumidor a se embebedar ou a dirigir alcoolizado.

Quem já se comporta dessa maneira não precisa de propaganda para agir assim. O faz por livre escolha.

O que precisa ocorrer é a conscientização e revisão de valores e hábitos comportamentais antes de imputar a culpa nos veículos que o indivíduo utiliza por livre e espontânea vontade.

Se este tipo de comportamento continuar será necessário estabelecer vários dias de OFF:

“Off cerveja”, “Off TV”, Off Vídeo-game”, off novela, off laptop, off churrasco, off McDonald’s, off line… e teremos por fim que aumentar os dias do ano, pois estes serão poucos para tantos offs.

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Os livros nunca estiveram tão acessíveis, nunca estiveram tão em perigo

Conversei há pouco com uma repórter que teve a paciência de ouvir minha fala um tanto desencontrada - acho que sou melhor escrevendo que falando - e ela perguntou-me o que eu achava que o governo deveria fazer, na internet, para melhorar o acesso à leitura.

Na internet, muito pouco pode ser feito pelo governo além de tornar a leitura disponível. Mas isso já acontece naturalmente. Basta, portanto, que não se atrapalhe o processo. A internet, por si só, por enquanto, tem salvado a escrita e a leitura.

Os brasileiros que já têm acesso à internet - poucos -, automaticamente têm acesso a livros gratuitos. Na pior das hipóteses, a textos de melhor ou pior qualidade.

E além do Domínio Público, que é do governo, existem centenas de sites de onde se pode baixar obras gratuitamente. Disponibilidade é uma palavra chave da rede. É o tipo de coisa que acontece naturalmente, como a fermentação.

E aqueles que possuem um computador conectado em casa, suponho, têm um certo grau de escolaridade. Portanto, para ler esses livros de graça bastava que quisessem .

Assim, a questão do livro passa inevitavelmente pela educação, cujo aspecto fundamental está longe dos terminais de computador. Mesmo porque hoje em dia, sem um leitor digital decente, poucos se dispõem a ler na tela, mesmo os fãs de literatura.

A verdade é que as informações - sejam as obras completas de Machado de Assis, seja a coleção definitiva dos jogos Atari - estão de fato acessíveis.

É só saber procurar no Google. Hoje qualquer criança já nasce sabendo.

Oscar Wilde escreveu que as coisas realmente importantes não podem ser ensinadas. Aí é que está. A educação é a única forma de criar a necessidade de buscar algo que já está totalmente disponível.

O problema começa em casa, já que os pais supõem que os professores darão conta de uma tarefa que já deveria ter começado antes de o moleque botar os pés na escola. Não espere que a criança sinta a necessidade de livros se ele nunca abriu um antes ou se nunca contaram uma história para ele.

Isso é terrível, pois se algo está disponível e não é buscado, é como se não existisse. Não faz diferença.

É como se tivesse sido atacado pelo Nada, terrível personagem do livro A História Sem Fim, de Michael Ende.

Em seguida, talvez a escola esteja errando na forma como aborda o livro. O livro não precisa de pessoas que o entendam. O livro precisa de pessoas que gostem dele, que gostem de ler. E não é preciso entender para gostar. O entendimento é posterior ao gosto como a digestão é posterior à degustação. No atual ensino, querem que a criança não só digira antes, como também entenda as reações químicas que se dão no processo. Até mesmo comer a mais deliciosa iguaria seria uma tarefa enfadonha.

O livro precisa de pessoas que busquem apaixonadamente por eles, estejam onde eles estiverem. Ainda que estejam indisponíveis. Inacessíveis.

Mas vá a uma sala de aula e pergunte quantas crianças realmente gostam de ler e quantas delas leram mais de um livro naquele ano. Só o do currículo, com grande desconforto, e olhe lá.

Quando Steve Jobs, da Apple, afirma que o Kindle, da Amazon, não tem chances de dar certo porque o conceito é equivocado, porque 40% dos americanos lêem menos de um livro por ano, ele não está sendo mau. Ele está sendo realista.

Um produto sem público não tem futuro.

Ainda assim acredito que a empresa lance algo do gênero em breve, mas que incorpore outras funções além de tão somente a possibilidade de ler um livro.

O que o governo deve fazer então?

Eu escrevi e reescrevi este parágrafo várias vezes antes de chegar a sua versão definitiva. Talvez a resposta seja essa. Voltar, apagar, começar tudo de novo. A educação, no que diz respeito ao relacionamento das pessoas com os livros, precisa não ser melhorada, mas mudada completamente. Isso é o que o governo deve fazer. Se é que é possível.

Mas pensar no que o governo deveria fazer é fácil. E difícil. Pois não se pode contar com o governo. Principalmente em algo tão gigantesco e relegado a segundo plano como a educação.

Prefiro pensar no que eu posso fazer.

Isso é difícil. Pois depende de minha iniciativa. Mas ao mesmo tempo é fácil. Afinal, eu sei que comigo eu posso contar.

Antes de salvar os livros, é preciso salvar os leitores.

E você? Você acha que consegue salvar um leitor?

Quem salva um leitor, salva centenas de livros. Milhares, talvez.

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Fim da neutralidade na Rede: você pode perder direitos

Imprensa

A grande sacada da internet é que você deixou de ser o mero consumidor passivo de informações e passou a ser um consumidor mais ativo. Deixou de ser aquele cara para quem escolhem a programação. Passou a escolher mais.

Dependendo do caso, você tornou-se um produtor de informações. Mesmo que sejam informações relativas tão somente a como foi o seu dia.

Atualmente, os provedores da internet, as empresas de comunicação que cuidam para que as informações cheguem a seu computador, devem fazê-lo sem distinção. Entregá-las, venham do site da Globo ponto com, venham do Miguxos ponto com, na mesma velocidade e qualidade. A velocidade só varia no destino, no seu computador. Não na origem.

Isso é neutralidade na rede.

Nos Estados Unidos, já há dois anos se discute intensamente sobre a vontade questionável que as empresas de comunicação - destaque para AT&T, Verizon e Comcast - têm em controlar esse processo, selecionando - suponho que com critérios econômicos - aquelas informações que chegarão mais facilmente ao computador do cidadão.

A internet feita por pessoas, aquelas que têm blogs - meu caso e o caso de infindáveis amigos - perderia em preferência, por motivos financeiros ou que envolvessem outros interesses. Bem. No fim da linha, o interesse é sempre financeiro quando se trata de corporações.

Ao passo que você, que lê blogs e visita a loja virtual de imãs de geladeira de sua tia, além de uma infinidade de outros tipos de sites feitos por pessoas - e não por corporações -, também seria prejudicado.

Você retrocederia um pouco (muito) na sua capacidade recém-conquistada de escolher mais ativamente o que ler, assistir e ouvir. A voz das pessoas, dos indivíduos, mais uma vez seria encoberta. O pé da igualdade que hoje reina na internet levaria uma topada.

O interessante é que essas empresas vão dar a essa possível mudança a cara de que é tudo para o seu bem, como sempre. Lembre dos sujeitos sorridentes nas propagandas de cartão de crédito: não são pessoas que pediram empréstimos e estão penando no rotativo, mas atores contratados.

No Brasil, o cenário é o seguinte, segundo o Portal Cultura:

No Brasil existem vários provedores que também são donos de grandes portais, e isso é uma situação potencialmente perigosa para a neutralidade da rede brasileira. Se a idéia pega por aqui, os portais das próprias empresas e quem mais pagasse teria vantagem sobre os outros. Mas será que existe mesmo o risco dessa jogada ser tentada no Brasil? “Tem esse risco sim”, diz Demi Getschko, um dos mais respeitados especialistas em Internet do país, durante entrevista no estande do RadarCultura no Campus Party. Getschko é Diretor Presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto br (NIC.br) e membro do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). O NIC.br é a entidade que cuida do registro e manutenção dos nomes de todos os domínios que terminam em .br. Ele explica que a falta de regulamentação sobre o assunto e o pequeno número de empresas concorrentes podem ser um ambiente favorável a esse tipo de decisão.

Pode apostar que o tema é largamente aventado nas reuniões das empresas brasileiras desse meio. Mas por aqui, de fato, a conversa ainda está crua, mesmo porque as companhias que controlam o fornecimento da internet ainda não se manifestaram claramente quanto ao seu posicionamento.

E também tive alguma dificuldade para encontrar artigos sobre esse tema em blogs. Aparentemente, a blogosfera brasileira está muito ocupada com monetização, por enquanto.

Na semana que vem falarei sobre o documentário A Corporação que, embora não trate do tema Neutralidade na Rede diretamente, explica o funcionamento dessas entidades e faz entender por que é natural que elas queiram abocanhar fatias cada vez maiores de direitos dos indivíduos.

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O ataque dos fakes assassinos!

Imagine a cena:

Você se corresponde a uns seis meses com uma outra pessoa. Já conversaram um monte de assuntos, algumas intimidades. Já trocaram fotos, talvez até links de vídeos do youtube. De uma hora pra outra, você (seja lá como for…) descobre que essa pessoa não existe. Bom, quer dizer, existe… só que você não sabe como ela é realmente. Não sabe nem mesmo se é um homem ou uma mulher. Não sabe nada mesmo, a não ser que estava se relacionando com uma “personagem”! Como você se sentiria?

couple-022.jpgPois é… essa é uma das novas manias da web. O mundo dos fakes parece ter cansado de suas festas na mansão HSM (High School Musical) entre “famosos”. De seus bailes regados a muito álcool e sexo virtual e resolveu invadir, novamente o mundo real.

Muito em voga nos sites de “relacionamento”, a “mentirinha” institucionalizada já não preenche mais os desejos esquizofrênicos de alguns “web surfers”. Onde antigamente havia uma pequena “correção” estética ou financeira, abriu-se espaço para seres completamente virtuais que desenvolvem “biografias” dignas de roteiristas de seriados americanos. Claro que, um ouvinte real com um pouco de atenção, consegue identificar “falhas” na lógica dessas figuras:

  • Viagens que comumente levam seis horas se transformam em “idas rápidas”. Lógico! Algumas vezes porque o/a personagem mora em uma cidade que o próprio criador não conhece.
  • A presença de antagonistas e “anônimos” que sempre fazem ameaças. Sempre há algum “culpado” para possíveis desaparecimentos, possíveis promessas que não poderão ser cumpridas, possíveis impedimentos que “impedem” o relacionamento virtual de se tornar algo real.
  • Coincidências incríveis. Justamente no dia em que você vai estar na cidade do/a outro/a algo acontece e essa pessoa não vai poder estar lá. Que coincidência, não é?
  • Fotos e perfis mutantes. Claro que, nesses casos, não é possível utilizar fotos verdadeiras… então se recorre à álbuns de estranhos, na maioria das vezes, estrangeiros. Como nem sempre se encontra a situação necessária, não existe pudor em misturar álbuns.

Mas, por que então não se afastar desses tipos de relacionamentos?

Essa é uma boa pergunta. Afinal, os sinais, são bastante evidentes. Mas, acreditem, só se tornam evidentes com o distanciamento crítico da situação. Só se você conseguir olhar atentamente para o que está acontecendo e resistir à tentação de “querer acreditar” no fake. Eles, na maioria das vezes, são muito bons de lábia!

De qualquer forma eles nunca admitem ser um personagem, mas ao mesmo tempo, nunca se mostram completamente. WebCam? Nem pensar. Telefone? Nunca é possível. Um encontro no mundo “real”? Claro, porque não?… mas terá que ser mais adiante, no momento há algum tipo de impedimento. E assim, o tempo passa e você já começa a ser também mais um “ponto” que dá vida a ele.

Desde agosto venho me interessando por estes personagens, inclusive me correspondendo com alguns deles. E, nos últimos seis meses, consegui identificar três fakes desses. Quem são eles? Não sei. Mas sei que não são quem eles diziam ser. Quais as motivações? Não me perguntem: EU SOU REAL!

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