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10 dicas que podem mudar sua imagem como líder

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Mediocridade, mesmice, inconsistência e indecisão são coisas intoleráveis para quem quer se tornar um líder respeitado. Aqui estão algumas dicas que podem ajudá-lo a melhorar seu desempenho como líder.

  1. Você não deve falar de valores e princípios se não estiver disposto a vivê-los.
  2. Você deve ver seu papel como um líder de talentos e dedicar cada dia ao aperfeiçoamento das competências de sua equipe.
  3. Você deve ouvir mais do que falar.
  4. Fale menos do passado e mais do futuro.
  5. Não seja um coveiro de idéias, mas procure sempre olhar para o que há de bom nelas. O mundo precisa mais de jardineiros do que de coveiros.
  6. Você deve dar feedback, mesmo que seja muito duro.
  7. Você deve ouvir o feedback, mesmo que seja muito duro.
  8. Não varra seus erros para debaixo do tapete, enfrente-os e procure aprender com eles.
  9. Não faça julgamentos apressados sobre as pessoas; não se deixe guiar pelas emoções e aparências, mas por fatos e dados.
  10. Pense sempre nesta pergunta: Você seria motivado por uma pessoa que age como você?

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Há algo pior do que um gerente pessimista?

Uma pessoa jamais deve ser indicada para um cargo gerencial se sua visão foca as deficiências das pessoas em vez dos pontos fortes.

Peter Drucker

Nosso pessoal é o nosso mais valioso patrimônio. Quantas vezes você já ouviu este chavão? Toda empresa “moderna” se sente na obrigação de incluir uma variante desta frase nas suas declarações de políticas e princípios. No entanto, com muita freqüência, não passam de frases vazias, conversa fiada.

Peter Drucker tocou num ponto crítico. A escolha dos gerentes, líderes de equipes, é uma das decisões mais importantes para a empresa demonstrar, ou não, seu genuíno compromisso com a valorização de seu patrimônio humano.

Pelo meu entendimento, o verdadeiro líder encoraja e ajuda aqueles que lidera a se tornarem o melhor que eles podem ser. Ele une as pessoas e faz com que cada habilidade individual contribua para a realização do objetivo comum. O gerente-líder identifica os talentos da sua equipe e a orienta no aprimoramento destes talentos. Ele é uma fonte de inspiração e motivação de atitudes de dedicação, cooperação e de aprendizado permanente.

Um gerente que só vê defeitos e é cego para os pontos fortes das pessoas é incapaz obter e manter um alto desempenho em qualidade e produtividade. Pior do que isso, ele se torna um fator de desvalorização e de desatualização do patrimônio humano, uma fonte de estresse e desagregação. Como gerente, ele pode realizar as tarefas, mas com resultados que dificilmente compensarão os estragos sobre o moral e auto-estima de sua equipe.

Qual o remédio? O que as empresas podem fazer é investir no desenvolvimento das competências gerenciais de seus gerentes potenciais, especialmente nas habilidades de liderança.

É claro que nem todos nasceram para ser grandes líderes, mas pelo menos podem aprender a tratar seus colaboradores e colegas com respeito, dignidade e mais confiança no potencial de cada um. É claro também que nada disso tem algum valor se a alta direção não adotar a mesma postura em relação a seus gerentes. O exemplo que vem de cima é sempre a lição que realmente vale e permanece. O discurso deve ser confirmado pela prática.

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Liderança: Mitos e realidade

Liderança

Liderança tem sido um dos assuntos mais discutidos nos fóruns da web que tratam de temas ligados ao mundo empresarial. Muitas das opiniões sobre as qualidades de um líder levam a conclusão de que um verdadeiro líder é uma pessoa dotada de poderes extraordinários, quase um super homem ou uma mulher maravilha.

Nesses fóruns, o perfil de um líder inclui coragem, carisma, assertividade, humildade, criatividade, honestidade, autoconhecimento, integridade, lealdade, boa comunicação, visão de futuro, paixão, curiosidade, empatia, perseverança, etc. É claro que são todas boas qualidades e algumas são requisitos morais indispensáveis, como honestidade e integridade. Confesso que, em mais de 40 anos de vivência no mundo empresarial, conheci alguns líderes bem sucedidos, mas nenhum que conseguisse reunir em sua pessoa metade das qualidades dos líderes idealizados nos livros, seminários e fóruns de discussão.

Creio que o erro básico destas discussões é o enfoque exclusivo nos perfis de grandes empreendedores e de executivos em posições estratégicas de grandes corporações. Ignoram que há necessidade de liderança em todas as atividades humanas e em todos os níveis. Nestes diversos níveis, a complexidade das responsabilidades do líder pode variar, mas há alguns valores e práticas que são comuns em todos os níveis de liderança.

Os valores da liderança

Valores pessoais são a base da liderança. Os bons líderes têm uma boa percepção dos princípios e valores essenciais para a realização de sua missão. Eles vivem seus valores e procuram se tornar um exemplo para todas as outras pessoas. Demonstrando estes valores em suas ações, eles se tornam poderosos modelos para suas equipes. Eles usam esses valores para alinhar comportamentos e atitudes, não só nos bons momentos, mas especialmente nos momentos de dificuldades e tormentas.

Para liderar é importante mostrar-se como um modelo de integridade, respeito pelas pessoas, compromisso com o aprendizado e na abordagem saudável das decisões que envolvem riscos.

Integridade: Enquanto algumas pessoas podem obter resultados sem preocupações éticas, aqueles que se preocupam em construir relacionamentos confiáveis de longo prazo e mutuamente benéficos valorizam a integridade em si próprios e nos outros. Embora ninguém seja perfeito, os grandes líderes procuram fazer com que suas palavras e ações confirmem seus valores e aspirações.

Respeito pelas pessoas: Quando você compartilha respeito mutuo com seus colegas e auxiliares, você confia neles e inspira confiança entre eles. Respeito pelos outros significa respeito pelos seus pontos de vista, seus valores e suas necessidades.

Compromisso com o aprendizado: Bons líderes são comprometidos com o aprendizado contínuo e encorajam os outros para fazerem o mesmo. Sempre alertas para novas oportunidades e possíveis obstáculos, eles procuram constantemente por novos conhecimentos e informações que os deixem preparados para enfrentar novos desafios.

Grandes líderes vivem um estado de permanente questionamento sobre o que fazem, como fazem e quais os resultados. Eles procuram incansavelmente aprender com seus sucessos e fracassos e orientam suas equipes a fazerem o mesmo. Eles sabem que, ao enfrentar desafios e tentar novos caminhos, estão se arriscando a cometer alguns erros. Entendem também que os erros podem encerrar boas oportunidades de aprendizado e melhoria.

Situações de risco: Às vezes, torna-se necessário assumir alguns riscos calculados para enfrentar novos desafios e realizar mudanças inevitáveis. Faz parte do trabalho dos líderes ajudarem as pessoas a aprender como assumir riscos de forma saudável e responsável de modo a não colocar em perigo sua organização e sua missão.

As demandas são muitas e complexas, mas não são tarefas exclusivas para super homens e mulheres maravilhas. São tarefas para pessoas talentosas é certo, mas que acima de tudo conhecem seus limites e têm a humildade e a sabedoria de procurar quem possa ajudá-las a complementar suas limitações. São tarefas para quem sonha e adora enfrentar desafios e, especialmente, para quem ama trabalhar com outras pessoas.

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Liderança em Comunidades Virtuais: o novo patamar do líder

Desde o surgimento da Internet como meio de comunicação ágil, flexível e de baixo custo, o homem encontrou um novo espaço para interagir, dando origem às comunidades virtuais. Essas comunidades são uma realidade muito comum dentro e fora das organizações, sendo capazes de aumentar, sensivelmente, a capacidade das pessoas, mesmo de diferentes localizações, de desenvolverem relações mais próximas, novas habilidades, e um maior “sentido de comunidade”.

Desse intenso processo de interação, novas capacidades e talentos acabam emergindo e, inevitavelmente, surge sempre a figura de um líder.

Os líderes devem estar atentos ao cenário que está se desenhando à sua volta. O exercício da liderança não se restringe mais apenas às equipes de seu local de trabalho. Nada disso. À medida que as pessoas estão descobrindo novas formas de interação no ciberespaço, os líderes também devem se transportar a esse novo ambiente e interagir.

Em uma comunidade virtual bem sucedida, existe um alto grau de sociabilidade e de solidariedade, o que resulta na formação de uma “cultura de comunidade”. Os indivíduos têm uma sensação de familiaridade, ao mesmo tempo em que existe um foco implacável sobre a conquista de objetivos. Os que se adaptam a essa cultura são pessoas que sentem necessidade de se identificar com algo maior que elas mesmas, gostam de trabalhar em equipe e estão dispostas, até mesmo, a colocar a comunidade acima de sua vida pessoal.

Os líderes virtuais simplesmente são reconhecidos como tais, através de suas ações, palavras e contribuições ao grupo. Costumam ser inspiradores e carismáticos, com uma clara visão do futuro da comunidade.

Para liderar virtualmente, muita atenção às palavras: você se revela através daquilo que escreve. Sendo o texto a sua principal ferramenta de comunicação, os aspirantes a líderes virtuais devem estar atentos ao conteúdo de suas mensagens.

As comunidades virtuais são uma reprodução das comunidades reais típicas, assim, as características desse novo tipo de liderança não são distintas das da liderança tradicional. Em um sentido amplo, o líder virtual deve possuir um conjunto genérico de qualidades que permita o seu reconhecimento pelos demais como líder:

Integridade – Qualidade fundamental de qualquer líder. É através da integridade que as outras pessoas passam a acreditar nele.
Entusiasmo – As palavras do líder virtual devem revelar seu entusiasmo, o “vírus” que contagia os demais.
Firmeza – O mais comum em uma comunidade virtual são as diferenças de opiniões. O líder deve ser flexível, respeitando o amplo direito de manifestação de todos, mas deve ser firme quando as ações de um membro forem nocivas aos interesses e objetivos coletivos.
Empatia – É a habilidade de perceber e compreender as reações das outras pessoas. É a capacidade de entender o modo emocional de ser dos membros da comunidade e assumir um interesse ativo em suas preocupações.
Habilidade social – É a capacidade de gerenciar relacionamentos e desenvolver networks.
Motivação – O líder virtual deve demonstrar uma sincera paixão pela sua atividade e uma propensão a perseguir metas com energia e afinco.
Criatividade – O líder deve ser criativo a fim de encontrar novas soluções aos problemas do dia-a-dia e também de traçar novos rumos e propor novas abordagens ao grupo.
Comunicação – a habilidade de “ouvir” e enviar claras, convincentes e bem moduladas mensagens.
Humildade – A essência dos melhores líderes. Jamais falam na primeira pessoa. Os melhores líderes deixam seu ego completamente de lado a fim de revelar o melhor de seu time.

E você, está pronto para liderar nesse novo ambiente?

* Artigo publicado originalmente na Revista Brasileira de Administração, Brasília, DF, v. 49, p. 43 - 43, 10 jun. 2005.

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As lições de Rudolph Giuliani sobre liderança

Tive a oportunidade de assistir Rudolph Giuliani no Brasil, em 2005. Sua palestra foi, certamente, a mais concorrida da Expomagement daquele ano. O ex-prefeito de Nova York relatou, com base na sua experiência de vida, o que é ser um líder e como um líder deve responder em momentos de turbulência. A autoridade do apresentador sobre o assunto é atestada pela forma como conduziu a crise em Nova York após o atentado das torres gêmeas, em 11 de setembro de 2001.

A primeira frase de Giuliani dividiu opiniões: líderes se formam, não nascem feitos. Muitas pessoas ainda acreditam que a liderança é um fator nato, que os líderes já nascem como tal. Segundo Giuliani, a formação de um líder é diretamente influenciada pelos fatores externos ao líder, como a sua formação escolar, o exemplo de seus pais, sua educação doméstica e a sua experiência profissional.

Rudolph Giuliani elenca sete princípios que, segundo ele, são essenciais para a tônica da liderança.

O primeiro princípio é ter uma visão, “saber o que você acredita; saber quem você é”. O líder deve conhecer a sua essência, saber o que ele próprio representa. Nós lideramos através de idéias, através de uma visão clara e de princípios bem estabelecidos. É a partir da visão do líder que os demais irão segui-lo - ou não. Giuliani ressalta que essa visão deve ser inspiradora e – importante – deve ser de longo prazo.

As atitudes de um líder devem ser pautadas em metas e objetivos coerentes com a sua visão. Além disso, Giuliani aponta para a importância de ser fiel às suas idéias, mesmo que isso signifique resistir a opiniões divergentes: “um líder deve poder olhar para o futuro e resistir às opiniões contrárias”.

O segundo princípio de liderança aponta para a necessidade de ser otimista. Não um otimismo que signifique alijar-se da realidade e não enxergar os problemas, mas no sentido de ter uma postura positiva, encarar os problemas de frente e apontar as soluções para superá-los. O líder é alguém que enxerga as adversidades como um desafio à sua inteligência e capacidade.

Ainda nesse tópico, Rudolph Giuliani relatou que as pessoas seguem esperança, sonhos e a realização desse s sonhos. Quem soluciona problemas atrai as pessoas, em qualquer sociedade. Logicamente, às vezes seguimos as pessoas erradas. Nesse ponto, Giuliani aponta para a necessidade de um líder ser norteado pela moral e pela ética, empreendendo sempre ações corretas.

Em terceiro lugar, um líder deve ter coragem. Coragem não significa a ausência de medo, mas a capacidade de lidar com o medo e de assumir riscos, inspirando as pessoas a seguirem o seu exemplo. Giuliani conta que sempre é abordado com a seguinte questão: “devemos ter medo de outro ataque terrorista?”. Sua resposta é sempre a mesma: “Sim, nós devemos. A grande questão é o que fazer com esse medo”.

Conforme o ex-prefeito de Nova York, o medo tem um aspecto positivo: quando bem gerenciado, estimula as pessoas a se preparem. O quarto princípio de liderança, portanto, é preparar-se. Segundo Giuliani, devemos procurar antever todas as possibilidades de revezes – isso na administração de um negócio, de uma cidade ou de um país. O treinamento nos prepara, inclusive, para eventos inesperados que não estavam previstos em nosso planejamento inicial. Parte de um líder é preparar-se para o pior.

O quinto princípio diz a respeito da importância do trabalho em equipe. Os líderes precisam ser lembrados que ninguém consegue nada sozinho. Ele deve encontrar pessoas que compensem seus pontos fracos, deve equilibrar forças e fraquezas. Nenhuma pessoa é capaz de reunir todas as habilidades que uma organização precisa. Uma de suas qualidades, segundo o próprio, é ter um rápido poder de decisão. “Tomo decisões de forma muito rápida. Isso é bom em situações de emergência, mas não tão bom em situações normais. Procuro me cercar de pessoas que me desaceleram. Eles dizem: ‘pense mais um pouco, você tem mais tempo, não precisa decidir agora’”.

O sexto princípio de Giuliani é sobre a importância da comunicação. Um líder deve saber transmitir suas idéias às mentes e corações das pessoas. Comunicar é algo simples: consiste apenas em falar com pessoas e entender que só conseguimos as coisas através dos outros.

Por fim, o sétimo e último princípio complementa o anterior: é preciso amar as pessoas. Um verdadeiro líder ama as pessoas que estão sob sua responsabilidade. É normal líderes de grandes organizações e de grandes cidades passarem a enxergar apenas números e estatísticas. Não devemos cair nesse erro. Apenas o amor sincero pelas pessoas conquistará o seu apoio e confiança. O líder precisa estar presente quando as pessoas precisam. Como diz Giuliani: ir a casamentos é opcional, mas ir a funerais é obrigatório, pois é lá que as pessoas mais precisam de nossa presença.

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