publicidade

Nossa Via

O conteúdo passa por aqui!


Características de um bom líder

Lendo o livro “Guia Valor Econômico de Desenvolvimento Profissional” (muito bom por sinal) me deparei com uma lista de características e habilidades que são desejáveis em um bom líder. Achei muito interessante e resolvi transcrever as características para vocês. Veja abaixo, separadas por categorias.

Personalidade

  • Coragem
    Conduz a equipe com segurança. Não tem medo de enfrentar as tormentas do mercado.
  • Perseverança
    Não gosta de deixar projetos inacabados.
  • Entusiasmo
    Sua paixão pelo trabalho e a forma como defende a empresa inspiram as pessoas.
  • Bom-humor
    Cria uma atmosfera de trabalho descontraída, mesmo quando incentiva a competição e busca resultados.
  • ÿtica
    ÿ o exemplo de conduta seguido na companhia.

Vida pessoal

  • Informação
    Sabe filtrar o que realmente interessa. Conhece o setor profundamente.
  • Finanças
    Tem uma boa base em matemática financeira.
  • Reciclagem
    Mantém-se atualizado, freqüenta cursos e palestras.

Características gerenciais

  • Resultados
    Obtém o melhor desempenho no setor.
  • Metas
    Tem foco, objetivos e estratégias definidas.
  • Visão
    Dirige a empresa para o futuro e percebe as melhores oportunidades do mercado.
  • Pé no chão
    Encara os riscos como desafios. Planeja cada passo da companhia.
  • Ousadia
    Não tem medo de ser o primeiro a inovar e apostar numa idéia.

Equipe

  • Bom time
    Sabe contratar, gerenciar e energizar a equipe.
  • Comunicação
    Comunica-se bem com o mercado, clientes, acionistas e equipe.
  • Talentos
    Tem olhos abertos para reconhecer os melhores profissionais.
  • Idéias
    Procura boas idéias em toda a empresa.
  • Mobilização
    Encoraja o time a sempre se superar.

O brasileiro

  • Jogo de cintura
    Tem o poder de se adaptar às rápidas mudanças do mercado.
  • Bom de conta
    Sabe administrar bem o dinheiro.
  • Flexibilidade
    Pode mudar de rota com facilidade.
  • Na marra
    Funciona bem sob pressão.
  • Líder
    ÿ bom no trato com pessoas.

Todas essas características são muito importantes para liderar bem uma equipe. Quanto mais delas tivermos, melhores resultados obteremos. Portanto, faça uma seleção das características que você ainda não possui e comece desenvolver isso em você.

Seu futuro profissional agradece! =)

Meu encontro com Jack Welch

A Expomanagement, evento anual realizado pelo HSM Group, sempre nos reserva grandes surpresas. Trata-se do maior encontro de executivos do mundo, com média de 17 mil visitações, nos três dias do evento. A edição de 2006, realizada no mês de novembro no Transamérica Expo Center, brindou o público brasileiro com nomes como Robert Kaplan, Malcom Gladwell, Luiz Felipe Scolari, W. Cham Kim, Stephen Covey, entre outros, além do legendário Jack Welch.

Jack Welch é uma estrela à parte.

Welch registrou seu nome na história realizando na prática aquilo que acadêmicos de administração vêm tentando há anos enquadrar na teoria como ?as melhores práticas de gestão?. ÿ frente da General Eletric Company, conduziu a organização ao topo das empresas mais valiosas do mundo. Em 1999, foi eleito pela Fortune como ?o executivo do século?. Posteriormente, o Financial Times o apontou como um dos três mais admirados líderes de negócios do mundo. Ok, já dá para imaginar que tremi nas bases ao encarar Mr. Welch frente a frente durante a coletiva de imprensa realizada momentos antes de sua palestra na Expomanagement.

De minha imensa lista de questões previamente formuladas, teria tempo de fazer apenas uma. Uminha! Tasquei de supetão: Mr. Welch, como pode um executivo assumir a liderança efetiva de uma empresa sem correr o risco de criar uma espécie de culto à sua personalidade? Assumi o risco de que aquilo soasse como um desafio ou uma crítica velada, afinal, durante a gestão de Welch na GE, os holofotes sempre estiveram voltados à sua figura, ajudando a moldar uma aura de ?guru corporativo? à prova de falhas. Será que isso ajuda ou atrapalha?

?Excelente questão!?, ele respondeu (e só com isso não consegui dormir de noite!). Welch não entrou nos méritos de sua experiência pessoal, entretanto, respondeu que o carisma é um acelerador. Líderes carismáticos têm mais facilidade para conduzir a organização em uma determinada direção. Bons líderes, com grande carisma, uma boa estrutura de idéias e valores éticos, têm chances muito maiores de promover o sucesso da empresa e, inevitavelmente, muitos na companhia irão admirar sua personalidade e espelhar-se em suas ações.

Se o carisma pode ser aprendido? ?Sou pequenininho e careca, mas não tenho nenhuma fórmula?, respondeu Jack. ?Se você consegue empolgar as outras pessoas, é extrovertido, entusiasmado e encantado com o sucesso dos demais, com certeza está no caminho certo?, concluiu. Todo gestor deve saber selecionar as pessoas, desafiá-las, reconhecê-las e celebrá-las. O que deve ser evitado a todo custo, frisou Welch, são os líderes carismáticos destituídos de valores e sem senso de gestão ? esses elementos são um risco para qualquer organização e para a sociedade como um todo.

Escutar Jack Welch expor suas idéias é uma lição de Administração para a vida toda. Tudo bem que alguns conselhos como ?trabalhe com paixão? e ?descubra o que você gosta de fazer?, soem óbvios, mas ouvi-los de quem realmente soube colocá-los em prática é algo realmente inspirador.

Administrando Inteligências Múltiplas

Durante muito tempo, o conceito de inteligência foi caracterizado por possuir um padrão único: acreditava-se que as pessoas nasciam com uma determinada quantidade de inteligência; dificilmente essa quantidade poderia ser alterada, em virtude de seu caráter genético; e essa inteligência era mensurável, podendo ser medida através de testes de QI ou instrumentos similares. Em fins da década de 1970 e início da de 1980, Howard Gardner, notório psicólogo e pesquisador da universidade de Harvard, quebrou essa noção desenvolvendo uma nova perspectiva, a qual chamou ?teoria das inteligências múltiplas?.As bases para as conclusões de Gardner envolvem evidências antropológicas e evidências do estudo da mente humana. Através de uma investigação multidisciplinar, o autor chegou à seguinte definição: a inteligência é ?um potencial biopsicológico para processar informações que pode ser ativado num cenário cultural para solucionar problemas ou criar produtos que sejam valorizados por uma cultura?. A essas capacidades diversas de processamento da informação, Gardner chamou de ?inteligências?, no plural. Segundo o autor, existem, pelo menos, sete tipos de inteligências, quais sejam:

1. Inteligência lingüística ? envolve a sensibilidade para a língua falada e escrita e tem origem na esfera auditivo-oral. Inclui-se nesse campo a habilidade de aprender línguas estrangeiras, a capacidade de construir narrativas e o uso da língua para atingir determinados objetivos. Podemos, por exemplo, identificar pessoas de inteligência lingüística elevada entre os escritores, poetas, advogados e os locutores.
2. Inteligência lógico-matemática ? denota a capacidade de analisar problemas com lógica, realizar cálculos e operações matemáticas, e mover-se no mundo dos números. ÿ a inteligência dos matemáticos, dos físicos, dos engenheiros e de outros profissionais que exercem atividades afins.
3. Inteligência musical ? envolve uma especial habilidade na atuação, na composição e, também, na apreciação da música e de padrões musicais. Gardner acredita que essa inteligência tem uma estrutura quase paralela à da inteligência lingüística, não havendo sentido caracterizar uma de inteligência (a lingüística) e a outra de talento.
4. Inteligência espacial ? trata-se da capacidade de reconhecer e manipular os padrões do espaço, envolvendo também a criação de representações ou imagens mentais espaciais. ÿ a inteligência dos pilotos de avião, dos arquitetos, pintores, escultores, jogadores de xadrez, entre outros.
5. Inteligência corporal-cinestésica ? essa quinta representação mental acarreta a capacidade, ou potencial, de resolver problemas ou criar produtos utilizando partes do corpo, como as mãos ou a boca. Esse tipo de inteligência é fundamental para artesãos, cirurgiões, mecânicos, atletas, atores e dançarinos, por exemplo.
6. Inteligência interpessoal ? é a capacidade de compreender as intenções, as motivações e os desejos dos outros, sabendo, conseqüentemente, trabalhar de modo eficiente com terceiros. ÿ a inteligência do relacionamento social efetivo, da empatia, da liderança, da diplomacia e da influência social. De fato, é a inteligência que encontramos nos bons professores, vendedores, líderes políticos e religiosos, para citar alguns exemplos.
7. Inteligência intrapessoal ? complementando a interpessoal, a inteligência intrapessoal dirige-se à própria pessoa, ao seu interior. Trata-se da capacidade de conhecer a si próprio, identificar seus sentimentos, objetivos, medos, forças e fraquezas pessoais e, ao mesmo tempo, ter domínio sobre suas emoções e sobre si mesmo.

Cada pessoa possui uma mistura singular de inteligências. Uma vez que se sabe que as pessoas apresentam enormes diferenças nas formas como adquirem e representam o conhecimento, o grande desafio dos administradores passa a ser o de fazer com que essas diferenças sejam o ponto central na gestão de pessoas. Cada um é inteligente à sua maneira e o respeito às diferentes formas de apreensão cognitiva é a chave para uma liderança eficaz e uma administração bem sucedida. O maior desafio, entretanto, é o que se coloca à humanidade, colocado pelo próprio Howard Gardner: como aproveitar a singularidade a nós conferida na qualidade de espécie que exibe várias inteligências?