Converse um pouquinho que o pré-conceito aparece!
Na semana passada escrevi um post sobre o lançamento do livro da Maitê Proença. Dentre outras coisas, acabei por assumir que nunca tinha olhado para Maitê com muita atenção… na verdade, nem havia me dado conta da carga de pré-conceito que essa afirmação continha.
Mas, como o post oferecia a possibilidade do leitor, através dos comentários, levar um livro de presente (diga-se de passagem, o ganhador foi o Wilson Ramon Fernandes Cória, no sorteio realizado nesta segunda-feira), acabou que houve uma grande participação de todos. E, para meu espanto, a tônica dos comentários foi exatamente essa: a grande maioria dos participantes “confessaram” ter (ou um dia ter tido!) preconceito em relação à loira (ops, sem trocadilho!).
Quando eu falo em preconceito (ou pré-conceito, como eu gosto de usar) não me refiro à questões polêmicas ligadas a raça, perseguição ou discriminação… falo de uma forma menos perceptível, e talvez por isso, mais difícil de combater. Falo de um pensamento estabelecido à priori que, na maioria das vezes, nos impede de desfrutar da convivência com certas situações.
Em um dos comentários a Lunna, dizia que lendo o livro anterior de Maitê, interessou-se pela “forma imprevisível que o outro se apresenta”, ressaltando que mesmo que não fosse famosa, valeria à pena conhecer alguém que escrevia daquela forma. Este “imprevisível” foi o que mais me chamou a atenção. E talvez também a necessidade de deixar aberto a todas as pessoas e situações a possibilidade da imprevisibilidade. Nada mais, nada menos do que conceder o benefício da dúvida.
Fácil? Não é, mesmo! Como eu mesmo disse anteriormente, quanto maior a ignorância, maior o preconceito… mas, mesmo com alguma consciência, nos pegamos facilmente repetindo ações e julgamentos. Tratando de situações “parecidas” como algo já conhecido e repetindo “velhas respostas para novas perguntas”!
De qualquer forma não nos resta outra saída que não seja manter os olhos abertos, afinal ninguém quer desperdiçar muitas coisas interessantes apenas por pré-conceito, não é?
PS: A Sam publicou no seu blog um texto sobre os preconceitos femininos e está devendo uma resenha sobre este mesmo livro… já viu o blog da Sam? Não? Então clica aqui!
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Não sou uma pessoa que se interessa pela vida das celebridades. Realmente, não leio revistas de fofocas, não folheio a Caras e não me preocupo com quem o Fulano andou levando pra cama!
Sou obrigado a confessar que me emocionei em algumas passagens… torci em outras… e me peguei pensando em várias! Ou seja, por mais despretensioso que possa parecer, o livro fala de vivências… femininas, sim… mas não só! Quem nunca se confrontou com a morte e se viu impotente diante de várias situações? Quem nunca amou alguém tão perdidamente e de repente viu que o amor, às vezes acaba? E muitas outras… simples? Sim! Mas, colocar isso no papel sem parecer piegas ou melodramático, não é.















