Nossa Via

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Não provoque, é cor de rosa choque!

Quem diz que nós mulheres somos o sexo frágil, por certo não aguentaria a tripla jornada de trabalho que não apenas executamos bem, como também ainda com um sorriso face a face. Pois é, nosso giro cinematográfico de hoje será com personagens femininas. De dondocas às que pegam no pesado. Doidivanas ou centradas. Amadas ou não. As que romperam seus próprios limites. Mas acima de tudo com orgulho em ser mulher. Enfim, um pouco de cada uma delas. Vem comigo!

Entre tantos filmes para iniciar, acabei optando por um que apesar da crítica ter crucificado, eu gostei. É o “Minha Mãe quer que eu case” (Because I said so). E por que? Não apenas por eu ser fã da Diane Keaton. Mas até por uma passagem do filme (Durante a cena da foto.) onde ela confidencia algo para a sua filha. Algo que era raro de acontecer em gerações passadas. Que não deu para segurar as lágrimas. Conto mais aqui.

Mas a escolha também foi por ter visto o “Sex and the City - O Filme“. Que eu resumiria nisso: ‘as-patricinhas-de-beverly-hills-agora-são-quarentonas‘. Tem mais aqui. E se é para procurar por um marido, prefiro muito, mas muito mais o com a Diana Keaton por já escrachar de vez. Ah! O ‘quarentona’ não tem um sentido pejorativo. Ok? É apenas um registro da mudança de idade.

Ainda em cima de casamentos… O “Vestida para Casar” (27 Dresses). Tem algo como o que disseram no “O Amor não tira Férias” (The Holiday):

Eu vejo que você é uma mulher protagonista, mas por algum motivo está agindo como a melhor amiga. Você deve ser a protagonista da sua própria vida!

A personagem em questão, estava vivendo o ser uma ‘dama-de-honra-oficial’. Esquecendo até de si. Aceitando apenas o fantasiar em sua vida. Até curtia um amor platônico pelo chefe. Enfim, como uma das duas personagens do “The Holiday”, ela não estava protagonizando a própria vida. Sobre o primeiro, tem mais aqui; do segundo, aqui.

Essa personagem, faz do enlace um meio de vida. Ela e um tal ‘clubinho’ por lá. Se nome de Diretor pesa, o de “O Amor Custa Caro” (Intolerably Cruelty) é Joel Cohen. Eu confesso que o que me motivou a assistir esse filme, foi o ‘colírio’ George Clooney. Quer saber mais do filme? Conto aqui.

Agora, e para aquelas que após anos de casada, se vê sozinha, e tendo que arcar não apenas com as despesas, mas também com dívidas? A Grace encontrou um jeito bem peculiar. E ajudada pelo ex-jardineiro. Precisam ver o “O Barato de Grace” (Saving Grace). Esse é de ver e rever. Aqui tem mais sobre ele.

Acreditariam que um cara abandonou a mulher por ela ser uma pessoa boa demais? Onde até o Padre a induz que cometa um pecado. Mas para alguém que nunca pecou, fica difícil sentir que está pecando. O filme é “Sexo por Compaixão” (Sexo por Compasión). Vale muito a pena vê-lo. E o grande barato é que ela faz o que faz para recuperar o marido. Saibam mais aqui.

Entre ficar, talvez rezando por um milagre, essa senhorinha resolveu agir. Para conseguir custear o que seria a última chance de salvar seu netinho, ela arregaçou as mangas e pôs a mão na massa. Ela é “Irina Palm“. Que encarou o único emprego que lhe daria um retorno rápido em dinheiro. O filme é ótimo! Leiam mais aqui.

Como se encara uma traição? Dar um tempo indo para longe vendo se esqueceria mais rápido? Foi meio por ai que a personagem de “Um Beijo Roubado” (My Blueberry Nights) pôs o pé na estrada. No percurso conheceu outras desilusões. Outras formas de tentar reter um amor que já se foi. Ou, de sufocar a queixa de amor que não era o que esperavam. Um filme lindo! E do mesmo Diretor de “Amor à Flor da Pele“. Conto mais aqui.

Ou, como faria se soubesse que o marido a está traindo com sua irmã caçula. Iria querer saber? Iria preferir fingir que não estava sabendo? Essa opção é meio complicada em aceitar nos dias de hoje. Mas para gerações passadas, era até comum. De uma, ouvi isso uma vez: “Prefiro as mentiras de meu marido, a ouvir as verdades dos outros.” Quem disse isso, já na velhice, passou seus últimos dez anos inerte numa cama, e teve do marido, tantas vezes infiel, o mais carinhoso, o mais paciente companheiro. Que não demorou muito a falecer depois dela. É algo a se pensar…

Voltando ao que o marido a trai com a irmã caçula… A história é no filme “Hannah e suas Irmãs“. De toda a família, ela é a mais centrada. O que irrita um pouco alguns. Mas mesmo que inconscientemente todos a têm como um porto seguro. Ela é uma atriz de sucesso. E que nos deixa em suspense se a sua melhor atuação fora em fingir que de nada sabia. Vale muito a pena ver esse filme de Woody Allen.

Mas tem também quem traia o marido. Por querer sentir o que não sente em seu casamento. Um Clássico com esse tipo de história é “A Bela da Tarde“. Onde a bela Catherine Deneuve consegue envolver não apenas a platéia masculina, como a feminina também. Detalhes, aqui.

Falando em Clássicos… Uma personagem feminina marcante, às vésperas dos 80 anos de idade, nos mostra que se pode escolher sair de cena com dignidade. O filme é “Ensina-me a Viver” (Harold and Maude). Maude é eletrizante. E que nos leva a refletir também em cima desse lance: a eutanásia. Saiba mais, aqui.

Como bem diz a canção “mais que chega a roda viva e carrega o destino pra lá…” há um tentar sair de cena com dignidade quando não mais terá noções de seus atos. Por conta de uma doença. Essa além disso também preferiu não dizer que sabia das escapulidas do marido. É no “Longe Dela” (Away from her). Ela é especial até por isso. Aqui.

Com certeza voltarei a esse tema. Até porque em minhas críticas costumo salientar que há muito mais filmes que mostram com muita sensibilidade o universo masculino. Onde costumam esteriotipar o universo feminino. Sendo assim, farei questão de trazer mais e mais personagens femininas. Por hora, fico por aqui.

A vida se contrai e se expande proporcionalmente à coragem do indivíduo.” Anaïs Nin.
See You!

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Será que voltaremos a ser queimadas em praça pública?

Cidade do Vaticano, 29 de maio de 2008 “O Vaticano estabeleceu hoje a excomunhão de todas as mulheres que forem ordenadas sacerdotisas, assim como a dos padres que as ordenarem segundo um documento da Congregação para a Doutrina da Fé tornado público hoje.”

Esta notícia, confesso, me provocou grande indignação diante de tamanha arbitrariedade e preconceito do representante maior da Igreja Católica.

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Quem aborta no Brasil?

No feriado do trabalho recebi uma dica da Lella, num comentário do post Parto anômimo, citando nota do G1 sobre matéria do Jornal Hoje que traçava um novo perfil do aborto no Brasil. Os números são alarmantes, não por considerarmos que se faz o aborto e sim pelo perfil das mulheres que optam por ele como “método de planejamento familiar”. Estranhou? Mas é assim que tem sido.

Ao contrário do que reza o senso comum (e o preconceito social), que imagina a opção do aborto sendo feita por mulheres solteiras, jovens demais, com múltiplos parceiros e poucas condições financeiras ou psicológicas para ter um filho, o perfil é quase oposto.

Mulheres mais velhas e com filhos são as que mais fazem aborto. Não se surprendeu ainda? Segundo levantamento feito por amostragem pela UnB e UFRJ são 4 milhões de mulheres fizeram aborto no Brasil nos últimos 20 anos. E mais da metade delas é católica.

O levantamento é fruto da análise de todos os estudos científicos publicados no país sobre o assunto nesse período e mostra que são mulheres de 20 a 29 anos, mais de dois terços já têm filhos e a maior parte optou pelo aborto como forma de planejamento familiar, já que têm relacionamento estável e o parceiro costuma participar ativamente da decisão.

As mudanças na forma de fazer aborto pesaram e agora ele parece menos obscuro, o que o tornou ainda mais comum, mas não menos arriscado para as mulheres. A partir da década de 90, em vez de procurar clínicas clandestinas ou aplicar injeções, se tornou mais comum o uso de remédios e de chás para interromper a gestação.

Tomar chás de ervas abortivas é técnica milenar de controle de natalidade e falo isso sem defender, mas para mostrar que é que uma prática enraizada e que devemos encarar de frente esta realidade e passar a oferecer condições reais para as mulheres planejarem suas gestações sem precisar chegar ao extremo de interromper uma gravidez.

Como lembrou Deborah Diniz, uma das coordenadoras da pesquisa, diante desses dados é preciso dar um novo enfoque à discussão do aborto. Não há como não concordar com ela e reflexionar que antes de definir se é correto ou não abortar, precisamos discutir a fundo o que leva as mulheres a praticarem o aborto no Brasil.

P.S. Questionados sobre o resultado da pesquisa, Ministério da Saúde e Conferência Nacional dos Bispos dos Brasil (CNBB) se disseram preocupados com essas informações.

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Que padrão de beleza é este?

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O que é ser extraordinário?

É sair do comum, ser diferente, especial, único em algum aspecto, é ser notável e notado. E uma das formas do ser humano ser notado é por sua beleza física, talvez porque a aparência “fale” antes das palavras. Vivemos, infelizmente, uma época em que o culto a certo padrão de beleza se tornou tão doentio que não conseguimos deixar de agir como títeres de uma indústria que, no fundo, não sabe para onde quer nos levar.

Quando morei no Japão me chamava atenção algumas diferenças no padrão de beleza. Em outros lugares (como na Índia, Egito e na China) o padrão consegue seguir mais o biotipo dos autóctones, mas posso falar de lá porque foi onde eu vivi e me vi. (more…)

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Está certo nos calarmos diante das atrocidades?

mulher_1.jpg“O papel da mulher do Brasil tem mudado, alcançamos igualdade em vários aspectos, engatinhamos em alguns e retrocedemos em outros. Um exemplo do retrocesso é o abuso cometido no Pará e que veio à público nesta semana. Uma menina de 15 anos dividiu a cela com 20 homens no Pará. Por horas ou uma noite isto seria imperdoável, não? Mas foi por cerca de um mês. Está certo nos calarmos diante de fatos como este?”

comentei em meu blog que vejo o seriado Law & Order e seu derivado SUV. As questões me mostram, como em outros dramas, a forma como pessoas e sociedades reagem às atrocidades cometidas por seus cidadãos. Nós reagimos mal ou -perdoem o trocadilho- mal reagimos. Fora uma ou outra voz, a maioria cala, mesmo quando é alvo da injustiça.

Meu primeiro registro na carteira profissional foi como secretária particular de minha mãe, defensora pública no Paraná, o que me fez digitar petições, procurações e outros documentos jurídicos, tomando conhecimento de algumas situações dolorosas do “direito” de família no Brasil. Deve ser por isso que, vez ou outra, ele se torna tema da minha escrita, como no caso da Lei Maria da Penha. Nunca fui assaltada ou nada pior, embora já tenha passado por assédio no ambiente de trabalho, como contei no meu blog em Delegacia de Mulheres. Reagi a um assédio, contrariando nossa sociedade que eu sinto que “aceita e minimiza” os excessos dos homens ou os abusos de poder, como se fossem uma parte indefectível de nosso povo. Claro, não precisamos de exageros como vemos em filmes ou processos exorbitantes americanos, mas há que se pensar no respeito ao outro como uma premissa básica para nos considerarmos civilizados. (more…)

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