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CSS é apenas diversão pura

CSS

Quando surgiram em 2003, com certeza, eles não imaginavam que iriam fazer tanto sucesso, principalmente, no mercado internacional. A banda mais despretensiosa (ou não?) do Brasil atualmente é o CSS. Nosso Pop nacional morreu, pois não há nenhuma banda popular e boa que saiba mesclar grandes influências do rock ou eletrônico cantando em português.  Los Hermanos (Desativada por tempo indeterminado) representava uma novidade, mas foi se aproximando cada vez mais da MPB cult-cabeça e ficando cada vez mais chato.  O jeito é apelar para o inglês e fazer do som que os hypes queiram ouvir, dessa maneira, o CSS ocupou o espaço e acabou tornando-se a melhor banda indie pop do Brasil.

O primeiro disco da banda é incrível e recebe a influência de diversas vertentes do Pop como quadrinhos, moda, pop arte, e é claro, música. Sobretudo da música eletrônica e do rock 80’s sempre ao lado de letras bem humoradas.  O meu vídeo preferido deles é “Alala”, mas no álbum há outras pérolas como “Let’s Make Love and Listen to Death From Above”; “Art Bitch”; “Meeting Paris Hilton”; “Off the Hook”; “Music Is My Hot Hot Sex” e a minha preferida, a divertida “Alcohol”. Recentemente, eles lançaram o novo álbum “Donkey” que mantém a sonoridade do grupo e aposta na fórmula que os fizeram conhecidos internacionalmente.

Já que o mercado indie lá fora dá para viver com shows e vídeos, eles se radicaram na “gringa” desde então. Em tempos de parada nacional cheia de “Dinhos” sem camisa cantando “Tchururu” e mineirinhos criativos dando sinais de cansaço, o CSS é uma agradável surpresa despretensiosamente original.   

Os 15 anos de Siamese Dream

Smashing Pumpkins

Um dos álbuns que marcaram a década de 90 está completando 15 anos em 2008. Lançado em 1993, o segundo disco da primeira banda da minha vida, The Smashing Pumpkins vive na memória de muito adulto que cresceu ouvindo rock alternativo. O primeiro registro da banda é o elogiado Gish (de 1991-auge do grunge), mas que não fez tanto sucesso quanto esperado. Somente após o lançamento da obra-prima “Siamese Dream” a rotina do poeta Billy Corgan mudaria para sempre. Ele se tornaria ídolo de uma geração que não se identificava tanto com o grunge e precisava de alguém para expressar a dor não somente ao lado de guitarras raivosas. Os companheiros (na maior parte do tempo) de banda foram James Iha, D’arcy (fã de bossa nova, viu?) e Jimmy Chamberlin sempre viveram a sombra do vocalista e isso ficou claro ao longo do tempo quando ele assumiu de vez o controle total da banda. Não é duro afirmar que os Smashing Pumpkins era Billy Corgan.

Segundo a sua biografia no wikipedia e a extinta revista ShowBizz Billy Corgan gravou todas as guitarras e os baixos do disco. O resultado? Bem, um álbum bastante inspirado com faixas como “Cherub Rock”, “Geek Usa” “Quiet”, a otimista”Today”, “Mayonaise”, “Spaceboy”, a apaixonante “Luna”, “Soma” e “Disarm”. Esta última fala da díficil relação de Billy com sua família na infância.
I used to be a little boy
So old in my shoes
And what i choose is my choice
What’s a boy supposed to do?
The killer in me is the killer in you
My love
I send this smile over to you
Este álbum foi um prelúdio de importante passo dessa banda de rock alternativo, o outro disco da minha vida, “Mellon Collie and the Infinite Sadness”, mas esse álbum duplo e mais vendido da história é assunto para outro post. O que importa agora é que são quinze anos de um dos melhores discos da história do rock e não é exagero meu não, qualquer crítico musical pode confirmar o que eu escrevi, mas, talvez, não com tanto sentimento.
Abaixo, o vídeo da poética “Today”.

Meninas do Rock

Luscious Jackson

Nos anos 90 surgiram várias bandas de mulheres tocando e que despontaram no cenário internacional. L7 e Hole são grandes exemplos, mas Luscious Jackson se destacou não somente por fazerem um som de qualidade, mas por serem criativas em suas melodias e nos videoclipes. Inicialmente formada por um quarteto, as charmosas Jill Cunniff, Gabby Glaser, Kate Schellenbach e Vivian Trimble que saiu antes da finalização de “Electric Honey” de 1999, a banda  lançou seu primeiro EP em 1992 intitulado “In Search of Manny”. Mas o meu destaque é para o “Fever in Fever out”, um álbum de 1996.  Abaixo há o excelente vídeo de “Naked Eye”, primeira faixa do “Fever….” com inspirações cinematográficas.

Deste álbum elas se tornaram mais conhecidas e sairam um pouco do circuito underground, mas ainda não são lembradas como uma grande referência do rock dos anos 90. Há alguns rumores de que elas se reunirão novamente, mas é tudo boato. No orkut existem algumas comunidades, inclusive, onde podemos encontrar algumas raridades a serem baixadas. Já o youtube os fãs disponibilizam os videos “Under your skin”, “City Song” e  “Here”. Ano passado foi lançado o “Greatest Hits” e é bom para quem conheça pouco. Luscious é uma excelente demonstração de como fazer um rock simples, despretensioso e que ficou na memória de muita gente, meninas ou meninos.

Churrasco rodízio light FM

Ah, festas, festas. Tempo de confraternizar com a família e os amigos, tempo de curtir ceias de natal e reveillón e para não perder o costume, tempo de levar a parentada toda para almoçar naquela churrascaria supimpa, de onde se sai com pelo menos metade dos neurônios intoxicados pela perniciosa mistura de álcool e fuligem. Mas o brasileiro adora! E churrascaria rodízio é assim: você está lá sentado, apreciando uma picanha, enquanto passam pela sua mesa, garçons solícitos a portar espetos de maminhas, costelas, chuletas, cupins e lombinhos. Daqui a pouco, eis que volta, suculenta e poderosa, a picanha. E você se serve de novo. E assim vai, num ciclo que só termina quando você está irremediavelmente satisfeito, ou seja, não agüenta nem pensar em carne. Sim, mas o que tem isso que ver com rádio?

Explico. Na grade de rádios do dial carioca, existem apenas sete rádios relevantes, já que a grande maioria ou são rádios religiosas, ou de axé-pagode-funk. Das sete rádios relevantes, duas são all-news, ou seja, não tocam música. Das cinco restantes, uma toca música brasileira o dia inteiro (a MPB) e outra toca rock para jovens (a Oi). Sobram-nos três rádios, as chamadas adultas: JB, Paradiso e Antena 1. E é dessas rádios que eu quero falar, pois nestas é que ocorre com mais freqüência, a aparição das chamadas músicas carne-de-vaca. E está aí a relação com a churrascaria.

Sim, sabemos que as rádios ? todas elas ? quando recebem as músicas de trabalho já devidamente enjabazadas, passam a reproduzi-las o tempo inteiro, ad nauseam, até que aconteça a “memeficação” das mesmas, ou seja, o fenômeno pelo qual os ouvintes, gostando ou não da música, passam a cantá-la mentalmente mesmo contra a vontade. Mas isso são músicas novas, nas quais há um investimento presente para mantê-las no ar e na memória. Mas e aquelas músicas que, por décadas a fio, permanecem inexplicavelmente firmes nas programações, como se tivessem um direito divino de estar ali? Essas sim, são as carne-de-vaca songs. Ah, vocês não estão ligando o nome à pessoa?

Pensem por exemplo, num cantor de bar. Ele pode ter o estilo que for, mas um dia, muitas vezes por constrangimento próprio ou coação do público ele acabará tocando “Andança” (Edmundo Souto, Paulinho Tapajós e Danilo Caymmi), “Espanhola” (Guarabyra e Flávio Venturini) ou “Flor de Liz” (Djavan). Não há como escapar. Essas são carnes-de-vaca de barzinho, junto com “Tempo Perdido” (Legião) e “Como Nossos Pais” (Belchior). Na rádio, são outras músicas. Depois de anos de árdua pesquisa, eu finalmente trago a vocês a lista das trinta maiores carnes-de-vaca, nacionais e internacionais, das rádios adultas, em uma ordem mais ou menos escalafobética.

Samurai (Djavan)
Como eu Quero (Kid Abelha)
Me Chama (Lobão)
Como Uma Onda (Lulu Santos - Nélson Motta)
Todo Azul do Mar (Flávio Venturini - Ronaldo Bastos)
Amor da índio (Beto Guedes - Ronaldo Bastos)
Coração de Estudante (Milton Nascimento - Fernando Brant)
Papel Marché (João Bosco - Capinam)
Gostava Tanto de Você (Edson Trindade)
Fato Consumado Djavan
Codinome Beija-Flor (Cazuza)
Quase Sem Querer (Legião Urbana)
Get Back (Titãs)
Sozinho (Peninha)
Lua e Estrela (Vinícius Cantuária)
Smooth Operator (Sade)
Your Song (Elton John)
Sweet Child O`Mine (Guns n`Roses)
We Are The Champions (Queen)
Sultans of Swing (Dire Straits)
Every Breathe you Take (Police)
I Don`t Wanna Lose Your Love Tonight (The Outfield)
Borderline (Madonna)
Isn`t She Lovely (Stevie Wonder)
Careless Whisper (George Michael)
Satisfaction (Rolling Stones)
Light my Fire (The Doors)
I Will Always Love You (Whitney Houston)
That`s All (Genesis)
You Are Not Alone (Michael Jackson)

Agora me digam: é possível ligar uma rádio adulta e acreditar que, durante um dia inteiro, nenhuma dessas músicas vai tocar? ÿ tão fácil quanto ir a uma churrascaria e não ter picanha.

E os leitores? alguém aí lembra de outras dessas inefáveis canções?

(publicado originalmente em 1° de dezembro de 2005)

Dicas do VP
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vp_looloo.jpgÿltimo Romântico (Lulu Santos, 1987) - Ah, mas então quer dizer que você gosta de música carne-de-vaca? Ora, e quem não gosta? essas músicas estão há décadas na programação justamente porque as pessoas gostam delas. E que tal duas dicas de CDs cheinhos de hits radiofônicos perenes? Um deles é a coletânea ÿltimo Romântico, de Lulu Santos, que apresenta o que de melhor o cantor, compositor e guitarrista carioca produziu durante os primeiros anos do Rock Brasil. Tachado de brega no início dos anos 80, mal sabia Lulu que suas músicas desse tempo sobreviveriam à maioria das canções de seus detratores. E a bem da verdade, neste álbum, encontram-se verdadeiras obras primas do pop nacional, como a faixa-título, “Tempos Modernos”, “De Repente Califórnia”, “Certas Coisas”, “Como Uma Onda” e “Um Certo Alguém”. Foi, de longe, a melhor fase da carreira de Lulu e sem dúvida, trilha sonora inconteste da juventude e adolescência daqueles anos.

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Série Good Times (diversos) - A 98 FM é uma rádio popular do Rio de Janeiro que normalmente toca samba (leia-se pagodão), micareta-music e o fino do que de mais vulgar existe na programação. Mas um de seus programas diários, o Good Times, onde são irradiadas as melhores músicas românticas de todos os tempos, foi a trilha sonora de muito casalzinho da cidade. A série de coletâneas com as melhores músicas do programa é daqueles CDs para o qual os finos e limpinhos costumam torcer o nariz nas gôndolas, mas que fazem verter lágrimas e aflorar as lembranças mais amorosas dos que os escutam. Porque ninguém escapa de ter alguma história em festinhas de adolescência, da hora da música lenta, daquela época mais civilizada onde o tempo parava por alguns minutos para que as pessoas pudessem ficar coladinhas aos seus pares. E a trilha sonora, irmãos, está toda nesses CDs, que se encontram por miseráveis R$ 9,99 nas melhores lojas de departamento.

O companheiro fiel (2ª parte)

Somente a partir da segunda década do séc. XX os violonistas passaram a ser respeitados, a partir das obras de músicos como Heitor Villa-Lobos, João Pernambuco e Garoto, este, um dos precursores da bossa nova. O violão passou a ser bastante utilizado também como instrumento para música erudita, música essa constantemente inspirada pelo popular, principalmente o choro. Até meados do século, também os primeiros sambistas, como Donga, Noel Rosa e Ismael Silva contribuíram para a popularização do instrumento. Já na segunda metade do séc. XX, a criação da bossa nova e o sucesso de sambistas como Cartola demonstravam que o violão já era o sustentáculo da música popular brasileira. Neste movimento, surgiram instrumentistas excepcionais, como Baden Powell, Toquinho e João Bosco. Nessa mesma época, violonistas virtuosos como Dilermando Reis e Turíbio Santos mesclavam com grande talento o choro e a música erudita à MPB.vp_guitars.jpgFoi em meados da década de 60 que o violão começou a sofrer as primeiras baixas de popularidade. A época da bossa nova foi atropelada pelas guitarras elétricas da jovem guarda e posteriormente, já na década de 70, do rock. E mesmo quando, alguns grupos de rock, já quase nos anos 90, resolveram ressuscitar os violões, principalmente a reboque dos primeiros MTV Unplugged, eram violões de aço, os chamados folk, comuns principalmente nos EUA, instrumentos facilmente eletrificáveis e de tons mais agudos. Só mesmo quem ainda trabalhava com a MPB tradicional, como Caetano Veloso ou Chico Buarque ainda usava o instrumento de nylon. O sempre antenado Gilberto Gil e o contemporâneo Djavan foram dois que substituíram, nos anos 80, seus violões de nylon por guitarras elétricas. Poucos músicos modernos mantiveram o instrumento vivo. Um bom exemplo foi Milton Nascimento, avis rara em meio aos jovens guitarristas elétricos - como Lô Borges, Beto Guedes e Toninho Horta - do Clube da Esquina. De qualquer modo, também foi nessa época que começaram a despontar os primeiros virtuosos regionais nordestinos do violão, como Xangai e Geraldo Azevedo. E menestréis como Oswaldo Montenegro também não deixaram a peteca cair.

E assim seguiu a humanidade através dos anos 90 até o novo século. Os grupos de pagode e posteriormente os novos sambistas de raiz mantiveram os violões de nylon em alta. Os sertanejos, mais afinados com o country norte-americano, popularizaram os violões dreadnought (folk) de estridentes cordas de aço. E nunca, desde o início da carreira do instrumento em nossas terras, se tocou tanto violão nesse país. Diversos acústicos foram gravados pela MTV; Roberto Carlos tocou “Detalhes” em nylon; os virtuosos do Boca Livre misturam aço e nylon com mestria; roqueiros de diversos estilos empunharam instrumentos acústicos; as antigas divas da MPB ganharam a companhia de mulheres instrumentistas, como Zélia Duncan, Ana Carolina e Isabela Tavianni; jovens e virtuosos músicos eruditos, como o precocemente falecido Raphael Rabello e o garoto Yamandú Costa tornaram-se sucesso; e hoje, o que há de mais contemporâneo e avançado na MPB, o genial pernambucano Lenine, faz misérias em seus violões do mais puro nylon.

Cantado em prosa e verso país afora por chorões, trovadores, sambistas, caipiras e até roqueiros, o violão também é personagem constante da música brasileira. Afinal, o Brasil é, sem dúvida, a pátria de “um cantinho e um violão”, de Tom Jobim, da “Viola Enluarada” de Marcos Valle, da viola que Edu Lobo e Capinam queriam ter agora para tocar em “Ponteio”, das “Cordas de Aço” do violão de Cartola, do violão deixado mudo pela “Rita” de Chico Buarque, da viola que o pobre moreno de Lamartine Babo e Ary Barroso empunha em “No Rancho Fundo” e a que “um violeiro toca” na moda pantaneira de Almir Sater, e o violão com que João Roberto, o Johnny, conquistava as meninas em “Dezesseis”, de Renato Russo. Na minha opinião, contudo, o mais belo verso feito para o instrumento até hoje é da música “Arte Longa”, canção de Geraldo Amaral e Renato Rocha, gravada por Geraldo Azevedo, que diz: “meu violão não pesa muito/ carrega tantas canções”. Mais que isso, os violões brasileiros carregam todo um país.

Dicas do VP
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vp_geraldin.jpgA Luz do Solo (Geraldo Azevedo, 1985) - O nordeste brasileiro foi território de origem de muitos e grandes músicos. Dentre os músicos populares nordestinos, muitos se destacam no talento com que lidam com as seis cordas. Gilberto Gil, Djavan, Moraes Moreira, Alceu Valença, Xangai, Elomar, Vital Farias, Zé Ramalho, Lenine, Zeca Baleiro e o erudito Canhoto da Paraíba são exemplos. Dentre estes todos, Geraldo Azevedo se destaca por ser o que mais aproxima o virtuosismo do violão clássico ou erudito das mais populares canções. Um dos mais bem sucedidos e queridos músicos nordestinos, Geraldinho mostra neste show ao vivo A Luz do Solo, uma seqüência apaixonante de seus melhores sucessos, interpretados apenas na voz e no violão. Elba e Zé Ramalho fazem participações especiais nesse espetáculo de 1985, que traz, como destaques, a primeira gravação liberada pela censura de “Canção da Despedida”, entre outros conhecidíssimos sucessos, como “Moça Bonita”, “Canta Coração”, “Táxi Lunar” e “Bicho de Sete Cabeças”. Um álbum clássico.
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vp_raphae.jpgTodos os Tons (Raphael Rabello, 1992) - Dentre todos os violonistas eruditos desse país, talvez nenhum tenha tido um sucesso popular tão grande quanto Raphael Rabello. Apresentado ao grande público por Ney Matogrosso em seu álbum ÿ Flor da Pele (1990), após ter estudado com o grande Dino 7 Cordas e tocado com o maestro Radamés Gnatalli, o violonista foi durante sua curta carreita, parceiro de alguns grandes nomes da MPB, como Eliseth Cardoso, Paulo Moura e os guitarristas Romero Lubambo e Armandinho - o do trio elétrico. O disco Todos os Tons, tributo do músico à magnífica obra de Tom Jobim é, de toda a sua obra instrumental, possivelmente o álbum mais palatável, ainda que isto não diminua em nada o esplendor de sua técnica. Todo o disco é excelente, da primeira à última nota, com destaques para “Samba do Avião”, que ele executa em dupla com o lendário violonista espanhol Paco de Lucia, “Pois é”, em que toca com Paulo Moura e o genial - e também falecido - baixista Nico Assumpção, e “Garoto”, com participação do próprio Tom Jobim e de Leo Gandelman. O ?Mozart do choro”, como Raphael chegou a ser chamado, lamentavelmente deixou mudos os seus violões em 1995, ao falecer por complicações respiratórias com apenas 32 anos.