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Nossa Via

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O Tempo que NOS resta!

Assisti ontem ao filme O Tempo que Resta (Le Temps qui Reste - 2005) do diretor francês François Ozon. Nele, o diretor conta a história de um fotógrafo em ascensão (Romain) que se descobre paciente terminal de câncer de uma hora para a outra. Uma simples e trágica história.

Não pretendo aqui escrever uma resenha sobre o filme (embora ele mereça uma!) e, por isso, caso você tenha interesse recomendo essa crítica aqui!

O caso é que eu já havia ouvido falar muitíssimo nesse filme. Havia visto vários trailers e lido várias coisas também. (Sim, sou fã do diretor!) E, é claro que depois de tanta expectativa, assistir ao filme foi meio “brochante”. Não que o filme seja ruim… não é, de maneira nenhuma! Mas talvez até mesmo por sua própria natureza.

Oras, o filme é tudo, menos melodramático… ele não nos oferece uma possível “catarse” sobre a morte. Não nos oferece “rios de lágrimas” sobre um tema tão “fácil” de emocionar. François Ozon e ator Melvin Poupad nos oferecem um tema difícil, de uma maneira radical e sem sentimentalidades. Sabemos que o personagem vai morrer e mesmo assim temos vontade de pegá-lo pelo pescoço e dizer “Pára”. Acompanhamos suas últimas ações e pensamos “o que eu faria?”, “porque ele não se abre com todos?” ou ainda “por que tem de ser assim?”.

Mas o grande trunfo do filme (para mim, obviamente!) é nos fazer pensar sobre o Tempo! Sobre essa grande  força da natureza. Sobre como ele age em nossas vidas e muitas vezes nem nos damos conta. Sobre como, às vezes, é necessário que algo aconteça (dead lines - seja de que natureza for) para que nós tenhamos que colocar nossas vidas em movimento (Não é por acaso que o personagem do filme só consegue falar que está para morrer com sua avó que, segundo ele, está numa situação igual à sua!). Ou, por outro lado, como temos uma necessidade urgente de resolver coisas “no calor do momento”… coisas que só se resolverão com a ação inevitável do tempo.

Romain leva sua vida como quer, nunca havia parado para pensar nessas situações (creio eu!). Acha medíocre a vida levada por sua irmã com filhos e obrigações. Mas quando se dá conta de sua condição e após a “fúria” inicial, surge a necessidade (talvez ainda bastante confusa) de deixar um legado. Sobreviver ao tempo. Romain não terá “tempo” para isso. Ele sabe que o filho virá, mas não chegará a vê-lo.

O tempo é sucessivo porque, tendo saído do eterno, quer voltar ao eterno. Quer dizer, a idéia de futuro corresponde ao nosso desejo de voltar ao princípio. Deus criou o mundo. E todo o mundo, todo o universo das criaturas, quer voltar a este manancial eterno que é intemporal, não anterior nem posterior ao tempo, mas que está fora do tempo. (Jorge Luís Borges)

Nosso desejo de eternidade é, por que não dizer, adolescente. O que vai ficar de nós é algo talvez muito menos palpável do que imaginamos. Nosso rastro nessa existência é fugaz. Por outro lado imaginar que não faz diferença a “marca” que deixarmos é assumir uma postura niilista demais. Não somos eternos, é fato… mas não sairemos dessa vida impunes. Só o tempo há de presenciar isto!

“Ouça meu coração: ainda bate!”

Nós nascemos para mudar*

Faz pouco mais de um mês que completei meus 24 anos. Nessa idade nós geralmente tiramos o maior sarro da cara dos garotos - é geralmente o ano do “vai ou racha”. Independente das brincadeiras, para mim esse aniversário também foi repleto de mudanças.

Depois de um tempo bem desligada do mundo e do que poderia fazer para torná-lo melhor, entrei em uma verdadeira crise dos 20 anos e me questionei o porque de estar aqui. Seria apenas para trabalhar, ganhar dinheiro e comprar os meus bens? Que graça a vida teria dessa forma? E cada dia que passava eu ficava mais e mais preocupada com essa questão e comecei a buscar conforto e respostas em Deus.

Eu não sou religiosa - quem me conhece que o diga - mas ler a Bíblia e o Evangelho do Espiritismo me ajudaram bastante nesse processo. A cada dia, eu encontro uma frase mais interessante que a outra e, mesmo sem querer, acabo sendo direcionada para um bom caminho. Não posso dizer que a crise toda já passou, muito pelo contrário, dizem que a dos 30 é pior ainda. Mas sinto que percorri um caminho bem extenso em apenas 2 meses. Daqueles que a gente sofre, aprende bastante e depois pára, pensa e vê que realmente valeu a pena passar por todo o perrengue.

Vocês não devem estar entendendo muita coisa, não é? Na verdade, a idéia de escrever sobre as transformações que estão acontecendo comigo - e todas verdadeiríssimas - veio baseada no slogan do Kuat, que diz “a gente muda, o mundo muda”. Sabe quando a gente acorda e nota que alguma coisa está diferente? São as mudanças, ali, acontecendo na nossa frente e que nem sempre nos damos conta disso. Pare para pensar em quantas casas, ruas, pessoas do seu cotidiano já mudaram e nós reaprendemos a incluí-las em nossas vidas. Um exemplo prático disso é que aqui perto de casa estão construindo umas das novas estações do metrô de São Paulo. Essas obras mudarão para sempre o nosso cotidiano, mas tenho certeza absoluta que em um mês já estaremos acostumados a elas. Isso prova que nós sempre vamos evoluindo, mesmo sem nos darmos efetivamente conta disso.

Tá, mas e por que raios citar Kuat? Porque ele está de cara nova, uma embalagem dourada e muito bonita, mostrando como a marca evoluiu até chegar aqui. O site deles acompanha toda a temática da campanha e o que eu achei mais bacana foi o blog Colectivo. Lá estão reunidas pessoas como eu e você, que vamos sempre evoluindo puxando uma coisa daqui e outra acolá. De cada particularidade que encontramos pela frente, vamos criando uma coisa única, que somos nós mesmos. Vai ficar de fora dessa? Bora clicar lá e mostrar pra todo mundo o quanto você já evoluiu! Eu aproveitei esse post para contar um pouquinho disso. ;)

*O título é uma tradução literal de um trecho da música Changes, que faz a abertura do terceiro cd de Joss Stone. Na letra, Vinnie Jones explica que todos nós mudamos, o tempo todo, mas que temos de ser bem fortes para isso. Veja a letra aqui.

Para onde você vai?

MoneyVou tentar não fazer um texto muito longo, porque afinal, não temos tempo. Vivemos correndo, e passamos a vida atrás de duas coisinhas bem pequenas: os ponteiros do relógio.

Não podemos perder tempo, tão precioso e tão caro nesses dias. O tempo é curto.

Todos nós vivemos sob o mesmo tempo, e sincronizar os relógios é fundamental para que algumas coisas dêem certo.

Viver assim desgasta, mas todo mundo faz um esforcinho pelo bem comum. ÿ bom senso, certo? Se uma cirurgia está marcada e o médico chega atrasado, a família não vai gostar de saber que o pneu do carro do Dr. furou. Nem um pouquinho.

Imagina se o Ben Johnson parasse para amarrar o cadarço no meio da corrida de 100m rasos e dissesse “atrasei só dois segundinhos, pô!”.

Sempre aprendi, desde pequeno, a não desperdiçar os segundos. Ser pontual no colégio onde eu estudava era às vezes mais importante do que fazer bom proveito da aula.

Quer ficar desenhando no caderno enquanto o professor fala? Problema seu, mas chegue no horário. Não chegou? Advertência.

Não parava por aí. Aulas aos Sábados, período integral, das 8hrs às 16hrs. Haviam os pais que reclamavam da rigidez do colégio. Reunião de pais era sempre uma discussão.

Eis uma das grandes diferenças da nossa cultura e da americana. Lá os pais tentam colocar os filhos todas as horas possíveis em cursos, treinos, escola. Aqui, se você exige um pouco mais, as mães ficam preocupadas em não tirar a infância dos filhos. E não estou dizendo que estejam certas ou erradas.

E não há como fugir do “inimigo“. Ele é onisciente, onipresente. ÿ o nosso Deus e nós o cultuamos dia a dia.

Quem vive essa vida corrida, com prazos e targets, sabe bem como é olhar para o relógio e pensar que, como diz uma amiga, “agora já é depois“. O difícil é saber atrás do que correr.

Sorriso do gato

- Podia-me dizer por favor, qual é o caminho para sair daqui? - Perguntou Alice.
- Isso depende muito do lugar para onde você quer ir. - disse o Gato.
- Não me importa muito onde… - disse Alice.
- Nesse caso não importa por onde você vá. - Disse o Gato.
- …contanto que eu chegue a algum lugar. - acrescentou Alice como explicação.
- ÿ claro que isso acontecerá. - Disse o Gato - desde que você ande durante algum tempo.

Como usar melhor o seu tempo e se tornar mais eficaz e produtivo.

O que é a administração do tempo?

TempoA administração do tempo é mais do que controlar as horas, é o gerenciamento de nós mesmos em relação ao modo como dispomos do tempo. ÿ a arte de organizar, programar e orçar o próprio tempo com o propósito de se tornar mais eficaz e produtivo. Esta arte é especialmente essencial para quem é dono de seu próprio negócio, tanto para o grande como para o pequeno empreendedor e, sobretudo, para o patrão de si mesmo.

Todos nós temos muitas coisas para fazer e nunca temos tempo suficiente. Muitas coisas são deixadas inacabadas. Com o passar do tempo, as tarefas inacabadas se tornam críticas e nos vemos envolvidos em crises, tendo que parar tudo e agir como bombeiros, apagando incêndios. Caímos numa roda viva: as crises tomam tempo, coisas importantes deixam de ser feitas, gerando atrasos e novas crises.

Como sair desta roda viva e assumir o controle de como usamos nosso tempo? Talvez você pense em adquirir um sofisticado software para agendar e gerenciar suas atividades. Tudo bem se você gosta destes tipos de aplicativos mas, na verdade, isto não é o essencial. Basta uma simples folha de papel, pois o essencial é sua atitude de considerar seu tempo um recurso valioso que deve ser usado com inteligência e criatividade. Tenha sempre em mente que tempo perdido é tempo irrecuperável, você não pode fazer o relógio voltar atrás. Você pode repor o leite derramado; quanto ao tempo perdido, só lhe resta chorar.

O segredo do sucesso: as coisas mais importantes em primeiro lugar

Mas como adotar esta atitude sem se tornar um afobadinho estressado? A resposta está na priorização de suas tarefas e no tempo aplicado a elas. Você não precisa trabalhar mais rápido para fazer melhor uso de seu tempo. Você necessita de trabalhar com mais inteligência e aplicar mais tempo nas coisas certas.

Priorizar significa fazer escolhas sobre o que é e o que não é importante. Para priorizar efetivamente, você precisa ser capaz de reconhecer o que é importante, bem como ver a diferença entre urgente e importante. As tarefas importantes, ou altamente prioritárias, são aquelas que nos ajudam a atingir nossos objetivos de longo prazo ou que podem ter outras conseqüências significativas no longo prazo. São tarefas com impactos relevantes sobre nossos objetivos, sonhos, planos e estratégias.

ÿ primeira vista, muitas tarefas do dia-a-dia parecem igualmente importantes e urgentes. Contudo, uma olhada mais cuidadosa revela que muitas tarefas urgentes não são realmente importantes num enfoque de longo prazo. Ao mesmo tempo, coisas que são muito importantes, como melhoria de métodos, criação de novos produtos, melhoria de nossas competências, mais tempo com a família, ampliação da rede de relacionamentos, freqüentemente não são urgentes. Como bem disse o General Eisenhower, comandante das forças aliadas na Segunda Guerra Mundial: “O importante é raramente urgente e o urgente é raramente importante”.

A Matriz de Gerenciamento do Tempo

O General Eisenhower foi o criador de uma matriz muito simples que nos ajuda a combinar importância e urgência e a planejar o uso de nosso tempo com inteligência e eficácia. Pegue uma folha de papel e desenhe um grande quadrado. Divida o quadrado em quatro partes iguais, formando quatro quadrantes. Complete sua matriz, indicando na vertical a importância e na horizontal a urgência, conforme mostrado na figura abaixo.

Matriz Gerenciamento do tempo

Liste suas atividades e coloque-as em um dos quatro quadrantes, conforme a importância e a urgência.

Quadrante 1: Quadrante do Stress, onde nós gerenciamos, executamos ou respondemos às tarefas importantes que se tornaram urgentes por não terem sido resolvidas a tempo. Pode estar sobrecarregado por falta de planejamento ou falha em prever obstáculos. Em resumo:

  • Tarefas importantes e urgentes.
  • Aqui estão as crises, os projetos próximos da data final, os acidentes ou imprevistos com conseqüências sérias.
  • Precisam ser feitas rapidamente.
  • Estratégia: resolva agora.

Quadrante 2: Quadrante da Qualidade, onde planejamos, antecipamos e tomamos ações preventivas para evitar futuros problemas. Gastando mais tempo neste quadrante, aumentamos nossa capacidade de fazer o melhor, com mais qualidade e produtividade. Ignorar este quadrante tem como resultado o aumento do stress e criação de novas crises, Falhar neste quadrante, significa transferir tarefas para o Quadrante 1 (Stress). Em resumo:

  • Tarefas importantes, mas não urgentes.
  • Incluem atividades de planejamento, melhoria de métodos, inovações, desenvolvimento e educação, ampliação da rede de contatos, tempo com a família, etc.
  • Necessitam ser feitas, reserve um tempo para elas antes que se tornem urgentes.
  • Estratégia: prepare uma agenda para estas atividades.

Quadrante 3: Quadrante da Ilusão, a agitação e os gritos de urgência criam a ilusão de importância. Algumas coisas aqui podem ser importantes para outras pessoas, mas não para você. Em resumo:

  • Tarefas urgentes, mas não importantes.
  • Aqui estão as interrupções, algumas reuniões, alguns telefonemas, trabalhos ocasionais, os pepinos de outras pessoas, etc.
  • São atividades que necessitam ser feitas rapidamente, mas será você a pessoa certa para fazê-las?
  • Estratégia: em alguns caso diga não com diplomacia, em outros delegue.

Quadrante 4: Quadrante do Desperdício, perdas de tempo com assuntos triviais, atividades improdutivas e sem valor. Em resumo:

  • Tarefas sem importância e não urgentes.
  • Telefonemas e e-mails irrelevantes.
  • Relatórios e reuniões inúteis.
  • Excesso de tempo dedicado à internet e à televisão.
  • Estratégia: eliminar ou reduzir ao mínimo indispensável para o verdadeiro lazer.

A classificação de nossas atividades nos quatro quadrantes ressalta o que é importante e nos ajuda a evitar a aplicação de nosso tempo em atividades sem valor. Também nos ajuda a priorizar as atividades importantes.

Três importantes observações sobre o Gerenciamento do Tempo

  1. Muitos profissionais gastam seu tempo trabalhando nas atividades do Quadrante 1 (importantes e urgentes) debelando crises e apagando incêndios. Apesar do stress, muitas pessoas gostam de trabalhar neste quadrante, pois se vêem e são vistas como heróis e salvadores. No entanto, as crises são resultantes de falta de planejamento, deficiências na organização e ausência de uma visão de longo prazo.
  2. Quanto mais você se dedicar às atividades do Quadrante 2 (importantes e não urgentes) menos tempo você terá de dedicar ao Quadrante 1. Isto significa menos stress, mais qualidade, mais produtividade e menos desperdícios.
  3. Você obterá o tempo necessário para o Quadrante 2 pela redução de tempo dedicado ao Quadrante 3 (urgentes mas sem importância) e ao Quadrante 4 (sem importância e sem urgência) pela delegação de tarefas, recusando diplomaticamente ou mesmo eliminando tarefas irrelevantes ou inúteis.

Para encerrar um trabalho prático: Em qual quadrante você classificaria a atividade de leitura deste artigo?

O tempo dos blogs

A coisa é bem simples mesmo, é para falar um pouco sobre o tempo dos blogs, divagar um pouco sobre como essas ferramentas de publicação acabam gerando uma relação curiosa com o tempo, o nosso tempo, pessoal, próprio.Alguém aqui já parou para pensar que essa pequena e aparentemente inofensiva ferramenta de publicação pode se transformar num maravilhoso mecanismo de contaminação de nossa noção interna de temporalidade? Dito de outra forma, fica simples: no momento em que o sujeito adquire um blog, automaticamente a sua percepção de tempo irá se modificar, na maioria dos casos será uma sensação de perturbação da ordem normal das coisas.

Publicado o primeiro post, a sensação já pode ser sentida. A ânsia da atualização logo irá se casar com a percepção da necessidade de informação. Primeiro você se atualiza para depois atualizar o seu blog. Quanto mais informação você consome, mais se dá conta de que é a sua pessoa que precisa de atualização, e nisso você já percebe as primeiras angústias da sensação de inadequação ao tempo presente.

Naquele período em que o seu mísero post está on-line, sem perceber você se sente em dívida porque, querendo ou não, algo em sua personalidade acaba associando você a figura de seus textos, aqueles curtos e mal-traçados pensamentos empoeirados. O tempo passa e você sente a sensação terrível de que você não produziu. Dá a impressão de que enquanto muitos foram espertos e criativos, e produziram muitas coisas legais e ganharam destaque, etc, você passou um tempo obscuro no limbo, sem idéias, como uma ostra, esquecida em algum lugar.

Desatualizado.

Essa ferramenta que ainda ninguém conseguiu explicar bem para que serve, ao final de tudo foi bem eficiente em te mostrar que você precisa reformular a sua rotina e sua disciplina para poder acompanhar o ritmo acelerado do mundo contemporâneo, essa coisa que ninguém em sã consciência se arrisca a tentar dizer o que é.

Diante disto, a panacéia que nos prometem é a fórmula do Planejamento. ÿ necessário que você se programe, que você saiba se programar, que você tenha consciência desta importância e do poder que isto pode trazer. Você programa o que deve ser feito durante o dia, ao longo das semanas, por entre os meses, em busca de metas. Você calcula o que você deve sentir e pensar em cada momento de seu planejamento: das 14:30 às 16:30 produzirei o texto de atualização de meu blog, que será publicado 12 horas depois, no dia tal.

O segredo do planejamento é a disciplina, acostumar o corpo e as emoções a acontecerem do jeito que você planejou, na hora em que foram programadas. Uma vez que tudo está planejado e você se desdobra para realizar as metas, a partir de então você já pode abandonar as angústias e se preocupar em fazer tão somente o balanço do que foi concretizado e do que falta melhorar. Com a sua atenção presa ao planejamento, some como por mágica a aflição da passagem do tempo, essa idéia absurda de que você não está conseguindo acompanhar as coisas, de que está ficando velho, ou de que os seus referenciais já ficaram pra trás, já foram ultrapassados.

O importante é que neste processo você não se vicie em se auto-enganar. O seu corpo a todo momento cria embustes para fugir das próprias obrigações que você criou para si mesmo. Mas a esperança é a de que você pode criar embustes para enganar o seu corpo: em linguagem atualizada = hacks.

Atualização e produção. Precisamos ser atuais e produtivos senão ficaremos para trás.

Inadequados, antigos, anacrônicos, desinformados, descartáveis. Esquecidos?

A síndrome de velho, do tempo passado, nos persegue. Ingênuos, esbaforidos, tentamos não entregar os pontos. Chronos nos espreita com um riso de canto. Ao nosso lado, o companheiro Sísifo posta a última notícia da web 2.0 em seu blog.

Aliás, qual é o assunto para o próximo post?